Emagrecimento: novo remédio promete reduzir 11% do peso em um mês

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Adipodite: novo medicamento para emagrecer reduz 11% do peso em um mês. Remédio também controla o apetite. Saiba mais!

Para quem busca estar ligado nas novidades farmacêuticas do ramo do emagrecimento, surge uma droga desenvolvida por um brasileiros: estamos falando da adipotide, cujos efeitos consistem no ataque às células do tecido adiposo que suprem o sangue com gordura.

O Adipotide ataca o suprimento de sangue das células de gordura, conhecidas como tecido adiposo branco, que tendem a se acumular sob a pele e em torno da barriga.

Medicamento age no corpo e não no cérebro

De acordo com declarações dos pesquisadores para a revista científica Science Translational Medicine, após injeções diárias de Adipotide, os macacos com excesso de peso apresentaram redução de 39% da gordura corporal total, o que representou queda de 11% no peso corporal. Os especialistas também relataram, após 4 semanas, o tamanho da barriga reduziu 27%.

A grande diferença do Adipotide para as outras drogas que promovem a perda de peso parece ser o fato de não agir diretamente no cérebro. Em forma de injeção, o medicamento tem ação no corpo e, por esse motivo, os pesquisadores acreditam que o novo remédio seja mais seguro do que aqueles comercializados até hoje.

Adipotide diminui resistência à insulina e controla o apetite

Recentemente, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a venda de três inibidores de apetite no Brasil e ainda apertou o cerco em torno da prescrição da Sibutramina. O problema dos medicamentos vetados pelo órgão é que sua ação sobre o cérebro apresenta reações adversas graves.

Segundo Dirceu Barbano, diretor-presidente da Anvisa, “os efeitos colaterais dos inibidores de apetite suspensos pela Anvisa não matam, mas podem causar dependência, depressão, complicações cardíacas e quadros psiquiátricos graves”. O Adipotide apresentou efeitos nocivos sobre os rins, mas os pesquisadores acreditam que a redução das doses possa resolver o problema.

Os especialistas verificaram que o novo remédio diminuiu a resistência dos animais à insulina, sugerindo uma relação positiva para o tratamento do diabetes tipo 2. De acordo com a endocrinologista Rosane Kupfer, membro da diretoria da Sociedade Brasileira de Endocrinologia, “o diabetes tipo 2 está associado ao ganho de peso. Estima-se que 90% dos portadores da doença sejam obesos”. O Adipotide também controlou o apetite dos macacos pesquisados.

Efeitos colaterais

No teste com macacos, o medicamento não mostrou grandes efeitos colaterais. Durante todo o tempo do tratamento, os macacos continuaram agindo normalmente e comendo, sem sinais de náuseas ou desconforto.

Os únicos efeitos colaterais notados foram desidratação e efeitos nos rins, mas segundo os pesquisadores, tais efeitos dependiam da dose do medicamento, e desapareciam assim que o uso era descontinuado.

Pesquisa

A pesquisa do adipotide em animais é muito recente, e a com humanos está apenas dando seus primeiros passos. Após os resultados dos testes com animais serem publicados, em 2011, a permissão para início de testes em humanos foi conquistada em 2012.

Essa fase da pesquisa contará com 39 pacientes de câncer de próstata obesos, sem chance de cura do câncer. Os pacientes serão distribuídos em grupos com doses diferentes do medicamento. Assim, o primeiro grupo receberá a menor dose, e cada grupo seguinte receberá uma dose maior que o anterior, desde que não ocorram efeitos intoleráveis, para que se encontre a dose máxima suportada pelo corpo humano. O medicamento será aplicado por meio de injeções diárias por um período de 28 dias.

O maior problema nessa fase de pesquisa é encontrar pacientes que se enquadrem nas especificações e que estejam dispostos a participar da pesquisa, portanto essa é uma fase lenta que ainda pode durar muitos anos, já que o estudo ainda está recrutando voluntários.

Vale também lembrar que a pesquisa atualmente em andamento é focada no tratamento do câncer de próstata, e não para perda de peso, mas um estudo com foco apenas em emagrecimento está sendo planejado.

O grande problema

Há sites, principalmente no exterior, que vendem o adipotide, mas pessoas que compraram e usaram o medicamento reportam em blogs que sentiram dor severa e calombos se formando sob a pele nos locais das injeções. Uma das pessoas que tomou o medicamento reportou muita dor, hipoglicemia, sede extrema, náusea, insônia, e o que ele chamou de “toxicidade crônica após duas semanas de uso”.

O problema com o adipotide sendo vendido é que ele provavelmente não passa por um controle durante a fabricação, podendo conter elementos químicos prejudiciais. Mas mesmo que seja um medicamento fabricado dentro de todos os padrões de segurança, não há como saber a dose certa a tomar, ou mesmo o local correto de aplicação das injeções, já que, como dito anteriormente, o medicamento ainda está em testes para determinar sua segurança no uso em humanos. O uso de medicamentos sintéticos não testados pode causar muito mais problemas do que os benefícios que ele pode prometer.

Portanto, mesmo que você possa encontrar o adipotide atualmente, certamente é melhor continuar com seus exercícios e dieta controlada do que se arriscar com uma coisa que ainda não é segura.

Considerações Finais

O Adipotide tem o potencial de emagrecer, e pode se tornar um medicamento importante para a perda de peso no futuro, mas não vale a pena se arriscar agora com um medicamento que é, no mínimo, duvidoso. Pesquisas ainda estão sendo feitas, e embora o adipotide possa se provar um medicamento seguro, há formas naturais de se manter em forma, com exercícios físicos diariamente e uma dieta equilibrada, com muitas frutas e vegetais.

Se for aprovado para uso em humanos no futuro, e for comprovado que o adipotide emagrece, ele provavelmente será usado principalmente em pessoas obesas, para ajudar a começar a perda de peso, já que não é um medicamento feito para uso a longo prazo.

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