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Política e Brasil

Ministro afirma que Brasil comprou 430 milhões de doses

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Queiroga

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou na CPI da Covid nesta quinta-feira (6) que o Brasil tem, ao todo, 430 milhões de vacinas contra a covid-19 efetivamente contratadas atualmente. O Ministério havia informado de forma equivocada que já estavam adquiridas 560 milhões de doses.

Perguntado sobre o relator da CPI, senador Renan Calheiros (MDB-AL), quantas doses estão efetivamente compradas, Queiroga disse que são 430 milhões de doses. O ministro iria falar o número de 560 milhões, mas depois corrigiu para 430 milhões.

Entretanto, em ofício enviado à Câmara dos Deputados, a pedido do deputado federal Gustavo Fruet (PDT-PR), o Ministério da Saúde disse que, dos 560 milhões de doses informadas, apenas cerca de 280 milhões estariam efetivamente compradas, enquanto os outros 280 milhões estariam em fase de tratativas.

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“Nessa informação que foi feita de maneira imprecisa para o deputado Gustavo Fruet, não se considera as vacinas da Fiocruz, porque esse acordo é feito através de transferência, de TED. Então, não há um contrato entre a Fiocruz e o Ministério da Saúde, e essas doses da Fiocruz não foram consideradas”, explicou Queiroga, afirmando que o Ministério “vai fazer uma retificação dessa informação”.

Ministro se esquiva

Queiroga evitou falar abertamente sobre cloroquina e a recomendação do medicamento contra a covid-19. O ministro disse ainda que as declarações do presidente Jair Bolsonaro a favor do medicamento e contra o isolamento social, por exemplo, não atrapalharam na campanha de combate à doença.

O relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL), perguntou a Queiroga se ele compartilha das opiniões de Bolsonaro quanto ao uso do medicamento. O ministro esquivou-se, declarando que é necessário embasamento técnico para responder o questionamento. “Não faço juízo de valor”, disse.

O embate de Renan continuou. Em outra pergunta, o senador relembrou declarações de Bolsonaro e perguntou a Queiroga qual o impacto das falas do presidente no enfrentamento à doença. O ministro, então, respondeu: “Essas são posições externadas pelo presidente da República que eu penso que não tem impacto na campanha de vacinação. Mais de 85% [da população] em pesquisas mostram que querem receber a vacinação.”

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O ministro disse ainda que não autorizou distribuição de cloroquina a estados e municípios. “Não autorizei e não tenho conhecimento de que esteja havendo distribuição de cloroquina na minha gestão”.

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