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Política e Brasil

Suspeito de ordenar a morte de Marielle vai para presídio federal

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Marielle Franco

Justiça determina transferência de Orlando de Curicica para presídio federal

A 5ª Vara Criminal da Capital determinou, nesta segunda-feira, a transferência de Orlando Oliveira de Araújo, conhecido como Orlando de Curicica, para um presídio federal de segurança máxima. Na decisão também foi deferida a manutenção provisória de Orlando na Penitenciária Laércio da Costa Pelegrino (Bangu 1), enquanto o Departamento Penitenciário Nacional (Depen) não decide para qual dos quatro presídios federais Orlando será transferido. Orlando é um dos suspeitos de envolvimento na morte da vereadora Marielle Franco, segundo o depoimento de uma testemunha.

O advogado Renato Darlan, que defende o ex-policial militar, disse nesta segunda-feira que solicitou à Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) a transferência de seu cliente. Segundo Darlan, Orlando já sofreu uma tentativa de envenenamento.

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Ainda segundo o advogado, a previsão é de que Orlando seja ouvido pelo Ministério Público, nos próximos dias, por conta da suspeita de envolvimento no caso Marielle.

— Isso será feito na presença de representante da defesa do meu cliente – concluiu.

Na decisão, o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) alegou em seu pedido que a transferência “é de grande relevância para o interesse da segurança pública, visando inibir a atuação do preso em referência e de coibir eventuais associações criminosas, bem como quaisquer outras práticas que atentem contra o Estado e a população”.

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De acordo com documento elaborado pelo Serviço de Inteligência da Secretaria de Estado de Segurança, Orlando de Curicica é apontado como o principal líder do grupo criminoso conhecido como “Milícia de Jacarepaguá”. Orlando encontra-se preso pelo crime de porte ilegal de arma de fogo, de acessórios e de munição de uso restrito. Ele também já foi condenado por crimes de roubo circunstanciado e responde a processos por crimes de organização criminosa armada e de homicídio qualificado.

Em carta escrita dentro do presídio, Orlando nega que tenha ajudado a planejar a morte da vereradora Marielle Franco e afirma que “nunca tinha ouvido falar dela”. No documento, divulgado pelos advogados de defesa de Orlando, ele afirma não ter “qualquer envolvimento com este crime bárbaro”.

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