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Política e Brasil

Em 1ª reunião bilateral com presidente argentino, Bolsonaro lamenta morte de Maradona

Esta foi a primeira conversa de Bolsonaro com Fernández, com quem o brasileiro se recusava a falar diretamente desde outubro do ano passado

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Na primeira reunião bilateral com o presidente da Argentina, Alberto Fernández, nesta segunda (30), o presidente Jair Bolsonaro iniciou a conversa com condolências pela morte de Maradona, no último dia 25. O mandatário brasileiro ainda não havia se manifestado sobre o episódio. De acordo com relatos, Bolsonaro se solidarizou com o povo argentino e disse que o ex-jogador de futebol foi “um grande atleta” que marcou o esporte.

O encontro, que teve como pano de fundo a celebração do Dia da Amizade Argentino-Brasileira, foi realizado por videoconferência e durou cerca de 40 minutos. A data foi instituída em 1985, quando houve o encontro dos então presidentes José Sarney e Raúl Afonsín em Foz do Iguaçu (PR). Sarney também participou do encontro nesta segunda.

Esta foi a primeira conversa de Bolsonaro com Fernández, com quem o brasileiro se recusava a falar diretamente desde outubro do ano passado, quando o peronista foi eleito para comandar o maior parceiro comercial do Brasil na América Latina. O encontro virtual vinha sendo articulado entre os diplomatas de ambos os países diante das dificuldades que se impõem às duas economias diante da pandemia.

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Após as falas iniciais, os mandatários abordaram as prioridades dos respectivos governos na agenda bilateral. Fernández defendeu o aprofundamento da integração no Mercosul, enquanto Bolsonaro ressaltou a meta de reduzir a TEC (Tarifa Externa Comum) e ampliar os acordos comerciais do bloco.

Esses dois temas contrapõem o governo peronista na Argentina e a administração Bolsonaro. Os argentinos resistem a baixar a TEC, sob o argumento de que isso pode prejudicar sua indústria nacional e, por isso, têm colocado travas às negociações de tratados comerciais. A TEC é um imposto de importação partilhado entre os sócios do Mercosul e precisa da anuência dos quatro membros para ser reformada.

Segundo assessores do Planalto, um fator que pesou na aproximação dos mandatários foi o recente movimento de Fernández para se afastar de sua vice, a ex-presidente Cristina Kirchner, ícone peronista. Ambos discordam sobre os rumos que o país deve tomar para contornar os danos causados pela pandemia à economia argentina.

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