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Saúde e Bem Estar

Dia Mundial da Saúde e da Nutrição com corpos livres e saudáveis

Especialistas dão dicas sobre como manter um corpo saudável sem se apegar aos estereótipos da magreza

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Nos últimos anos houve um grande avanço nas discussões da internet sobre o que significa ter um corpo saudável. Em um tempo de isolamento social e poucas opções de lazer, as pessoas começaram a praticar atividades físicas em casa e a repensar o objetivo das práticas.

O Dia Mundial da Saúde e da Nutrição, lembrado dia 31 de março, chega para relembrar o real significado de ter saúde e de ter uma boa nutrição, que nem sempre reflete em magreza. A magreza, para muitos, significa restrição alimentar, mas segundo a professora do CEUB que é nutricionista esportiva e clínica, Pollyanna Ayub, “dietas restritivas podem não levar à saúde, e sim, momentaneamente apresentar uma perda de peso e levar uma série de deficiências nutricionais”.

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Não é só se basear no IMC, pois até ele tem alguns problemas, pois não estima a porcentagem de gordura, massa magra e gordura corporal, portanto, um indivíduo que possui uma quantidade maior de músculo, pelo IMC, pode ser considerado acima do peso. O ideal sempre é procurar um nutricionista para avaliar a composição corporal.

Pensando em um corpo livre, bem nutrido e saudável, algumas dicas são essenciais:

É possível ser magro e não ser saudável!

A professora Pollyanna explica que a pessoa pode estar “dentro do peso ideal” na balança, mas com uma porcentagem de gordura corporal alta e se alimentar de produtos industrializados, e por isso, o peso não é a única medida para fechar o diagnóstico nutricional. Existem outras maneiras para verificar se o indivíduo encontra-se saudável, como: exames laboratoriais, hábitos alimentares, composição corporal, atividade física, sono reparador.

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Foque em alimentos que hidratam o seu corpo

Frutas que possuem mais água na sua composição são ótimas fontes para manter o corpo hidratado, como por exemplo: melancia, laranja, abacaxi. Além desse benefício as frutas são fontes de vitaminas e minerais, substâncias importantes para o funcionamento do corpo. Mas a professora alerta: a água tem o seu papel de destaque no que se refere hidratação, nada a substitui, portanto, além das frutas o consumo da água é fundamental para manter a saúde em dia.

Tenha mais refeições que te deixa saciado

Opte sempre por alimentos in natura, que obtemos através das plantas, são fontes de fibras, ou seja, frutas e verduras. A dica da especialista é: para dar mais qualidade nutricional nas suas refeições, acrescente aveia, amaranto, chia nas frutas, e nas saladas, as sementes: girassol e abóbora, quinoa e gergelim. Além de aumentar a quantidade de fibras e nutrientes, o sabor e a variedade mudam.

Por fim, é preciso entender que o que realmente funciona é manter uma alimentação variada e na quantidade recomendada para cada individuo conforme sexo, idade, fase da vida, doenças associadas e nível de atividade física. O que pode ser bom para uma pessoa pode ser maléfica para outra, mas no geral, os alimentos são benéficos, apenas é preciso atender as necessidades do indivíduo.

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Como a alimentação influencia na saúde mental?

A psiquiatria nutricional, que faz a interface entre o intestino e o cérebro ou o intestino e a saúde mental, é uma das áreas mais estudadas hoje na psiquiatria. Só que os estudos ainda são incipientes. A psiquiatra e presidente da Associação Psiquiátrica de Brasília, a APBr, Renata Nayara Figueiredo, aponta que uma dieta rica em micronutrientes (por exemplo, repleta de alimentos integrais, frutas, legumes, verduras, carnes magras, nozes, etc) têm um risco menor de doença psiquiátrica. E uma dieta mais rica em gorduras, fastfood e junkfood, piora o humor.

“Em resumo, o papel da alimentação saudável é o de reduzir o risco de doença psiquiátrica, enquanto o consumo de açúcares, conservantes e entre outros, pioram o humor, a concentração, a disposição, aumenta a fadiga e etc”, conclui.

Atividade física

Bruno Marques, profissional de educação física da rede Evolve, explica que a atividade física é imprescindível para a manutenção da nossa saúde, do nosso bem-estar tanto físico quanto mental. “Hoje em dia, ser magro não é sinônimo de saúde, porque muito provavelmente pode esconder patologias. Como por exemplo, um percentual de gordura acima do de musculatura, ter outras patologias relacionadas, como uma fragilidade óssea, que então não é sinônimo de bem-estar físico”, pontua.

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Ele continua: “já caiu por terra o sentimento de que academia era apenas status, as pessoas estão procurando mais por qualidade de vida, para ter uma força muscular maior e também por recomendações médicas”. Para ele, o emagrecimento é uma consequência, assim como outros benefícios, como o aumento de ganho de massa magra, e claro, autoestima elevada.

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