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LEWANDOWSKI E O POLÊMICO SUMIÇO DE 11 MILHÕES

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Lewandowski é sorteado relator de um dos inquéritos contra Aécio Neves no STF

Na última sessão da Segunda Turma antes do recesso, Ricardo Lewandowski demonstrou nível de irritação acima do normal, as informações são de Cláudio Dantas do site O Antagonista.

O Antagonista apurou que o ministro estava particularmente incomodado, não com a libertação de José Dirceu, mas a prisão do empresário Bruno Basso, ex-marido e ex-sócio de Maria Cristina Boner.

Para quem não sabe, Cristina Boner é conhecida nos bastidores de Brasília por seu sucesso empresarial como representante da Microsoft. No governo FHC, a empresária faturou bilhões em contratos sem licitação. Na gestão petista, teve como sócio Waldomiro Diniz, ex-assessor de José Dirceu. Em 2011, voltou ao noticiário policial no mensalão do DEM.

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Em 2008, Basso e Boner se separaram. O divórcio litigioso levou ao bloqueio de um montante de R$ 11 milhões – depositados numa conta judicial vinculada à 5a Vara Cível de Barueri (SP).

Ocorre que, em 14 de junho do ano passado, Cristina Boner peticionou ao gabinete de Lewandowski pela liberação do dinheiro. O ministro inicialmente alegou “não cabimento” do pedido, afinal não se trata de matéria do STF.

Meses depois, porém, Lewandowski reformou sua decisão após pedido do advogado Alexandre Falaschi e determinou a liberação do dinheiro. Diante da demora da 5a Vara, o ministro reforçou o pedido em 30 de outubro – período em que se recuperava de um acidente em São Paulo.

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Ao saber do desbloqueio dos valores, Bruno Basso, o ex-marido, recorreu, pois não fora ouvido no caso. Mais uma vez, Lewandowski mudou de ideia e mandou “suspender os efeitos da liminar originalmente concedida”. Ou seja, mandou cancelar a liberação do dinheiro. Mas Cristina Boner já havia limpado a conta.

Para complicar a situação, Bruno Basso teve a prisão decretada em processo que a ex-mulher moveu por extorsão e agressão.

Em março passado, o empresário protocolou um habeas corpus, distribuído para o gabinete de Lewandowski, o mesmo que lhe deu o “prejuízo” dos R$ 11 milhões. O primeiro pedido de liminar foi negado pelo ministro, que, um mês depois, mudou de opinião e decidiu libertá-lo.

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Dias depois, o MPF recorreu e Lewandowski acabou levando o caso para a Segunda Turma, já no final de junho.

Nessa última sessão, porém, foi aconselhado a deixar o caso esfriar. Cristina Boner contratou José Eduardo Cardozo e José de Oliveira Lima (Juca), enquanto Admar Gonzaga, ministro do TSE, passou a dar assistência a Bruno Basso.

Pelo visto, estão todos muito preocupados.

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