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Política e Brasil

Paulo Preto é preso novamente

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A Polícia Federal prendeu o ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, apontado como operador do PSDB, nesta quarta-feira, 30. Segundo a Justiça, o ex-dirigente descumpriu medida judicial.

Ele é acusado pelo desvio de recursos de R$ 7,7 milhões da Dersa, entre entre 2009 e 2011 (governos Serra e Alckmin).

Paulo Vieira de Souza havia sido preso em 6 de abril. Ficou custodiado até 11 de maio quando foi solto pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

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Memória 

Paulo Viera de Souza, ex-diretor da estatal paulista Dersa é apontado como operador de campanhas do PSDB. A prisão preventiva foi determinada pela Justiça Federal, que também autorizou a busca e apreensão em sua residência.

Entre 2009 e 2011, segundo o Ministério Publico Federal (MPF), Paulo Preto comandou o desvio de 7,7 milhões de reais destinados ao reassentamento de indivíduos desalojados pela Dersa durante a construção do trecho sul do Rodoanel, do prolongamento da avenida Jacu Pêssego e da Nova Marginal Tietê, na Grande São Paulo.

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Os desvios teriam ocorrido durante as gestões dos governadores tucanos José Serra e Geraldo Alckmin.

Em 22 de março, a Lava Jato em São Paulo denunciou Paulo Preto e outros três suspeitos por formação de quadrilha, inserção de dados falsos em sistema público e peculato. Durante as investigações, o MPF descobriu que Paulo Preto mantinha o equivalente a 113 milhões de reais em contas no exterior.

A Promotoria da Suíça informou aos investigadores brasileiros que o ex-diretor da Dersa tinha quatro contas naquele país. Elas foram abertas em 2007, por meio de uma offshore no Panamá. Em fevereiro de 2017, o dinheiro foi transferido para um banco nas Bahamas.

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O MPF pediu a quebra do sigilo bancário de Paulo Preto. A Justiça Federal também determinou o bloqueio de eventuais valores nas contas dele fora do Brasil.

Ameaça ao PSDB

Paulo Preto dirigiu a Dersa, que administra as rodovias de São Paulo, entre 2005 e 2010 – nas gestões de Serra (foto) e Alckmin. Delatores da Odebrecht afirmaram que ele pedia propina e caixa dois em nome do PSDB em troca de obras viárias. Ele foi acusado da mesma prática por delatores da OAS e Andrade Gutierrez, e pelo lobista Adir Assad.

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Em 2010, Souza foi acusado por correligionários de embolsar cerca de 4 milhões de reais doados por empreiteiras para a campanha de Serra à Presidência da República. O hoje senador tucano tentou à época se distanciar do ex-diretor da Dersa, dizendo não saber “quem é Paulo Preto” e que “nunca” tinha ouvido “falar dele”.

Acuado, Preto respondeu com uma ameaça velada. Ele disse que Serra o “conhecia muito bem” e que “não se larga um líder ferido na estrada a troco de nada, não cometam esse erro”. O senador, então, saiu em defesa do ex-diretor da Dersa. “Evidentemente, sabia do trabalho do Paulo Souza, que é uma pessoa muito competente. A acusação contra ele é injusta, ele é totalmente inocente”, disse o tucano.

Os senadores Aloysio Nunes (PSDB-SP) e José Serra, assim como Preto, são investigados no STF por suspeita de obter vantagens indevidas a partir de esquemas de cartel para construção do trecho sul do Rodoanel.

 

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