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Política e Brasil

Governo de SP quer ir para fase vermelha nesta sexta-feira

Redação BDF

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O governador João Doria (PSDB) trabalha para alinhar uma estratégia sobre os próximos passos no combate à pandemia. Doria se reuniu com o secretariado na manhã desta sexta-feira (9) com o objetivo de decidir se o estado volta ou não para a fase vermelha. A maioria quer o retorno.

O centro de contingência, que reúne especialistas da saúde, recomendou em reunião na quinta-feira à noite que o Estado continue na atual fase emergencial. Na prática, a mudança libera escolas públicas e particulares para abrir na segunda-feira.

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Números que mostram a desaceleração da ocupação de leitos de UTI, abaixo de 89%, justificariam a tese de integrantes do governo. Segundo fontes, há ainda a intenção do governo de dar mais esperança e perspectiva para os setores fechados, como o comércio. Já os cientistas acreditam que os números são ainda altos demais para uma evolução e que ela passaria uma mensagem à população de que já se pode relaxar.

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Com a fase vermelha, na prática, o que muda é a volta das escolas públicas e particulares com 35% dos alunos por dia. Apesar de já poderem abrir na fase emergencial, porque um decreto estadual definiu educação como setor essencial, muitos prefeitos barraram as escolas nesta etapa mais crítico da pandemia. Na capital, o prefeito Bruno Covas já autorizou a volta na segunda-feira se o Estado sair da fase emergencial.

Escolas particulares e públicas já se preparavam esta semana para volta, mandando pesquisas sobre adesão ao presencial aos pais. A secretaria municipal de educação também fez o mesmo para poder abrir sua rede segunda. Redes e famílias ainda esperavam a decisão do governador desta sexta-feira.

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Depois da reunião com o secretariados, Doria vai receber os integrantes do centro de contingência às 11 horas. A contrariedade com relação à decisão dos especialistas é mais um momento de mal estar entre os políticos e os técnicos que auxiliam o governo durante a pandemia.

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A fase emergencial começou no Estado no dia 15 de março, dias depois de ser decretada a fase vermelha porque houve piora nos números de casos, óbitos e risco de colapso no sistema de saúde por lotação de enfermarias e UTIs.

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