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Política e Brasil

Bolsonaro acusa Barroso de “militância política”

Redação BDF

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O presidente Jair Bolsonaro se manifestou novamente sobre a decisão do ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), de ordenar que o Senado abra a CPI da Pandemia para investigar irregularidades de gestão no combate à covid-19. Na manhã desta sexta-feira (9), Bolsonaro acusou Barroso de “militância política”.

Bolsonaro declarou que a CPI vai apurar apenas o governo federal. “A CPI não é para apurar desvios de recursos de governadores, é para apurar, segundo está lá na ementa, omissões do governo federal. Ou seja, é uma jogadinha casada”, disse. “Pelo que me parece, falta coragem moral para o Barroso e sobra ativismo judicial”, prosseguiu.

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No Facebook, o presidente compartilhou a fala e, além do termo “ativismo judicial”, classificou a medida de Barroso como “militância política”. O presidente acusou Barroso de defender o político italiano Cesare Battisti, o qual classificou de “terrorista”:

“Barroso, nós conhecemos teu passado, tua vida, o que você sempre defendeu, como chegou ao Supremo Tribunal Federal, inclusive defendendo o terrorista Cesare Battisti. Use a sua caneta para boas ações em defesa da vida e do povo brasileiro, e não para fazer “politicalha” dentro do Senado Federal.”

Bolsonaro pediu ainda que o STF analise os pedidos de impeachment contra ministros da corte. “Se tiver moral, um pingo de moral, ministro Barros, mande abrir o processo de impeachment contra alguns dos seus companheiros.”

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Mais sobre a CPI

A decisão de Barroso na quinta (8) determinou que o Senado instaure a CPI da Pandemia. O ministro atendeu a um pedido formulado pelos senadores Alessandro Vieira (Cidadania-SE) e Jorge Kajuru (Cidadania-GO) ao contestar a inércia do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, que segurou por 63 dias o requerimento pelo início da investigação. O presidente do Senado prometeu cumprir a decisão, mas criticou a abertura e insinuou que a medida pode servir de palanque político.

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“A CPI poderá, sim, ter um papel de antecipação de discussão político-eleitoral de 2022, de palanque político, que é absolutamente inapropriado para este momento da nação”, declarou o presidente do Senado. Demais senadores rebateram Pacheco. “Não há qualquer justificativa plausível para a não instalação da CPI.”

A abertura de uma CPI pode levar à convocação de autoridades para prestar depoimentos, quebra de sigilo telefônico e bancário de alvos da investigação, indiciamento de culpados e encaminhamento ao Ministério Público de pedido de abertura de inquérito.

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A decisão foi tomada no mesmo dia em que o Supremo frustrou novamente as pretensões do Planalto, ao permitir que governadores e prefeitos de todo o País fechem igrejas e templos para combater a pandemia do novo coronavírus.

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A CPI aprofunda ainda mais o desgaste do governo em um momento de queda de popularidade do presidente Jair Bolsonaro somada ao agravamento da pandemia, que já levou à morte mais de 340 mil brasileiros.

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