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Após desavenças, Moro se reúne com Maia de olho no pacote anticrime

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Tensão entre governo e Congresso começou com troca de farpas entre os dois; Joice Hasselmann disse que foi fechado um acordo

O ministro da Justiça, Sergio Moro, foi ao encontro do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), na manhã desta quinta-feira. A crise, que culminou com um bate-boca entre Maia e o presidente da República, Jair Bolsonaro, começou justamente por desavenças entre Moro e o presidente da Câmara na semana passada.

A líder do governo no Congresso, Joice Hasselmann (PSL-SP), esteve junto com Moro e Maia na reunião. Em uma postagem nas redes sociais ela afirma que tinha sido fechado um acordo para reduzir pela metade o prazo do grupo de trabalho, que era de 90 dias.

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Moro cobrou, na semana, celeridade na tramitação do pacote anticrime enviado por ele ao Congresso, no mês passado, após Maia ter suspendido a tramitação do projeto com a criação de um grupo de trabalho para analisar a proposta do ministro da Justiça em conjunto com uma apresentada no ano passado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

Maia não gostou da cobrança, disse que o projeto de Moro era cópia do de Moraes e que, como funcionário do presidente, o ministro da Justiça deveria respeitar acordo para focar a reforma da Previdência antes de analisar suas propostas. Moro rebateu dizendo que o combate à criminalidade foi endossado pelo vereador do Rio Carlos Bolsonaro, filho do presidente. Foi a partir daí que a crise virou um bate-boca direto entre Maia e Bolsonaro sobre a articulação política do governo para votar a reforma.

A assessoria do ministro afirma que na reunião com Maia nesta quinta-feira os dois discutiram o melhor caminho para “acelerar” o trabalho. Moro vai se reunir com o grupo de trabalho formado pelo presidente da Câmara para acertar qual será a estratégia.

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A senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) sugeriu a apresentação de um projeto idêntico ao de Moro para que a tramitação começasse pelo Senado e, assim, não atrapalhasse o debate da Previdência. Mas essa ideia ainda não foi adiante.

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