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Política e Brasil

Estados acatam Anvisa e suspendem vacinação de grávidas

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Após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomendar a suspensão imediata da vacina contra a covid-19 de Oxford/AstraZeneca/Fiocruz para gestantes, os governos de São Paulo e Rio de Janeiro acataram a ordem e acabaram interrompendo a vacinação do grupo.

A recomendação é que apenas a vacina da AstraZeneca seja suspensa. Porém, como os dois estados não têm doses de Coronavac e Pfizer suficientes, a vacinação ficaria inviável. Em São Paulo, o grupo começaria a ser imunizado nesta terça-feira (11). No Rio, já estava em curso.

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No Rio, a vacinação de mulheres que deram à luz recentemente (puérperas) também está suspensa. Já em São Paulo, a imunização para este grupo está mantida.

A suspensão da Anvisa se deu porque a bula da vacina AstraZeneca não recomenda a vacinação de grávidas sem prescrição médica. “O uso off label de vacinas, ou seja, em situações não previstas na bula, só deve ser feito mediante avaliação individual por um profissional de saúde que considere os riscos e benefícios da vacina para a paciente”, diz a agência.

Outros estados

Pernambuco suspendeu a aplicação da vacina da AstraZeneca em grávidas e puérperas. O estado aguarda novo posicionamento do Ministério da Saúde. A vacinação com Coronavac e Pfizer está mantida, mas apenas três cidades (Recife, Olinda e Jaboatão dos Guararapes) têm vacinas da Pfizer, e as doses da Coronavac estão sendo usadas apenas como segunda dose devido à escassez.

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Ocorre o mesmo no Rio Grande do Norte, com exceção de que as puérperas continuarão sendo vacinadas. No estado, também há poucas doses da Coronavac. Já a vacina da Pfizer é aplicada somente em Natal e apenas para pessoas com comorbidades.

Em Porto Alegre, a Secretaria de Saúde também suspendeu a vacinação em gestantes e é mais uma capital a sofrer com escassez da Coronavac. O mesmo ocorre em outras cidades brasileiras, como Juiz de Fora-MG e Aracaju-SE.

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