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Defesa reage a Gilmar e diz que militares atuam diariamente no combate ao coronavírus

“É preciso dizer isso de maneira muito clara: o Exército está se associando a esse genocídio, não é razoável. É preciso pôr fim a isso”, declarou Mendes

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Receita diz que Gilmar Mendes não é investigado pelo órgão. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O Ministério da Defesa reagiu a críticas do ministro Gilmar Mendes, do STF (supremo Tribunal Federal), e disse que, desde o início da pandemia do novo coronavírus, os militares atuam diariamente no combate à doença, com “efetivo maior do que o da FEB (Força Expedicionária Brasileira) na Segunda Guerra Mundial”.

Mendes participou, no sábado (11), de um debate online organizado pela revista IstoÉ e pelo Instituto Brasiliense de Direito Público. Na ocasião, o ministro fez críticas à ocupação por militares de postos-chave no Ministério da Saúde -comandado há mais de 50 dias pelo general Eduardo Pazuello- e afirmou que o Exército está se associando a um genocídio.

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“Não podemos mais tolerar essa situação que se passa no Ministério da Saúde. Não é aceitável que se tenha esse vazio. Pode até se dizer: a estratégia é tirar o protagonismo do governo federal, é atribuir a responsabilidade a estados e municípios. Se for essa a intenção, é preciso se fazer alguma coisa. Isso é péssimo para a imagem das Forças Armadas. É preciso dizer isso de maneira muito clara: o Exército está se associando a esse genocídio, não é razoável. É preciso pôr fim a isso”, declarou Mendes.

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Questionada sobre as falas de Mendes, a Defesa enviou uma nota em que lista as ações empreendidas pelas Forças Armadas no esforço de contenção do vírus. Em nenhum momento o documento menciona Gilmar Mendes ou faz referência à declaração do ministro do Supremo.

Segundo o comunicado, a mobilização da pasta contra a Covid-19 começou no início fevereiro, na repatriação de 34 brasileiros que estavam em Wuhan (China), então epicentro do novo coronavírus.

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“O Ministério da Defesa informa que as Forças Armadas atuam diretamente no combate ao novo coronavírus, por meio da Operação Covid-19. Desde o início da pandemia, vem atuando sempre para o bem-estar de todos os brasileiros. São empregados, diariamente, 34 mil militares, efetivo maior do que o da Força Expedicionária Brasileira na Segunda Guerra Mundial, com 25.800 homens. O Ministério da Defesa tem o compromisso com a saúde e com o bem estar de todos o brasileiros de norte ao sul do País”, afirma a nota.

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A Defesa diz ainda que em março foi criada a Operação Covid-19, que mobilizou dez comandos conjuntos e o Comando Aeroespacial.

“Os resultados mostram que a operação está atingindo os objetivos a que se propõe. De lá para cá, foram descontaminados 3.348 locais públicos; realizadas 2.139 campanhas de conscientização junto à população, 3.249 ações em barreiras sanitárias e 21.026 doações de sangue; distribuídos 728.842 cestas básicas; produzidos 20.315 litros de álcool em gel e capacitadas 9.945 pessoas para realizar ações de descontaminação”.

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Ao citar “atividades subsidiárias” das Forças Armadas para “cooperar com o desenvolvimento nacional e a defesa civil”, o ministério alegou ainda que, em conjunto com a pasta da Saúde, “intensificaram a assistência à saúde prestada a indígenas em diversas localidades carentes e isoladas do país”.

“As mais de 200 missões em aldeias indígenas somente na Amazônia Ocidental realizam atendimentos de saúde, promovem cuidados básicos de saúde e orientam sobre a prevenção de doenças, sempre respeitando os aspectos socioculturais, condizentes com a realidade de cada etnia”, conclui o ministério.

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