Bolsonaro destina crédito de R$ 11 milhões para enfrentar o coronavírus

Crédito serve para abrir caminho para cobrir despesas imprevistas em decorrência do coronavírus. O valor será utilizado pelo Ministério da Defesa

O governo federal publicou a Medida Provisória 921/2020, que abre crédito extraordinário de R$ 11,287 milhões em favor do Ministério da Defesa para aplicação nas ações de “enfrentamento da emergência de saúde pública de importância internacional decorrente do coronavírus”. O texto está publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira. 

O crédito extraordinário serve para abrir caminho para cobrir despesas imprevistas. Esse tipo de crédito fica fora da limitação do teto de gastos. O dinheiro será usado pelo Ministério da Defesa, uma das pastas que coordenam a Operação Regresso, que resgatou brasileiros em Wuhan, cidade que é o polo central do contágio da doença. Duas aeronaves da frota presidencial da Força Aérea Brasileira foram usadas na operação. As pessoas resgatadas e a equipe da operação chegaram ontem a Anápolis (GO), onde vão ficar em quarentena.

Brasileiros resgatados

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Os 34 brasileiros resgatados na China – são 31 repatriados e três diplomatas – chegaram à Base Aérea de Anápolis, em Goiás, na manhã desse domingo (9).

Eles vieram em dois aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) enviados ao país asiático na última quarta-feira (5).

 

As aeronaves pousaram às 6h05 e 6h12 vindas de Fortaleza, última escala técnica no trajeto da chamada Operação Regresso.

O resgate foi feito na cidade chinesa de Wuhan, epicentro do surto mundial do coronavírus. As aeronaves também trouxeram quatro poloneses e um chinês que desembarcaram em Varsóvia, na Polônia, um dos locais de escala para abastecimento.

Histórico

Os coronavírus são conhecidos desde meados dos anos 1960 e já estiveram associados a outros episódios de alerta internacional nos últimos anos. Em 2002, uma variante gerou um surto de síndrome respiratória aguda grave (Sars) que também teve início na China e atingiu mais de 8 mil pessoas. Em 2012, um novo coronavírus causou uma síndrome respiratória no Oriente Médio, que foi chamada de Mers.

A atual transmissão foi identificada em 7 de janeiro. O escritório da Organização Mundial da Saúde (OMS) na China buscava respostas para casos de uma pneumonia de etiologia, até então desconhecida, que afetava moradores na cidade de Wuhan. No dia 11 de janeiro, um mercado de frutos do mar foi apontado como o local de origem da transmissão. O espaço foi fechado pelo governo chinês.

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