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Saúde e Bem Estar

Sequelas do vírus: especialista explica a relação entre perda auditiva e a Covid-19

Pesquisas mostram que a longo prazo essa pode ser mais uma das complicações causada pela doença

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Não menos importante que se curar da Covid-19, vale ressaltar sobre os riscos e as possíveis sequelas provocadas pelo vírus em pacientes recuperados. Segundo estudos publicados recentemente, a perda auditiva súbita e o zumbido podem se desenvolver até oito semanas após o diagnóstico de contaminação.

“Alguns relatórios de autópsias feitas em pacientes foram capazes de detectar vestígios de danos causados pela Covid-19 nos ossos do ouvido médio”, explica Gleison Barcelos, fonoaudiólogo da Microsom

Um caso de perda auditiva foi publicado por meio de um relatório da revista científica “BMJ Case Reports” e indicou que um paciente com covid teve perda repentina de audição no Reino Unido e só procurou ajuda 10 dias após apresentar os sintomas. Dessa forma, precisou respirar com a ajuda de ventilação mecânica e, quando removida, percebeu zumbido no ouvido e teve boa parte do sentido comprometida.

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Com base em estudos divulgados anteriormente sobre casos clínicos, infecções virais e bacterianas podem causar perda auditiva repentina. Mas outros fatos mostram que é raro apresentar sintomas de perda auditiva logo no início em que o Coronavírus é contraído.

O fonoaudiólogo explica que algumas pesquisas apresentam já relações do Coronavírus ao zumbido. “Apesar disso, a Associação Americana de Zumbido destaca que o problema está associado ao estresse e depressão, justamente por causa do isolamento social que o vírus propriamente dito”, afirma Barcelos.

O especialista alerta, ainda, sobre a necessidade de mais pesquisas para investigar os efeitos de como a doença pode afetar na audição. Segundo ele, à medida que a pandemia cresce, mais estudos precisam ser feitos não só para audição, mas também para outros problemas de saúde. “Por isso, tome todo cuidado e proteção e, quando surgirem os primeiros sintomas, procure um profissional para indicar o tratamento correto”, finaliza.

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