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Brasil já pode ter superado 220 mil mortes por Covid-19, mostra levantamento

Oficialmente, o país registrou nesta quinta-feira (24) 190 mil óbitos em decorrência do novo coronavírus

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O Brasil já pode ter ultrapassado a marca de 220 mil mortes pelo novo coronavírus. Oficialmente, o país registrou nesta quinta-feira (24) 190 mil óbitos em decorrência da Covid-19.

Levantamento da Vital Strategies -organização global composta por especialistas e pesquisadores com atuação junto a governos- estima a omissão de quase 33 mil mortes no balanço. Esses casos entraram nas estatísticas como SRAG (síndrome respiratória aguda grave) sem uma causa específica.

No entanto, esses pacientes que foram a óbito tinham três ou mais sintomas clínicos de Covid. Com isso, mesmo que os testes dessem negativo, os casos deveriam ter sido diagnosticados como suspeitos, segundo protocolo da OMS (Organização Mundial da Saúde).

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A Vital Strategies já compartilhou os dados com profissionais do Ministério da Saúde. Procurada pela reportagem, a pasta afirmou que os casos são revisados e só depois incluídos no sistema de monitoramento.

Os dados foram coletados no Sivep-Gripe (Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe), da própria pasta.

Segundo a médica epidemiologista e especialista sênior da Vital Strategies Fátima Marinho, são 242.249 mortes por SRAG neste ano, até o 14 de dezembro.

Desse total, 68.631 não tiveram a causa especificada, mas 32.923 dos pacientes registraram sintomas de Covid. Isso resultaria em potenciais 221.208 mortes em razão do novo coronavírus.

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A SRAG é uma condição do paciente que pode ser causada tanto pelo novo coronavírus quanto por outros vírus respiratórios, como o H1N1, agente infeccioso da Influenza A. Ela é a principal causa de mortes de pessoas com Covid.

Para especialistas ouvidos pela reportagem, o país tem uma significativa subnotificação de mortes causadas pelo novo coronavírus.

Marinho, da Vital Strategies, disse que os sintomas mais comuns encontrados nos casos analisados foram dispneia (falta de ar), tosse e saturação do oxigênio menor do que 95%.

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Essas são, inclusive, os principais sintomas verificados em pacientes que morreram de SRAG causada pela Covid-19 no país, diz a epidemiologista.

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A especialista criticou os procedimentos de investigação e notificação do Ministério da Saúde definidos para municípios.

“Se já tem uma epidemia no país, não tem motivo para requerer o histórico epidemiológico da pessoa [contato com alguém com Covid ou viagem para áreas afetadas]. Esses cidadãos morreram em plena pandemia e no pico das mortes. Não tem por que não classificar ao menos como suspeitas”, disse.

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No Brasil, o Ministério da Saúde permite que casos sejam confirmados e notificados também por diagnóstico clínico, ou seja, por análise do médico feita com base em sintomas e histórico do paciente.

Ao todo, são cinco critérios aceitos para confirmação de casos: laboratorial; clínico-epidemiológico; por imagem; clínico; laboratorial em indivíduo assintomático, como profissionais de saúde e outros grupos mais expostos ao risco de infecção.

Responsável pelo levantamento, Marinho diz que pesquisa da Vital Strategies em parceria com a UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) buscou provar que há casos de Covid-19 nos dados de SRAG não especificados. Para isso, um estudo, ainda não divulgado, foi realizado em três municípios brasileiros.

De 2.000 mortes avaliadas de pacientes com três sintomas ou mais da nova doença e resultado negativo para o coronavírus, 90% foram confirmados como Covid após realização de necropsia.

“Queríamos mostrar que a maioria desses casos é Covid-19. São pessoas que correspondem aos critérios clínicos, não têm histórico epidemiológico, mas moram em área com muitos casos”, afirmou Marinho.

Para ela, a base de dados do Ministério da Saúde mostra que é preciso investigar mais os casos. Marinho já se reuniu com servidores da área epidemiológica da pasta para tratar do assunto.

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Na avaliação da especialista, ainda falta no Brasil uma coordenação por parte do Ministério da Saúde.

“A gente precisa ter um critério que defina casos de Covid-19. Com certeza a gente não está identificando todos os casos de morte pela doença nem todos os casos. Há mortes de pacientes por Covid-19 em casos não especificados, isso não tenho nenhuma dúvida. Temos ao menos 20% a mais de mortes do que está sendo divulgado hoje”, disse.

Marinho citou a Colômbia como exemplo de notificação. Segundo ela, o país sul-americano tem usado critérios clínicos para mortes com características de Covid mesmo com testes negativos, inconclusivos ou que não tenham sido realizados (caso o paciente tenha tido contato com infectados).

O coordenador do InfoGripe e pesquisador em saúde pública da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), Marcelo Gomes, compartilha da visão de Marinho de que há mortes por Covid-19 nos casos classificados como não especificado.

Segundo ele, muitos casos não são detectados em testes por diversos motivos, como tempo de início dos sintomas até a realização do teste, qualidade e tipo da coleta realizada, armazenamento e transporte até a chegada ao laboratório.

De acordo com Gomes, das mortes por SRAG no país com identificação do vírus, 99% têm relação com o Sars-Cov2, isso sugere que nos casos não identificados, boa parte seja Covid-19.

“A gente não consegue precisar exatamente quantos casos que testaram negativo e entraram nessa estatística são Covid-19, mas podemos dizer que uma grande parte está associada à doença”, afirmou.

José David Urbaez, consultor da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia), disse que os profissionais de saúde têm trabalhado com mortes de SRAG não específico como casos de Covid-19. Isso porque a maioria dos óbitos pela síndrome respiratória tem relação com o novo coronavírus.

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“A quantidade de SRAG no Brasil é assustadora. Nós nunca tivemos um momento calmo durante a pandemia, saímos do patamar muito intenso, para o intenso. Agora, estamos voltando novamente para o antigo patamar”, disse.

Ministério diz que já investigou e inseriu dados em sistema O Ministério da Saúde afirmou, em nota, que os casos de SRAG sem causa determinada já foram investigados. A pasta disse que os dados foram inseridos no Sivep-Gripe (Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe).

“A diferença observada entre as notificações de casos de SRAG de 2020 para anos anteriores e suas respectivas classificações finais são esperadas e corretas, pois a rede de vigilância da Influenza e outros vírus respiratórios está mais sensível na captação/notificação de casos por causa da pandemia da Covid-19”, afirmou o ministério.

De acordo com a pasta, casos e óbitos de SRAG não especificados são observados rotineiramente na rede de vigilância da Influenza e de outros vírus respiratórios.

O ministério afirmou que esses casos não foram identificados por causa da qualidade na coleta, demora no envio da amostra, resultado negativo de teste ou não detectável para os vírus respiratórios pesquisados. Segundo a pasta, todos esses fatores são esperados nos resultados do diagnóstico laboratorial.

A pasta disse ainda que os sistemas de informação que estão sendo usados para os registros dos casos são online, nas três esferas de governo. Portanto, não há falta de coordenação nacional no que se refere às notificações de casos e óbitos.

“É necessário compreender que não é somente notificar e registrar o caso, pois, mesmo depois de inserido no sistema, os técnicos revêem os dados para atualizar as informações, bem como resultados laboratoriais”, afirmou.

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Empresas investem em extração de gases do efeito estufa do ar

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Nasa anuncia descoberta de dez novos planetas parecidos com a Terra

Cada vez mais empresa investem em tecnologias capazes de remover o dióxido de carbono da atmosfera. No entanto, pesquisadores alertam que a tecnologia é bastante onerosa e não deve servir de salvo-conduto para que essas corporações continuem a gerar emissões.

Parte dos métodos para a remoção do dióxido de carbono da atmosfera consistem no uso de ventiladores e de agentes químicos. O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas apoiado pelas Nações Unidas estima que as nações precisarão remover entre 100 bilhões e 1 trilhão de toneladas de dióxido de carbono da atmosfera, ainda neste século.

O alto custo acaba se tornando um empecilho para o uso das tecnologias em larga escala, já que o preço médio é de US $ 600 por tonelada de carbono removido. A intenção é que os investimentos iniciais possam ajudar a baixar os preços para algo mais palatável para, ao menos, US $ 100 por tonelada.

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A Occidental Petroleum e a United Airlines estão investindo em uma tecnologia de ventiladores e agentes químicos para remover o dióxido de carbono da atmosfera e injetar no subsolo.

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A Stripe e a Shopify, duas empresas de comércio eletrônico, pretendem gastar US $ 1 milhão por ano em técnicas de remoção de carbono. A Microsoft também anunciará um plano para remover 1 milhão de toneladas de dióxido de carbono da atmosfera.

Riscos

De acordo com a especialista em tecnologia da Universidade da Pensilvânia, Jennifer Wilcox, “a remoção de carbono não deve ser vista como um salvo-conduto.” Ela ressalta que as promessas de remoção do dióxido de carbono por meio da tecnologia ainda são incertas e não devem servir como justificativa para não cumprir com os cortes das emissões.

Devido a isso, as empresas devem, primeiramente, focar seus esforços em reduzir suas emissões com mudanças, como a utilização de energia renovável e a melhoria da eficiência energética.

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Na maioria das vezes, é mais fácil evitar as emissões do que retirar o dióxido de carbono depois de sua difusão na atmosfera.

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Segundo especialistas, em alguns casos o plantio barato de árvores para compensar as emissões pode gerar o mesmo efeito dos gastos com tecnologia de captura direta de ar – mesmo que esta última seja uma solução mais durável.

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Covid-19: DF registrou 620 novos casos nas últimas 24 horas

Nas últimas 24 horas foram registrados 1.000 recuperados e 6 óbitos, sendo que, deste total, nenhum faleceu neste período

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Covid-19: Brasil registra 7.110.434 casos e 1.092 mortes

O Distrito Federal (DF) registrou, nas últimas 24 horas, 620 novos diagnósticos de covid-19. Desde o início da pandemia, 266.506 pessoas já foram infectados na capital e, nesta quarta-feira (20), 6.658 casos estão ativos.

As regiões com mais casos confirmados são Ceilândia (30.137), Plano Piloto (24.165) e Taguatinga (21.602). Já em relação às vítimas fatais, as cidades com mais óbitos são Ceilândia (784), Taguatinga (447) e Samambaia (344). Nas últimas 24 horas foram registrados 1.000 recuperados e 6 óbitos, sendo que, deste total, nenhum faleceu neste período.

Do total de 266 mil casos, 4.442 (1,7%) faleceram em decorrência de complicações causadas pelo vírus e 255.406 (95,8%) estão recuperados. Do total de óbitos, 4.060 eram moradores do DF e 382 de outros estados.

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Com relação ao local de residência dos casos, 233.224 (87,5%) residem no DF e 21.096 (7,9%) residem em outras Unidades Federadas (UF), sendo que os municípios do entorno respondem pela maior proporção dos casos de outras UF.

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Saúde alerta estados e municípios sobre importância do Plano Nacional de Vacinação

O país tem, neste momento, 6 milhões de doses do imunizante disponibilizado pelo Instituto Butantan e que foram distribuídas pelos estados

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O Ministério da Saúde tem alertado estados e municípios sobre a necessidade de se seguir o Plano Nacional de Vacinação contra a Covid-19. Embora os governos e as prefeituras locais tenham autonomia na distribuição das vacinas, a Pasta destaca para a necessidade de seguir as orientações estipuladas pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI), que prevê ciclos de vacinação de acordo com os grupos prioritários definidos em estudos populacionais.

Por meio de ofício, encaminhado nesta terça-feira (19), o Ministério alertou o Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde (Conass) e Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Conasem) que é imprescindível que todas as unidades de saúde da Federação cumpram as diretrizes para que o país tenha doses suficientes para imunizar com as duas doses previstas este primeiro ciclo da campanha de vacinação e garanta uma imunização eficaz no país.

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O Brasil conta, neste momento, com 6 milhões de doses do imunizante disponibilizado pelo Instituto Butantan e que foram distribuídas pelo Ministério da Saúde aos 26 estados e o Distrito Federal, de forma proporcional e igualitária. Esse quantitativo atenderá, em esquema vacinal de duas doses, aproximadamente 2,8 milhões de pessoas, com meta de vacinação de 90% para cada grupo prioritário em todo país.

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Nesse primeiro ciclo de aplicação de doses, serão contemplados profissionais de saúde, idosos acima de 60 anos institucionalizados, portadores de deficiência com mais de 18 anos institucionalizados e indígenas aldeados. A campanha e os grupos contemplados serão escalonados de acordo com a disponibilidade de doses da vacina contra a Covid-19.

As informações são do Ministério da Saúde

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Cerca de15,5 mil doses de vacina contra Covid-19 são destinadas para o Entorno do DF

Os municípios de Goiás e Minas Gerais receberam os medicamentos, na última segunda-feira (18)

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Cerca de 15,5 mil doses da vacina Coronavac foram destinadas para cidades do Entorno do Distrito Federal. Os municípios de Goiás e Minas Gerais receberam os medicamentos, na última segunda-feira (18).

No estado goiano, nove cidades foram contempladas com as doses. Os municípios são: Águas Lindas, Formosa, Luziânia, Valparaíso de Goiás, Cabeceira, Água Fria de Goiás, Vila Boa, Vila Propício e Mimoso de Goiás. As quatro primeiras localidades receberam mais de mil doses do imunizante. Já para as outras regiões, foram destinadas entre 25 e 50 doses da vacina Coronavac.

Em Minas Gerais, as cidades contempladas são: Unaí, Buritis, Arinos e Cabeceira Grande. A distribuição no estado mineiro fica a cargo da Regional de Saúde.

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Fiocruz diz que só deve entregar primeiras doses da vacina em março

A promessa anterior, feita no final de dezembro, era concluir o primeiro lote do imunizante por volta de 8 de fevereiro

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A Fiocruz prevê que só deve entregar no início de março as primeiras doses da vacina de Oxford/AstraZeneca produzidas no Brasil, já que a chegada de insumos da China atrasou. A promessa anterior, feita no final de dezembro, era concluir o primeiro lote do imunizante por volta de 8 de fevereiro.

O novo cronograma consta em um ofício da fundação encaminhado nesta terça-feira (19) ao Ministério Público Federal (MPF), que desde dezembro acompanha as estratégias de vacinação contra a doença. A informação foi adiantada pelo jornal Estado de S. Paulo e confirmada pelo MPF à reportagem.

O documento, assinado pelo diretor do Instituto Bio-Manguinhos, Mauricio Zuma Medeiros, foi uma resposta a um ofício do órgão que questionava sobre as datas de entrega das 2 milhões de doses prontas que serão trazidas da Índia e da outra parcela que será processada no Brasil pela Fiocruz.

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A previsão da fundação é que o IFA (ingrediente farmacêutico ativo) –material necessário para fazer a vacina produzido por uma parceira da AstraZeneca na China– chegue no próximo sábado (23), mas ainda é necessária confirmação. A importação, que inicialmente estava prevista para dezembro, depende da liberação do país asiático.

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A Fiocruz diz que ainda será preciso mais de um mês para o fornecimento das vacinas, já que, depois de produzidas com o IFA, as doses ainda terão que passar por testes de qualidade. Estima-se que esses testes levem 17 dias, somados a mais 2 dias de análise pelo INCQS (Instituto Nacional de Controle da Qualidade em Saúde).

Isso se o insumo chegar no dia previsto e o produto tiver resultados satisfatórios no controle de qualidade. Caso contrário, o prazo pode se esticar.

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Brasil tem dia com mais de mil mortes por Covid e mais de 60 mil casos

De acordo com os dados coletados até as 20h, a média de mortes nos últimos sete dias é de 969. O valor da média representa um aumento de 34% em relação ao dado de 14 dias atrás

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O Brasil registrou 1.183 mortes pela Covid-19 e 63.504 casos da doença, nesta terça-feira (19). Dessa forma, o país chega a 211.511 óbitos e a 8.575.742 pessoas infectadas pelo Sars-CoV-2.

Os dados do país são fruto de colaboração inédita entre Folha de S.Paulo, UOL, O Estado de S. Paulo, Extra, O Globo e G1 para reunir e divulgar os números relativos à pandemia do novo coronavírus. As informações são coletadas diretamente com as Secretarias de Saúde estaduais.

O jornal Folha de S.Paulo também divulga a chamada média móvel. O recurso estatístico busca dar uma visão melhor da evolução da doença, pois atenua números isolados que fujam do padrão. A média móvel é calculada somando o resultado dos últimos sete dias, dividindo por sete.

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De acordo com os dados coletados até as 20h, a média de mortes nos últimos sete dias é de 969. O valor da média representa um aumento de 34% em relação ao dado de 14 dias atrás.

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Norte e Sudeste apresentam aumento da média móvel de mortes em comparação com os dados de 14 dias atrás. Respectivamente, o crescimento é de 126% e 50%. As demais regiões se encontram em estabilidade. Alagoas, Amazonas, Mato Grosso, Minas Gerais, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rondônia, São Paulo, Sergipe e Tocantins apresentam alta na média móvel em relação ao dado de 14 dias atrás. O maior aumento ocorreu no Amazonas, com 252%.

Amapá, Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Pará, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Roraima e Santa Catarina têm estabilidade na média móvel de óbitos, o que não significa uma situação de tranquilidade.

Acre, Ceará, Mato Grosso do Sul, Paraíba e Paraná tiveram queda da média móvel de mortes. O Acre teve a maior queda, de 29%.

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A iniciativa do consórcio de veículos de imprensa ocorre em resposta às atitudes do governo Jair Bolsonaro (sem partido), que ameaçou sonegar dados, atrasou boletins sobre a doença e tirou informações do ar, com a interrupção da divulgação dos totais de casos e mortes. Além disso, o governo divulgou dados conflitantes.

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Anvisa aprova pedido da Fiocruz para importar 2 milhões de doses de vacina de Oxford

O pedido havia sido feito pela Fiocruz no dia 31 de dezembro, e foi aprovado pela agência na mesma data

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A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) informou neste sábado (2) que aprovou um pedido de importação excepcional de 2 milhões de doses já prontas da vacina contra Covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford e farmacêutica AstraZeneca, conhecida como vacina de Oxford.

O pedido havia sido feito pela Fiocruz no dia 31 de dezembro, e foi aprovado pela agência na mesma data. A medida, no entanto, ainda não permite que a vacina seja aplicada.

Segundo a Anvisa, isso ocorrerá assim que houver registro da vacina ou aval para uso emergencial, o que ainda não foi solicitado. A Fiocruz pretende fazer o pedido nos próximos dias.

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No ofício enviado à agência para importar as 2 milhões de doses, a Fiocruz alega como objetivo tentar antecipar o início da vacinação no Brasil com esse imunizante para ainda neste mês. Atualmente, a vacina de Oxford é a principal aposta do governo brasileiro para a imunização contra a doença.

Na prática, a estratégia iniciaria com essas doses iniciais, importadas, enquanto a Fiocruz, que tem uma parceria com a AstraZeneca, começaria a produção das demais 100 milhões de doses previstas em acordo com a farmacêutica —e cuja entrega é prevista para ser iniciada em fevereiro e concluída ao longo do primeiro semestre.

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A informação do pedido feito à Anvisa foi divulgada inicialmente pela revista Veja, e confirmada pela Folha. No mesmo documento, a fundação informa que deve entrar com pedido de aval para uso emergencial da vacina na próxima semana.

Segundo fontes que acompanham o processo, a articulação para tentar antecipar a obtenção de doses da vacina de Oxford começou ainda no início de dezembro. Inicialmente, a AstraZeneca informou que haveria disponibilidade de 1 milhão de doses. Recentemente, porém, foi feito o acerto para possível entrega de 2 milhões de doses —o que dependia do aval da Anvisa.

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“Com importante apoio do Ministério da Saúde, vimos buscando junto à empresa AstraZeneca Brasil, com quem mantemos contrato de encomenda tecnológica para produção nacional da vacina, meios para recebermos vacinas prontas, ainda no mês de janeiro. (…) Essas tratativas lograram êxito e teremos à disposição o quantitavo de dois milhões de doses a serem entregues em janeiro”, informava o ofício enviado pela Fiocruz à Anvisa, e assinado pelo presidente em exercício da fundação, Mario Santos Moreira.

Em nota em que divulgou o aval, a Anvisa informa que, como se trata de uma importação de vacina que ainda não foi aprovada, a entrada no país deve seguir algumas condições estabelecidas pela agência.

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“A principal exigência é que as vacinas importadas fiquem sob a guarda específica da Fiocruz até que a Anvisa autorize o uso do produto no país. Para isso, a Fiocruz deve garantir as condições de armazenamento e segurança para manutenção da qualidade do produto. Na solicitação recebida pela Anvisa, a indicação é que as vacinas cheguem ao país em janeiro”, diz a Anvisa.

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Segundo a agência, as vacinas devem ser entregues pelo Serum Instute of India, parceiro tecnológico da Fiocruz e um dos centros de produção da vacina de Oxford.

Essa é a segunda vez que a Anvisa aprova um pedido de importação excepcional de vacinas contra a Covid. Em outubro, a Anvisa aprovou um pedido semelhante feito pelo instituto Butantan para importar 6 milhões de doses de vacinas da empresa chinesa Sinovac, que tem uma parceria com o laboratório paulista.

Naquela ocasião, no entanto, a aprovação levou cerca de um mês para ocorrer –o que levou a críticas do Butantan de que havia demora da Anvisa para fazer análise. A agência alegou então que faltavam dados no pedido que havia sido enviado pelo instituto.

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A situação acirrou na época a guerra política em torno da vacina, disputa que colocou nos últimos meses o presidente Jair Bolsonaro e o governador paulista João Doria em lados opostos.
Em nota, a Anvisa diz que a autorização do pedido de importação excepcional dada à Fiocruz “é semelhante a outros já analisados e autorizados pela Anvisa, e demostra a prioridade da Agência no tratamento de todos os processos que tratam de produtos para o enfrentamento da Covid-19”.

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Nesta sexta (1), a Anvisa informou que finalizou a análise de dados já enviados pela Fiocruz e AstraZeneca sobre a eficácia e segurança da vacina.

Os dados foram enviados por meio do processo de submissão contínua, o qual permite envio antecipado de documentos até que haja pedido de registro da vacina, um dos tipos de aval para que ela possa ser aplicada no país.

A Fiocruz já divulgou que, além do pedido para uso emergencial, pretende entrar com pedido de registro da vacina até o dia 15 de janeiro.

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DF registra 376 novos casos de covid-19 nesta sexta (1º)

Desde o início da pandemia, 252.077 pessoas já foram infectadas na capital e, nesta sexta-feira (1º), 5.562 casos estão ativos

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Covid-19: Brasil registra 7.110.434 casos e 1.092 mortes

O Distrito Federal (DF) registrou, nas últimas 24 horas, 376 novos diagnósticos de covid-19. Desde o início da pandemia, 252.077 pessoas já foram infectadas na capital e, nesta sexta-feira (1º), 5.562 casos estão ativos.

As regiões com mais casos confirmados são Ceilândia (27.902), Plano Piloto (22.453) e Taguatinga (20.501). . Nas últimas 24 horas foram registrados 539 recuperados e 4 óbitos, sendo que, deste total, nenhum faleceu nesta sexta.

Do total de 252.077 mil casos, 4.263 (1,7%) faleceram em decorrência de complicações causadas pelo vírus e 241.952 (96%) estão recuperados. Do total de óbitos, 3.095 eram moradores do DF e 358 de outros estados.

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Bolsonaro diz que Brasil poderá comprar vacina da Moderna contra covid-19

A Moderna teve sua vacina autorizada para uso emergencial pelos Estados Unidos no último dia 19

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O presidente Jair Bolsonaro disse nesta quinta-feira, 31, sem dar detalhes, que o Brasil poderá comprar também a vacina da Moderna contra a covid-19.

Em sua live semanal, o presidente voltou a dizer que o governo irá disponibilizar vacinas para a parte da população interessada em ser imunizada contra o coronavírus, e repetiu, mais uma vez que não tomará vacina contra a covid-19, se justificando pelo fato de já ter sido contaminado, apesar de haver casos registrados de reinfecção.

A Moderna teve sua vacina autorizada para uso emergencial pelos Estados Unidos no último dia 19.

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No momento, o Brasil está negociando com a Pfizer (PFE.N>, que tem uma vacina desenvolvida com a Biontech, para aquisição de seu imunizante contra a Covid-19.

“Então, além da Pfizer, temos uma outra agora que se apresenta no momento, a Moderna, que poderá ser adquirida pelo Brasil”, disse Bolsonaro.

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“Parece que agora as empresas vão apresentar documentação junto à Anvisa, para a Anvisa então, caso ela certifique, nós imediatamente possamos fazer as tratativas e consigamos comprar essas vacinas”, acrescentou. “Até porque parte da população clama por elas, então quem tá querendo a vacina a gente vai acertar, da nossa parte, grátis e não obrigatório.”

O governo federal já tem um acordo com a AstraZeneca, que desenvolveu uma vacina contra a covid-19 em parceria com a Universidade de Oxford.

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Nesta quinta-feira, a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade, parceira da AstraZeneca no Brasil, disse à Reuters que pretende pedir junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) o uso emergencial dessa vacina. O imunizante da AstraZeneca-Oxford teve o uso emergencial autorizado pelo Reino Unido na quarta-feira.

Além dessas, o Brasil conta também com a CoronaVac, vacina desenvolvida pela chinesa Sinovac, que será produzida no Brasil pelo Instituto Butantan, ligado ao governo do Estado de São Paulo.

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O Ministério da Saúde informou que o Brasil registrou nesta quinta-feira 1.074 novas mortes pelo coronavírus, elevando o total para 194.949, o segundo maior número de óbitos no mundo, atrás apenas dos EUA. Segundo o ministério, já foram infectados no país 7.675.973 pessoas, o terceiro maior número do mundo.

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Com 465 novos óbitos, Brasil passa dos 195 mil mortos pela Covid-19

Balanço divulgado pelo Ministério da Saúde nesta sexta aponta 24.605 novos casos de Covid-19 confirmados nas últimas 24h

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O Brasil registrou 465 óbitos pelo novo coronavírus e 23.081 casos da doença nas últimas 24 horas. O país, assim, chega a 195.441 óbitos e a 7.698.862 de pessoas infectadas pelo novo coronavírus.

Os dados do país são fruto de colaboração inédita entre Folha de S.Paulo, UOL, O Estado de S. Paulo, Extra, O Globo e G1 para reunir e divulgar os números relativos à pandemia do novo coronavírus. As informações são coletadas diretamente com as Secretarias de Saúde estaduais.

O jornal Folha de S.Paulo ainda divulga a chamada média móvel. O recurso estatístico busca dar uma visão melhor da evolução da doença, pois atenua números isolados que fujam do padrão. A média móvel é calculada somando o resultado dos últimos sete dias, dividindo por sete.

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De acordo com os dados coletados até as 20h desta sexta-feira (1º), a média de mortes nos últimos sete dias é de 704. O estado atual da doença no país é acelerado, depois de um breve intervalo de estabilidade, com alta de mortes desde o final de novembro.

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A contagem desta sexta não inclui os números de Rondônia, que não divulgou atualização até a publicação deste texto.

O aumento no número de casos e óbitos nos últimos dias vem em um momento em que parte da população afrouxou a adoção às medidas sanitárias, como distanciamento social e uso de máscaras.

Especialistas afirmam que as aglomerações registradas no Natal e no Ano Novo devem fazer agravar a situação da pandemia no país.

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A iniciativa do consórcio de veículos de imprensa ocorre em resposta às atitudes do governo Jair Bolsonaro (sem partido), que ameaçou sonegar dados, atrasou boletins sobre a doença e tirou informações do ar, com a interrupção da divulgação dos totais de casos e mortes. Além disso, o governo divulgou dados conflitantes.

Balanço divulgado pelo Ministério da Saúde nesta sexta aponta 24.605 novos casos de Covid-19 confirmados nas últimas 24h, com 462 novas mortes.

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Desde o início da epidemia no país, são 7.700.578 casos e 195.411 mortes pela doença, de acordo com os dados da pasta federal.

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