Previna as dores nas costas e caia na folia!

Carnaval

Gingado no quadril, mega produção e samba no pé. Fisioterapeuta dá dicas de como prolongar seu bem estar e curtir o Carnaval até altas horas

Está chegando o período mais alegre e colorido do ano. É hora de preparar a fantasia, mas também ficar de olho na saúde. Permanecer longos períodos usando saltos muito altos, dançando ou exagerando nos movimentos pode ser muito divertido, mas também o motivo de dores, especialmente, para aqueles que estão fora de forma ou possuem histórico de dores ou desconfortos na regiao lombar ou nos membros inferiores. Para que os foliões possam aproveitar melhor a festa, a fisioterapeuta Ângela Lepesqueur, diretora da unidade brasiliense do Instituto de Tratamento da Coluna Vertebral (ITC Vertebral), defende o bom senso e dá algumas dicas.

“A coluna é a estrutura de suporte e o centro de mobilidade da máquina humana. Qualquer desequilíbrio de forças, de alinhamento, de suporte do centro de equilíbrio podem causar compensações que geram alterações no ajuste biomecânico do corpo, como o aumento ou a diminuição de mobilidade articular, diferenças no comprimento, no tônus e na força muscular. E isto pode gerar desde processos inflamatórios até degenerações de segmentos da coluna vertebral.”, alerta.

Segundo a especialista em Coluna Vertebral, quanto mais alto e mais fino o salto, mais aumenta a chance de causar desequilíbrios posturais e compensações em outras regiões do corpo. É também importante observar o formato do sapato, já que o de bico fino, por exemplo, tem a tendência de intensificar as dores e agredir articulações, principalmente, para aquelas pessoas que têm tendência à formação de joanete. Outra maneira de prevenir dores é alternar posições das pernas e dos pés, ora esticados e ora dobrados. Trabalhar compensações positivas por meio de exercícios específicos, como alongamentos, movimentos em determinadas direções, fortalecimentos muscular e ajustes posturais também podem ajudar.

“Os saltos anabela oferecem menos desnivelamento no calcanhar e tendem a manter uma melhor distribuição da pressão nos pontos de apoio dos pés. Outra dica é usar um salto de até 3 ou 4 cm de altura no calcanhar. Assim, os sapatos que possuem uma plataforma anterior denominada meia pata, podem ser mais altos, porém oferecem desníveis menores entre a parte anterior e o calcanhar, diminuindo, desta forma, os prejuízos, pois causaria menor impacto no centro de gravidade e nos desequilíbrios causados pelos saltos muito altos.”, explica Ângela, que recomenda também a plataforma, por oferecer estabilidade à coluna.

Os prejuízos causados pelo uso do salto alto dependem da frequência do uso e de fatores pessoais e externos, como tipo de pisada, qualidade do material, alinhamento mecânico do calçado etc. Sapatos sem salto também podem fazer mal por sobrecarregar outras partes do corpo.

“Tudo que usamos em exagero pode ser prejudicial. Para reverter dores e problemas relacionados, as técnicas mais adequadas são Pilates, Musculação Terapêutica, RPG e métodos de terapia manual, como Osteopatia e Busquet. No entanto, a recuperação do paciente vai depender da gravidade do caso, da frequência de uso do salto e outros fatores”, afirma.

O consumo exagerado de álcool também pode influenciar o cansaço e a sobrecarga da coluna, já que a bebida alcoólica causa desidratação, aumenta a chance de edema em membros inferiores, o que pode prejudicar a circulação sanguínea e a recuperação dos tecidos. Além disto, sob o efeito da bebida, o folião acaba não percebendo dores e incômodos e, com isto, acaba exagerando na dose, podendo se deparar com surpresas desagradáveis no dia seguinte. Por isso, é também importante a ingestão de água durante toda a festa.

“Como todo bom conselho, use de bom senso, aproveite, curta, se divirta, brinque com os amigos e a família, mas não se esqueça nunca de sua saúde e de sua segurança. Bom Carnaval!”.

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