Bolsonaro aposta em“ressurgimento do Brasil” em discurso

Presidente passeou por diversos temas relacionados ao país e a outros pontos polêmicos

Durante discurso de abertura na 74ª Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), em Nova York (EUA), o presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou que seu governo está dando início a um novo Brasil. Entre falas sobre Amazônia, povos e terras indígenas, cultura, mídia e outros temas, o chefe do Executivo cravou que o “Brasil ressurge após estar à beira do socialismo”. Confira os principais pontos do discurso, dividido por temas:

Meio ambiente

Em meio a queimadas criminosas na floresta amazônica, Bolsonaro afirmou que tem sofrido ataques de líderes estrangeiros. Disse, também, que é um dos países que mais protegem o meio ambiente, uma vez que a Amazônia é maior do que toda a Europa ocidente. “É uma falácia dizer que a Amazônia é um patrimônio da humanidade e um equívoco, como atestam os cientistas, afirmar que a Amazônia, a nossa floresta, é o pulmão do mundo. Valendo-se dessas falácias um ou outro país, em vez de ajudar, embarcou nas mentiras da mídia e se portou de forma desrespeitosa e com espírito colonialista. Questionaram aquilo que nos é mais sagrado, a nossa soberania”, disse.

Terras indígenas

Bolsonaro afirmou que não irá ampliar o percentual do território brasileiro com terras indígenas, que hoje ocupa 17% do país. “Quero deixar claro: O Brasil não vai aumentar para 20% sua área já demarcada como terra indígena, como alguns chefes de estado gostariam que acontecesse”, afirmou.

Bolsonaro afirmou que, “muitas vezes”, líderes indígenas como o cacique Raoni, são “usados como peça de manobra” por governos estrangeiros. “A visão de um líder indígena não representa a de todos os índios brasileiros. Muitas vezes, alguns desses líderes, como o cacique Raoni, são usados como peça de manobra por governos estrangeiros na sua guerra informacional para avançar seus interesses na Amazônia”, afirmou Bolsonaro.

Após afirmar que não pretende ampliar o território, Bolsonaro afirmou que “o Brasil agora tem um presidente que se preocupa com aqueles que lá estavam antes da chegada dos portugueses em 1500”.

Cuba e Venezuela

Sempre presentes em seus discursos, Cuba e Venezuela também foram alvo de Bolsonaro durante o discurso de abertura da Assembleia Geral. O presidente afirma que, com a saída de quase 90% dos profissionais do programa Mais Médicos, o Brasil deixou de “contribuir com a ditadura cubana enviando todos os anos milhares de dólares para lá”.

Como dito no início, Bolsonaro acredita que “um novo Brasil” está ressurgindo “depois de estar à beira do socialismo”.  “Há poucas décadas tentaram mudar o regime do nosso país. Vencemos a guerra e resguardamos a nossa dignidade. Centenas de militares e civis morreram e outros tantos tiveram sua reputação manchada”, disse.

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