Salão do Automóvel de São Paulo é cancelado para este ano

Fonte consultada garante que, caso não haja uma reviravolta muito grande até lá (o que é pouco provável), o Salão não será realizado

Após 15 marcas terem desistido de participar do Salão do Automóvel de São Paulo, marcado para ocorrer em novembro, agora o evento está prestes a ser cancelado. Uma fonte que pediu anonimato disse que “o gato subiu muito no telhado”. Insinuando que em breve haverá o anúncio oficial da desistência das demais marcas, que ainda não haviam saído do evento. O Jornal do Carro apurou que a decisão já está tomada pela Anfavea, associação que reúne as fabricantes. E que ela deverá ser oficializada na sexta-feira, dia 6.

A fonte consultada garante que, caso não haja uma reviravolta muito grande até lá (o que é pouco provável), o Salão não será realizado. De acordo com ela, após a desistência de praticamente a metade das marcas que tradicionalmente participam da exposição bienal, o evento “perdeu o sentido para quem ficou”.

A mesma fonte informa que as marcas estão descontentes não apenas com os preços cobrados pela Reed Exhibitions Alcântara Machado, organizadora do evento. Mas também pela estrutura. “O local é bom. Mas o acesso é péssimo, e causa congestionamento na estrada (Rodovia dos Imigrantes) para quem quer chegar de carro.”

Caso o salão não se realize ou seja adiado (o que também é uma possibilidade), este seria o segundo grande evento automotivo cancelado este ano. O primeiro foi o Salão de Genebra, na Suíça. Um dos mais importantes do mundo. Que abriria as portas amanhã, mas que foi cancelado pelo governo suíço. O país europeu proibiu aglomerações com mais de mil pessoas por causa do coronavírus. O anúncio foi feito na sexta-feira passada, dia 28 de fevereiro.

 

Durante o lançamento do Virtus GTS, no mês passado, o CEO da Volkswagen, Pablo Di Si, falou sobre o formato do evento. “Sabemos que o Salão é importante para o Brasil, mas o formato atual precisa ser mudado”.

Veja as marcas que desistiram primeiro do Salão

Além da Volkswagen, até o momento marcas como Ford, Renault, Nissan, FCA (Fiat, Chrysler, Jeep, RAM e Dodge), Honda e Mercedes-Benz não comunicaram a desistência. A decisão será feita em bloco.

Por outro lado, BMW, Mini (a marca inglesa pertence ao grupo alemão), Toyota, Lexus, Chevrolet, Hyundai, Mitsubishi, Suzuki e Kia já divulgaram que não terão estandes no São Paulo Expo. Esses fabricantes se juntam a outros que já haviam faltado na edição de 2018. Caso de Peugeot, Citroën, Jaguar, Land Rover, JAC e Volvo. Com isso, as ausências chegam a 15.  

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