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Saúde e Bem Estar

MPDFT solicita informações sobre aquisição de vacinas

Em ofício enviado à secretaria de Saúde do DF, a Força Tarefa que acompanha o enfrentamento à covid-19 questionou sobre as tratativas com o Instituto Butantã

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O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) solicitou à secretaria de Estado da Saúde do DF (SES), por meio de ofício, informações sobre a aquisição da Coronavac, vacina que está sendo produzida no Brasil pelo Instituto Butantã e que, de acordo com o governo de São Paulo, a partir do dia 25 de janeiro será disponibilizada à população.

“O MPDFT entende que o GDF deve continuar com a área federal – seguindo o plano nacional de vacinação –, mas também deve dar continuidade às tratativas feitas com o Instituto Butantan para a aquisição da Coronavac, até porque é importante ter opção em relação aos protocolos”, explicou o procurador de Justiça José Eduardo Sabo, coordenador da Força Tarefa do Ministério Público, que acompanha as medidas de enfrentamento à covid-19.

O ofício pedindo informações à SES foi encaminhado na última segunda-feira, 21 de dezembro, e solicita esclarecimentos sobre a compra do imunizante para uso no Plano Distrital de Vacinação contra a Covid-19. O MPDFT informou que tem conhecimento da intenção do Governo do Distrito Federal em aderir ao Plano Nacional de Imunização (PNI), sobretudo por razões de economicidade.

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A Instituição argumentou que: “considerando a urgência de conter a emergência sanitária e de assegurar, da maneira mais abrangente e célere possível, o direito à saúde e à vida de milhões de pessoas que vivem no Distrito Federal, acredita ser fundamental que, desde que respeitadas as balizas normativas em vigor, todos os caminhos possíveis sejam considerados pelo poder público local no processo de aquisição dos imunizantes”.

Além do ofício, na segunda-feira O MPDFT também reuniu-se com representantes da secretaria de Saúde para tratar dos planos distritais de Vacinação e de Mobilização de Leitos. Segundo o coordenador da força-tarefa, há a necessidade de um maior detalhamento do plano de vacinação do DF.

“O conjunto de prioridades estabelecidas no plano de imunização, sejam para aqueles que estão na linha de frente, idade avançada ou grupo de risco, atende ao interesse público. O que o MPDFT questiona é a possibilidade de aquisição de vacinas de diferentes laboratórios”, destacou o procurador de Justiça.

A secretaria de Saúde informou, por meio de mensagem, que apresentou o Plano Distrital de Vacinação ao Ministério Público e que “o MP considerou positiva e elogiou a elaboração do plano”. A pasta informou à Força Tarefa que o Plano pode sofrer alterações e melhorias a partir de definições que forem feitas pelo Ministério da Saúde, o que, de acordo com a secretaria, foi considerado “bastante razoável pelo órgão de controle”.

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Queda na transmissão do coronavírus

Osnei Okumoto reforçou que o DF trabalha de forma estratégica para tentar conter o avanço da doença e enumerou como uma das ações que tem trazido resultados a restrição do horário de funcionamento de bares e restaurantes, que devem encerrar as atividades às onze horas da noite.

Após a restrição, a taxa de transmissão que estava em 1,3 teve diminuição para 0,98 e, nesta semana, 0,89. Para justificar a obrigatoriedade do fechamento de bares e restaurantes às 23 horas, o secretário explicou que o uso de bebida alcoólica associada à permanência de tempo longo nos estabelecimentos acaba gerando descaso no uso da máscara e no distanciamento. “As pessoas também acabam compartilhando copos e instrumentos como narguilés, elevando a disseminação do vírus”, esclareceu o chefe da pasta.

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Anvisa aprova pedido da Fiocruz para importar 2 milhões de doses de vacina de Oxford

O pedido havia sido feito pela Fiocruz no dia 31 de dezembro, e foi aprovado pela agência na mesma data

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A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) informou neste sábado (2) que aprovou um pedido de importação excepcional de 2 milhões de doses já prontas da vacina contra Covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford e farmacêutica AstraZeneca, conhecida como vacina de Oxford.

O pedido havia sido feito pela Fiocruz no dia 31 de dezembro, e foi aprovado pela agência na mesma data. A medida, no entanto, ainda não permite que a vacina seja aplicada.

Segundo a Anvisa, isso ocorrerá assim que houver registro da vacina ou aval para uso emergencial, o que ainda não foi solicitado. A Fiocruz pretende fazer o pedido nos próximos dias.

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No ofício enviado à agência para importar as 2 milhões de doses, a Fiocruz alega como objetivo tentar antecipar o início da vacinação no Brasil com esse imunizante para ainda neste mês. Atualmente, a vacina de Oxford é a principal aposta do governo brasileiro para a imunização contra a doença.

Na prática, a estratégia iniciaria com essas doses iniciais, importadas, enquanto a Fiocruz, que tem uma parceria com a AstraZeneca, começaria a produção das demais 100 milhões de doses previstas em acordo com a farmacêutica —e cuja entrega é prevista para ser iniciada em fevereiro e concluída ao longo do primeiro semestre.

A informação do pedido feito à Anvisa foi divulgada inicialmente pela revista Veja, e confirmada pela Folha. No mesmo documento, a fundação informa que deve entrar com pedido de aval para uso emergencial da vacina na próxima semana.

Segundo fontes que acompanham o processo, a articulação para tentar antecipar a obtenção de doses da vacina de Oxford começou ainda no início de dezembro. Inicialmente, a AstraZeneca informou que haveria disponibilidade de 1 milhão de doses. Recentemente, porém, foi feito o acerto para possível entrega de 2 milhões de doses —o que dependia do aval da Anvisa.

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“Com importante apoio do Ministério da Saúde, vimos buscando junto à empresa AstraZeneca Brasil, com quem mantemos contrato de encomenda tecnológica para produção nacional da vacina, meios para recebermos vacinas prontas, ainda no mês de janeiro. (…) Essas tratativas lograram êxito e teremos à disposição o quantitavo de dois milhões de doses a serem entregues em janeiro”, informava o ofício enviado pela Fiocruz à Anvisa, e assinado pelo presidente em exercício da fundação, Mario Santos Moreira.

Em nota em que divulgou o aval, a Anvisa informa que, como se trata de uma importação de vacina que ainda não foi aprovada, a entrada no país deve seguir algumas condições estabelecidas pela agência.

“A principal exigência é que as vacinas importadas fiquem sob a guarda específica da Fiocruz até que a Anvisa autorize o uso do produto no país. Para isso, a Fiocruz deve garantir as condições de armazenamento e segurança para manutenção da qualidade do produto. Na solicitação recebida pela Anvisa, a indicação é que as vacinas cheguem ao país em janeiro”, diz a Anvisa.

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Segundo a agência, as vacinas devem ser entregues pelo Serum Instute of India, parceiro tecnológico da Fiocruz e um dos centros de produção da vacina de Oxford.

Essa é a segunda vez que a Anvisa aprova um pedido de importação excepcional de vacinas contra a Covid. Em outubro, a Anvisa aprovou um pedido semelhante feito pelo instituto Butantan para importar 6 milhões de doses de vacinas da empresa chinesa Sinovac, que tem uma parceria com o laboratório paulista.

Naquela ocasião, no entanto, a aprovação levou cerca de um mês para ocorrer –o que levou a críticas do Butantan de que havia demora da Anvisa para fazer análise. A agência alegou então que faltavam dados no pedido que havia sido enviado pelo instituto.

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A situação acirrou na época a guerra política em torno da vacina, disputa que colocou nos últimos meses o presidente Jair Bolsonaro e o governador paulista João Doria em lados opostos.
Em nota, a Anvisa diz que a autorização do pedido de importação excepcional dada à Fiocruz “é semelhante a outros já analisados e autorizados pela Anvisa, e demostra a prioridade da Agência no tratamento de todos os processos que tratam de produtos para o enfrentamento da Covid-19”.

Nesta sexta (1), a Anvisa informou que finalizou a análise de dados já enviados pela Fiocruz e AstraZeneca sobre a eficácia e segurança da vacina.

Os dados foram enviados por meio do processo de submissão contínua, o qual permite envio antecipado de documentos até que haja pedido de registro da vacina, um dos tipos de aval para que ela possa ser aplicada no país.

A Fiocruz já divulgou que, além do pedido para uso emergencial, pretende entrar com pedido de registro da vacina até o dia 15 de janeiro.

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DF registra 376 novos casos de covid-19 nesta sexta (1º)

Desde o início da pandemia, 252.077 pessoas já foram infectadas na capital e, nesta sexta-feira (1º), 5.562 casos estão ativos

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Covid-19: Brasil registra 7.110.434 casos e 1.092 mortes

O Distrito Federal (DF) registrou, nas últimas 24 horas, 376 novos diagnósticos de covid-19. Desde o início da pandemia, 252.077 pessoas já foram infectadas na capital e, nesta sexta-feira (1º), 5.562 casos estão ativos.

As regiões com mais casos confirmados são Ceilândia (27.902), Plano Piloto (22.453) e Taguatinga (20.501). . Nas últimas 24 horas foram registrados 539 recuperados e 4 óbitos, sendo que, deste total, nenhum faleceu nesta sexta.

Do total de 252.077 mil casos, 4.263 (1,7%) faleceram em decorrência de complicações causadas pelo vírus e 241.952 (96%) estão recuperados. Do total de óbitos, 3.095 eram moradores do DF e 358 de outros estados.

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Bolsonaro diz que Brasil poderá comprar vacina da Moderna contra covid-19

A Moderna teve sua vacina autorizada para uso emergencial pelos Estados Unidos no último dia 19

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O presidente Jair Bolsonaro disse nesta quinta-feira, 31, sem dar detalhes, que o Brasil poderá comprar também a vacina da Moderna contra a covid-19.

Em sua live semanal, o presidente voltou a dizer que o governo irá disponibilizar vacinas para a parte da população interessada em ser imunizada contra o coronavírus, e repetiu, mais uma vez que não tomará vacina contra a covid-19, se justificando pelo fato de já ter sido contaminado, apesar de haver casos registrados de reinfecção.

A Moderna teve sua vacina autorizada para uso emergencial pelos Estados Unidos no último dia 19.

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No momento, o Brasil está negociando com a Pfizer (PFE.N>, que tem uma vacina desenvolvida com a Biontech, para aquisição de seu imunizante contra a Covid-19.

“Então, além da Pfizer, temos uma outra agora que se apresenta no momento, a Moderna, que poderá ser adquirida pelo Brasil”, disse Bolsonaro.

“Parece que agora as empresas vão apresentar documentação junto à Anvisa, para a Anvisa então, caso ela certifique, nós imediatamente possamos fazer as tratativas e consigamos comprar essas vacinas”, acrescentou. “Até porque parte da população clama por elas, então quem tá querendo a vacina a gente vai acertar, da nossa parte, grátis e não obrigatório.”

O governo federal já tem um acordo com a AstraZeneca, que desenvolveu uma vacina contra a covid-19 em parceria com a Universidade de Oxford.

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Nesta quinta-feira, a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade, parceira da AstraZeneca no Brasil, disse à Reuters que pretende pedir junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) o uso emergencial dessa vacina. O imunizante da AstraZeneca-Oxford teve o uso emergencial autorizado pelo Reino Unido na quarta-feira.

Além dessas, o Brasil conta também com a CoronaVac, vacina desenvolvida pela chinesa Sinovac, que será produzida no Brasil pelo Instituto Butantan, ligado ao governo do Estado de São Paulo.

O Ministério da Saúde informou que o Brasil registrou nesta quinta-feira 1.074 novas mortes pelo coronavírus, elevando o total para 194.949, o segundo maior número de óbitos no mundo, atrás apenas dos EUA. Segundo o ministério, já foram infectados no país 7.675.973 pessoas, o terceiro maior número do mundo.

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Com 465 novos óbitos, Brasil passa dos 195 mil mortos pela Covid-19

Balanço divulgado pelo Ministério da Saúde nesta sexta aponta 24.605 novos casos de Covid-19 confirmados nas últimas 24h

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O Brasil registrou 465 óbitos pelo novo coronavírus e 23.081 casos da doença nas últimas 24 horas. O país, assim, chega a 195.441 óbitos e a 7.698.862 de pessoas infectadas pelo novo coronavírus.

Os dados do país são fruto de colaboração inédita entre Folha de S.Paulo, UOL, O Estado de S. Paulo, Extra, O Globo e G1 para reunir e divulgar os números relativos à pandemia do novo coronavírus. As informações são coletadas diretamente com as Secretarias de Saúde estaduais.

O jornal Folha de S.Paulo ainda divulga a chamada média móvel. O recurso estatístico busca dar uma visão melhor da evolução da doença, pois atenua números isolados que fujam do padrão. A média móvel é calculada somando o resultado dos últimos sete dias, dividindo por sete.

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De acordo com os dados coletados até as 20h desta sexta-feira (1º), a média de mortes nos últimos sete dias é de 704. O estado atual da doença no país é acelerado, depois de um breve intervalo de estabilidade, com alta de mortes desde o final de novembro.

A contagem desta sexta não inclui os números de Rondônia, que não divulgou atualização até a publicação deste texto.

O aumento no número de casos e óbitos nos últimos dias vem em um momento em que parte da população afrouxou a adoção às medidas sanitárias, como distanciamento social e uso de máscaras.

Especialistas afirmam que as aglomerações registradas no Natal e no Ano Novo devem fazer agravar a situação da pandemia no país.

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A iniciativa do consórcio de veículos de imprensa ocorre em resposta às atitudes do governo Jair Bolsonaro (sem partido), que ameaçou sonegar dados, atrasou boletins sobre a doença e tirou informações do ar, com a interrupção da divulgação dos totais de casos e mortes. Além disso, o governo divulgou dados conflitantes.

Balanço divulgado pelo Ministério da Saúde nesta sexta aponta 24.605 novos casos de Covid-19 confirmados nas últimas 24h, com 462 novas mortes.

Desde o início da epidemia no país, são 7.700.578 casos e 195.411 mortes pela doença, de acordo com os dados da pasta federal.

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“Remédios faziam mais mal do que bem”, diz paciente que usa Cannabis contra depressão

O brasiliense é a quarta pessoa no Distrito Federal que poderá fazer o plantio e extrair seu próprio medicamento para esse tipo de enfermidade

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Anvisa inclui Cannabis sativa em relação de plantas medicinais

“Sou muito grato por ter conhecido a Cannabis”. Esse é o relato do Pedro Henrique, de 28 anos, que recentemente conseguiu na Justiça o direito de plantar Cannabis Sativa para tratar ansiedade e depressão.  Por meio de um Habeas Corpus preventivo, o brasiliense é a quarta pessoa no Distrito Federal que poderá fazer o plantio e extrair seu próprio medicamento para esse tipo de enfermidade.

Pedro alegou que a Cannabis foi uma alternativa, uma luz no fim do túnel para a cara importação de medicamentos feitos com os compostos da planta. “Eu procurei meios de poder fazer meu tratamento de uma forma que eu pudesse obter meu plantio, que tem um custo menor do que a compra desse medicamento importado. Ainda mais sem fiscalização, com valor elevado e a incerteza de que o medicamento vai chegar em minha residência”, afirmou.

Atualmente, só há um medicamento à base de Cannabis registrado no país, o Mevatyl ou Sativex (nome comercial), que custa cerca de R$ 2.500.

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“Existem inúmeros casos, o mundo inteiro e a ciência estão esclarecendo, que a Cannabis e outras plantas de poder ajudam na cura de várias dores, emocionais e físicas”, desabafou Pedro.

Outro caso semelhante ao de Pedro, é o da médica Mariana Guimarães, de 36 anos. Ela também conseguiu um Habeas Corpus para plantar Cannabis e contou que conheceu a planta após longos episódios de dor crônica intensa, se interessou e começou a fazer o uso. Agora regularizada, a profissional de saúde lembrou que os compostos da maconha geram poucos efeitos colaterais quando comparados com remédios convencionais. “Não afetam fígado e sistema gástrico, com menos reações adversas”, afirmou.

O que diz a decisão da Justiça

A 15ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Distrito Federal (SJDF) entendeu pela a “possibilidade de emitir salvo conduto em favor do paciente para que as autoridades impetradas se abstenham de adotar quaisquer condutas que possam obstar o objetivo do mesmo, qual seja, a importação e cultivo da planta de Cannabis destinada ao tratamento de sua saúde”.

Na decisão, o juiz citou o entendimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ) em que “O habeas corpus é o remédio que tem por escopo evitar ou cessar a violência ou coação à liberdade de locomoção, decorrente de ilegalidade, teratologia ou abuso de poder”.

O magistrado citou ainda a Constituição Federal. “No art. 196, a Constituição Federal de 1988 eleva a saúde como um direito de todos e dever do Estado”. O juiz deixa claro no parecer que o cultivo da semente da Cannabis será “com a finalidade única e exclusiva para fins medicinais”. Salienta também o uso estritamente pessoal e intransferível, sendo proibida a sua entrega a terceiros, doação, venda ou qualquer utilização diferente da indicada.

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Por fim, foi deferido o pedido liminar para que “as autoridades responsáveis pela repressão e investigação das condutas penais ligadas ao tráfico de drogas, inclusive da forma transnacional, abstenham-se de promover quaisquer atos que atentem contra a liberdade física, bem como de apreensão e/ou destruição dos materiais e insumos destinados ao tratamento da saúde do paciente, tendo originado da cannabis como um dos elementos ou o principal, dentro dos limites da prescrição médica”.

O advogado dos dois casos, Gabriel Dutra Pietricovsky, de 27 anos, entende que as liminares deferidas em relação à Cannabis tendem a aumentar devido a mentalidade dos juízes. “A justiça está colaborando. Principalmente porque são juízes mais novos e menos conservadores. Parte deles são jovens de espírito, estudam as mudanças no direito e conseguem deferir mais liminares.

Legalização Velada

O judiciário do Brasil está em uma crescente em relação ao número de habeas corpus preventivos concedidos para o cultivo caseiro de Cannabis.

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Isso se deve a ação organizada do grupo Reforma, uma rede de advogados especialistas nesse tipo de processo e que estão espalhados em nove Estados brasileiros. De acordo com a organização, são mais de 95 permissões para o auto cultivo. Aproximadamente metade das decisões passaram pelos advogados do grupo.

Segundo o Reforma, a justiça concedeu três habeas corpus em 2016. Em 2017, aconteceram nove permissões. No ano seguinte mais 16 decisões favoráveis para o plantio. Em 2019, 25 habeas corpus foram concedidos, e, até metade deste ano, a justiça já admitiu 42 cultivos da planta.

 

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DF registra 1.193 novos casos de covid-19 nas últimas 24 horas

Nas últimas 24 horas foram registrados 599 recuperados e 22 óbitos, sendo que, deste total, nenhum faleceu neste período

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O Distrito Federal (DF) registrou, nas últimas 24 horas, 1.193 novos diagnósticos de covid-19. Desde o início da pandemia, 249.736 pessoas já foram infectados na capital e, nesta segunda-feira (28), 6.361 casos estão ativos.

As regiões com mais casos confirmados são Ceilândia (28.869), Plano Piloto (22.129) e Taguatinga (20.329). Já em relação às vítimas fatais, as cidades com mais óbitos são Ceilândia (756), Taguatinga (431) e Samambaia (329). Nas últimas 24 horas foram registrados 599 recuperados e 22 óbitos, sendo que, deste total, nenhum faleceu neste período.

Do total de 249 mil casos, 4.223 (1,7%) faleceram em decorrência de complicações causadas pelo vírus e 239.152 (95,8%) estão recuperados. Do total de óbitos, 3.873 eram moradores do DF e 350 de outros estados.

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Com relação ao local de residência dos casos, 218.811 (87,6%) residem no DF e 20.016 (8,0%) residem em outras Unidades Federadas (UF), sendo que os municípios do entorno respondem pela maior proporção dos casos de outras UF.

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Fiocruz deve pedir registro de vacina contra a covid-19 até a próxima semana

A ideia de levar o pedido à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) entre o fim de 2020 e o começo do ano seguinte já havia sido anunciada pela Fiocruz e citada pelo Ministério da Saúde

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A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), laboratório público ligado ao Ministério da Saúde, deve pedir até a próxima semana o registro da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e o grupo farmacêutico AstraZeneca. O imunizante é a principal aposta do governo federal para combater a pandemia do novo coronavírus. A Fiocruz pretende entregar 210,4 milhões de doses no País ao longo de 2021, soma suficiente para vacinar mais de 105 milhões de pessoas.

A ideia de levar o pedido à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) entre o fim de 2020 e o começo do ano seguinte já havia sido anunciada pela Fiocruz e citada pelo Ministério da Saúde. Em entrevista à Rádio Gaúcha, nesta segunda-feira, 28, o vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde da fundação, Marco Krieger, confirmou que o calendário está mantido.

A Fiocruz pretende, no começo de janeiro, começar a produzir as doses da vacina. A previsão é receber o registro da Anvisa até fevereiro e, na sequência, liberar as doses já fabricadas. O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirma que a vacinação no Brasil deve começar em meados de fevereiro.

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O laboratório brasileiro irá pedir o registro definitivo do produto. Com este tipo de aval é possível entregar as doses em massa à população e até mesmo usá-las na rede privada. A Fiocruz, porém, vende as suas doses apenas à rede pública. A Anvisa tem até 60 dias para avaliar o pedido de registro. A expectativa do laboratório público é que a análise seja mais célere, pois já foram entregues à agência os dados iniciais (fases 1 e 2) de desenvolvimento do imunizante.

Uma opção é tentar o aval para uso emergencial e temporário da vacina. Neste caso, a Anvisa estima finalizar a análise em até 10 dias, mas o produto só poderia ser aplicado em grupos pequenos, como de profissionais de saúde. A Fiocruz não deve tentar este tipo de autorização.

Krieger disse ao Estadão que a documentação só será levada à agência após a publicação dos dados finais (fase 3) da pesquisa de desenvolvimento do imunizante. Ele disse que o pedido será feito “no máximo” até a próxima semana. A AstraZeneca afirma ter encontrado, após pesquisas adicionais, “a fórmula vencedora” para sua vacina contra covid-19. Em entrevista ao jornal Sunday Times, o CEO da farmacêutica, Pascal Soriot, disse que o imunizante garantiu “proteção de 100%” contra formas graves de covid-19.

O porcentual citado por Soriot se refere ao poder de evitar a forma grave da covid-19. Já os dados sobre a eficácia da vacina, ou seja, de impedir o desenvolvimento da doença a partir da proteção criada pelo produto, ainda são desconhecidos. As vacinas desenvolvidas por Pfizer/BionTech e Moderna apresentaram eficácia de 95% e 94%, respectivamente.

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“A gente não viu esses dados ainda, mas quem falou foi o CEO da empresa. Minha convicção era de que essa evolução acontecesse. Não imaginava que seria tão rápido”, disse Krieger ao Estadão sobre a fala de Soriot.

O representante da Fiocruz também afirma que as novas vacinas são uma “revolução” no combate a doenças infecciosas. “Há ansiedade, mas a perspectiva é boa. O Brasil pode ter mais de uma vacina em tempo rápido. Estamos animados com os resultados dessas novas tecnologias”, disse Krieger.

A Anvisa já certificou a fábrica da AstraZeneca, localizada na China, que produz o insumo farmacêutico entregue à Fiocruz. O laboratório brasileiro, no primeiro semestre, deve realizar fases finais de preparação da vacina. A ideia é que todo o produto seja fabricado no Brasil a partir da segunda metade de 2021.

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Segundo o plano nacional de imunização do Ministério da Saúde, a produção das doses na Fiocruz está prevista para começar em janeiro. A entrega do primeiro lote, de 15 milhões de doses, será feita no mês seguinte. No primeiro semestre, a ideia é fabricar 100,4 milhões. No segundo semestre, mais 110 milhões de doses com produção totalmente nacional. O cronograma de vacinação dos grupos prioritários foi montado a partir da previsão de doses disponíveis em 2021 desta vacina.

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Sequelas do vírus: especialista explica a relação entre perda auditiva e a Covid-19

Pesquisas mostram que a longo prazo essa pode ser mais uma das complicações causada pela doença

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Não menos importante que se curar da Covid-19, vale ressaltar sobre os riscos e as possíveis sequelas provocadas pelo vírus em pacientes recuperados. Segundo estudos publicados recentemente, a perda auditiva súbita e o zumbido podem se desenvolver até oito semanas após o diagnóstico de contaminação.

“Alguns relatórios de autópsias feitas em pacientes foram capazes de detectar vestígios de danos causados pela Covid-19 nos ossos do ouvido médio”, explica Gleison Barcelos, fonoaudiólogo da Microsom

Um caso de perda auditiva foi publicado por meio de um relatório da revista científica “BMJ Case Reports” e indicou que um paciente com covid teve perda repentina de audição no Reino Unido e só procurou ajuda 10 dias após apresentar os sintomas. Dessa forma, precisou respirar com a ajuda de ventilação mecânica e, quando removida, percebeu zumbido no ouvido e teve boa parte do sentido comprometida.

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Com base em estudos divulgados anteriormente sobre casos clínicos, infecções virais e bacterianas podem causar perda auditiva repentina. Mas outros fatos mostram que é raro apresentar sintomas de perda auditiva logo no início em que o Coronavírus é contraído.

O fonoaudiólogo explica que algumas pesquisas apresentam já relações do Coronavírus ao zumbido. “Apesar disso, a Associação Americana de Zumbido destaca que o problema está associado ao estresse e depressão, justamente por causa do isolamento social que o vírus propriamente dito”, afirma Barcelos.

O especialista alerta, ainda, sobre a necessidade de mais pesquisas para investigar os efeitos de como a doença pode afetar na audição. Segundo ele, à medida que a pandemia cresce, mais estudos precisam ser feitos não só para audição, mas também para outros problemas de saúde. “Por isso, tome todo cuidado e proteção e, quando surgirem os primeiros sintomas, procure um profissional para indicar o tratamento correto”, finaliza.

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Coronavírus: DF registra 650 novos casos

Nas últimas 24 horas foram registrados 16 recuperados e seis óbitos, sendo que, deste total, ninguém faleceu neste período

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O Distrito Federal (DF) registrou, nas últimas 24 horas, 650 novos diagnósticos de covid-19. Desde o início da pandemia, 247.928 pessoas já foram infectados na capital e, nesta sábado (26), 5.891 casos estão ativos.

As regiões com mais casos confirmados são Ceilândia (27.672), Plano Piloto (21.849) e Taguatinga (20.201). Já em relação às vítimas fatais, as cidades com mais óbitos são Ceilândia (753), Taguatinga (430) e Samambaia (328). Nas últimas 24 horas foram registrados 16 recuperados e seis óbitos, sendo que, deste total, ninguém faleceu neste período.

Do total de 247 mil casos, 4.198(1,7%) faleceram em decorrência de complicações causadas pelo vírus e 237.839 (95,9%) estão recuperados. Do total de óbitos, 3.849 eram moradores do DF e 349 de outros estados.

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Com relação ao local de residência dos casos, 217.233 (87,6%) residem no DF e 19.891 (8,0%) residem em outras Unidades Federadas (UF), sendo que os municípios do entorno respondem pela maior proporção dos casos de outras UF.

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AstraZeneca testa medicamento que pode dar imunidade instantânea ao coronavírus

Outro protocolo de pesquisa da farmacêutica tem como objetivo testar a droga em pessoas que ainda não tiveram contato com o vírus, para que sua ação preventiva seja investigada

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Cientistas do Reino Unido e dos Estados Unidos estão na última fase dos testes de um medicamento que pode dar imunidade instantânea ao coronavírus, evitando, assim, que uma pessoa que teve contato recente com alguém infectado desenvolva a doença.

A droga, criada pela farmacêutica AstraZeneca e chamada de AZD7442, é uma combinação de dois anticorpos monoclonais, feitos em laboratório a partir de anticorpos de pessoas que se recuperaram da covid-19.

A ideia é avaliar a ação da droga em pessoas que tiveram exposição recente ao vírus, mas ainda não desenvolveram os sintomas. O remédio impediria a doença de se manifestar ao combater a ação viral logo no início, agindo como uma profilaxia pós-exposição.

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Outro protocolo de pesquisa da farmacêutica tem como objetivo testar a droga em pessoas que ainda não tiveram contato com o vírus, para que sua ação preventiva seja investigada.

Nos dois casos, o medicamento tem como alvo a proteína spike do vírus, responsável por sua entrada na célula humana. “A proteína spike do SARS-CoV-2 contém o RBD (domínio receptor-obrigatório) do vírus, que permite que o vírus se ligue a receptores nas células humanas. Ao alvejar esta região da proteína spike do vírus, os anticorpos podem bloquear a ligação do vírus às células humanas e, portanto, espera-se que bloqueiem a infecção”, explica a farmacêutica nos protocolos das estudos registrados no site clinicaltrials.gov, plataforma de pesquisas clínicas do governo americano.

O remédio está na fase 3 de testes clínicos, mas etapas anteriores da pesquisa demonstraram que essa imunidade conferida pela droga não seria permanente – duraria de seis a 12 meses, de acordo com a AstraZeneca.

Ainda de acordo com os protocolos de pesquisa, a fase 3 dos testes (a última antes do registro do remédio) foi iniciada em novembro, (para os casos de pessoas sem exposição prévia) e dezembro (nos pacientes que foram expostos ao patógeno). Juntos, os dois estudos envolverão cerca de 6 mil voluntários.

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Caso tenha sua eficácia comprovada, o medicamento seria especialmente útil em situações como a de idosos moradores de instituições de longa permanência que tiveram contato com algum caso positivo no ambiente. Eles poderiam receber a droga antes que o vírus começasse a causar estrago.

De acordo com reportagem do jornal britânico The Guardian, os anticorpos em testes estão sendo administrados em duas doses e poderiam ser usados até oito dias depois da exposição ao vírus. Cientistas do Reino Unido afirmaram ao jornal que acreditam que a droga passa estar disponível no mercado entre março e abril caso demonstre sua eficácia e segurança nos testes clínicos.

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