Comissões especiais: a cobiça da CCJ

Onyx Lorenzoni vem cultuando a dobradinha entre DEMOCRATAS e TUCANOS iniciada no governo de Fernando Henrique Cardoso (FHC)

Por Mino Pedrosa

A respeitada, disputada e temida, principal comissão do Senado Federal, Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), deixa os olhos do Ministro Chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, focado para que não haja surpresa de última hora e adversários do governo ligados ao senador Renan Calheiros (MDB-AL), venham a assumir o comando da principal comissão.

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O senador tucano Izalci Lucas (PSDB-DF), é tido como o principal aliado do Palácio do Planalto para conduzir a CCJ. Tasso Jereissati (PSDB-CE), e o novo presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (DEM-AP), costuraram um acordo que atendesse aos anseios dos tucanos. O senador Anastasia (PSDB-MG), apadrinhado por Aécio Neves emplacou na 1ª vice-presidência da casa e para Izalci Lucas a tão desejada Comissão de Constituição e Justiça.

 

O ninho tucano comemora a dobradinha já de olho na Esplanada dos Ministérios. Afinal, somando-se os dois partidos no Senado Federal o Palácio conta com14 senadores.

O Senado completou nesta quarta-feira a sua Mesa Diretora, com a eleição dos demais cargos que ainda estavam pendentes após a eleições do presidente Davi Alcolumbre. Num fato inédito na história recente da Casa, 11 partidos diferentes ocuparão os 11 cargos, sem que nenhuma legenda ocupe mais de um posto de direção.

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A primeira-vice-presidência permanece com o PSDB e será exercida pelo senador Antonio Anastasia (MG). O segundo-vice-presidente será o senador Lasier Martins (Pode-RS), que se transferiu para a legenda nos últimos dias e recebeu a indicação.

Segunda maior bancada da Casa, o PSD (9 senadores) se encarregará da primeira-secretaria, com o senador Sérgio Petecão (AC). Já a maior bancada, o MDB (13 senadores), ficará com a segunda-secretaria — o indicado foi o senador Eduardo Gomes (TO). É a primeira vez que nenhuma das maiores bancadas ocupa cargos de presidência ou vice-presidência.

A terceira-secretaria terá como titular o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ e a quarta, o senador Luis Carlos Heinze (PP-RS). Os quatro suplentes da Mesa serão os senadores Marcos do Val (PPS-ES), Weverton (PDT-MA), Jaques Wagner (PT-BA) e Leila Barros (PSB-DF).

Os membros da Mesa foram eleitos em chapa única, que recebeu 72 votos favoráveis e 2 contrários. Houve ainda 3 abstenções.

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