Grupo antiaborto ataca médicos que atendiam menina de 10 anos estuprada por tio

Vítima acabou ficando grávida, e a Justiça autorizou a interrupção da gestação. Manifestantes chamaram médicos de “assassinos”

Um grupo antiaborto fez uma manifestação em frente ao hospital onde está internada uma menina de 10 anos, que engravidou ao ser estuprada pelo tio. A menina é do Espírito Santo, mas teve que ir a Recife para fazer ao aborto autorizado pela Justiça.

A coordenadora do hospital informou que um grupo de “fundamentalistas religiosos” cercou a unidade e chamou os médicos de assassinos. Eles também tentaram invadir a unidade e fizeram uma oração para interromper o procedimento.

Manifestantes a favor do aborto também foram ao local para impedir que os ativistas antiaborto invadissem o hospital. A diretoria da unidade pediu reforço policial, e os agentes de segurança devem permanecer na porta até que a menina tenha alta.

O local da cirurgia deveria ter sido mantido em sigilo, mas a ativista bolsonarista Sara Giromini divulgou dados relacionados a criança, o que contraria as normas do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Sara usou o Twitter para revelar as informações. A rede social apagou a postagem tempos depois.

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