Dois bilhões de pessoas no mundo sofrem com fome oculta

Mesmo dentro do peso ideal (ou acima), elas podem estar desnutridas 

A desnutrição nem sempre tem a ver com magreza ou peso baixo. Em alguns casos, como os da fome oculta, a pessoa pode parecer saudável, não apresentar sintomas característicos da carência de nutrientes, mas, na verdade, está subalimentada. A condição também conhecida como fome silenciosa ou deficiência marginal atinge, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), uma em cada quatro pessoas, independente da condição socioeconômica. A nutricionista Camila Pedrosa, da clínica Viver Nutrição e Gastronomia, explica que a causa da fome oculta está associada aos maus hábitos alimentares. 

Segundo a especialista, mesmo ingerindo a quantidade de calorias ou até mais do que indicado, a pessoa pode apresentar o quadro de desnutrição “Uma dieta rica em alimentos industrializados, sem ingestão de frutas, legumes e verduras, que são as fontes de vitaminas e minerais, podem desencadear a condição”, explica Camila. 

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A nutricionista também chama atenção para a falta de sintomas. “Normalmente, a deficiência marginal não apresenta alteração física, dificultando o diagnóstico. A pessoa pode estar acima ou com peso adequado e estar desnutrida”. Segundo ela, a comprovação é feita por meio de exame de sangue. Além disso, a deficiência nutricional pode causar inúmeras doenças, algumas, inclusive, graves. 

Veja o que a falta de cada vitamina pode desencadear: 

  •  Vitamina A: alteração no sistema  imunológico e até problemas de visão; 

  •  Vitamina D: prejuízo na absorção do cálcio;

  • Ácido fólico e Ferro: prejuízos no crescimento, desenvolvimentos das crianças e anemia; 

  • Zinco: ressecamento na pele, unhas quebradiças, queda de cabelo, baixa imunidade e diminuição de memória. 

Para o tratamento, é indicado o incentivo de uma alimentação mais saudável e gostosa. “O ideal é o consumo de frutas e alimentos ricos em nutrientes para o bom desenvolvimento do organismo. A regra é simples, desembalar menos e descascar mais, ou seja, comer comida de verdade. No entanto, quando os problemas nutricionais já estão instalados é necessário fazer a suplementação com multivitamínicos e poliminerais prescritos por um profissional”, diz a especialista. 

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