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Odor insuportável faz familias desistirem de velar corpos em Altamira

Estado de decomposição dos corpos causa um cheiro desagradável. Os corpos do massacre no presídio do interior do Pará seguem direto do IML para o cemitério

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O mau cheiro causado pelo estado de decomposição dos corpos tem feito familiares desistir de velar vítimas do massacre no presídio de Altamira, no interior do Pará. Em vez da cerimônia, os caixões saem direto do Instituto Médico Legal (IML) para os cemitério da cidade.

Um velório coletivo das vítimas do massacre chegou a ser planejado na Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, mas apenas dois caixões estiveram no local. “A funerária informou que as outras famílias desistiram por causa da situação dos corpos, que demoraram mais para sair”, disse uma recepcionista. 

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Até a noite de quarta-feira, dia 31, 27 corpos haviam sido liberados do IML. Outros 31, entretanto, só devem ser entregues às famílias após identificação por DNA. Desde o massacre, parentes se reuniram na frente do local para tentar reconhecer as vitimas e passaram também a reclamar da demora de atendimento.

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