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Política e Brasil

Demissão de ex-agente da PF na operação Monte Carlo é mantida

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A demissão de um agente da Polícia Federal (PF) acusado de participar do esquema criminoso deflagrado pela Operação Monte Carlo, em 2012, foi mantida. A Advocacia-Geral da União (AGU) confirmou a decisão na Justiça.

O ex-servidor da PF foi alvo de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) que determinou a sua exoneração do cargo de Agente Administrativo em setembro de 2013. O agente entrou com uma ação na Justiça Federal do Distrito Federal alegando que houve violações na apuração interna e pedindo anulação. Ele afirmava que a Corregedoria-Geral não teria competência para instaurar o PAD nem alterar os membros da comissão processante.

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A AGU, porém, demonstrou no processo que o agente foi investigado por vários crimes, como revelar informações sigilosas sobre operações a pessoas de fora da PF. A Advocacia-Geral disse ainda que o investigado recebia dinheiro para repassar os dados.

Relembre a operação Monte Carlo

A Operação Monte Carlo desvendou uma organização criminosa comandada por Carlos Augusto de Almeida Ramos, conhecido como Carlinhos Cachoeira, na exploração de máquinas caça-níqueis e jogos de azar em Goiás e no DF. O grupo era estável e tinha atividades específicas bem definidas.

Gravações da PF mostraram conversas consideradas suspeitas entre agentes da PF e vários políticos, como o ex-senador Demóstenes Torres. Outros parlamentares foram citados, como o então senador Aécio Neves, os ex-governadores Agnelo Queiroz, do DF, e Marconi Perillo, de Goiás, os vereadores Túlio Maravilha e Wladimir Garcez, e os deputados Stepan Nercessian e Celso Russomano, entre vários outros.

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Foram desvendados vários crimes contra a Administração Pública, todos girando em torno da exploração de jogos de azar, tais como: contrabando, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, advocacia administrativa, revelação de segredo funcional etc.

A deflagração da Monte Carlo ocorreu no fim de fevereiro de 2012; porém, as investigações começaram bem antes. Estima-se que há mais de dez anos o grupo já agia em Goiás. A influência de Carlos Cachoeira alastrou-se no escopo do próprio estado.

A corrupção e a troca de favores serviam para acobertar a jogatina, atividade que alimentava financeiramente a organização criminosa. Com duas principais frentes de atuação – no entorno de Brasília e em Goiânia – e com o recrutamento de setores do braço armado estatal, o grupo movimentou cifras milionárias.

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Sem concorrência (policiais e delegados cooptados facilitavam o monopólio do mercado ilícito) e com o domínio dos pontos de exploração, o grupo criminoso ganhou contornos empresariais, passando, inclusive, a ter controle financeiro e contábil operado via web.

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