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Carreta aposta em tecnologia e interatividade para informar o Brasil sobre o combate ao mosquito Aedes aegypti

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Carreta aposta em tecnologia e interatividade para informar o Brasil sobre o combate ao mosquito Aedes aegypti

Interatividade permite compreender sobre a reprodução e cada tipo de foco do mosquito, e como eliminá-los. Os softwares vão atender milhares de pessoas em municípios do Nordeste em alerta

Quando informação representa saúde pública, o melhor a fazer é pegar a estrada. É isso o que vai fazer o Caminhão do Mosquito, do Ministério da Saúde, ao rodar mais de 4.300 km de Brasília até três capitais praianas do nordeste em alerta contra o Aedes aegypti. O chamado Circuito Interativo de Combate ao Mosquito foi criado com tecnologia de ponta por desenvolvedores de Brasília e busca explorar a interatividade e a experiência em seis passos pensados para despertar a conscientização até o início de fevereiro.

De acordo com o Ministério da Saúde, 2/3 dos criadouros do mosquito estão em domicílios. Com números como estes, a região Nordeste foi classificada no último ano de pesquisa publicada com quase 20% dos seus municípios em estado de risco. Mais 43% estão em alerta, e apenas 36% em situação satisfatória.

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A solução para isso é a informação, segundo os desenvolvedores responsáveis pelo projeto inédito, que vai embarcar moradores das cidades incluídas no roteiro para entregar informação e saúde dentro da carreta de um caminhão. “É preciso incluir tecnologia na educação, para transformar a informação mais rápida e direta”, defende Alvaro Maciel, diretor de relacionamento da Formiga Design, agência responsável pelo projeto.

A tecnologia para todas as soluções foi concebida do zero em Brasília pelas mãos de desenvolvedores da Formiga Design. O projeto nasceu há mais de dois anos, mas, há cerca de 30 dias, esteve nas mãos de mais de 50 profissionais para deixar tudo pronto antes de seguir para as três capitais brasileiras.

A primeira etapa do Circuito é a Casa Cenográfica, onde mensagens educativas e baseadas em histórias e relatos verdadeiros aparecem sobre uma tela de LED. Em seguida, para saber sobre os sintomas e o tratamento das doenças transmitidas pelo Aedes, serão disponibilizadas informações em três telas touch screen. Já o terceiro ambiente é uma tela com foto touch, onde a pessoa registra sua participação no Circuito e pode enviar a imagem por e-mail.

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Mais adiante, um tapete interativo vai possibilitar que o morador da região se depare com focos de mosquito na área da casa fictícia projetada no painel. É possível ver os locais de potencial criadouro do inseto, além de espaços e objetos já usados pelo mosquito em sua reprodução, e saber como eliminar esses perigos. Depois disso, as pessoas terão a experiência de, por meio de uma projeção interativa, eliminar com as mãos ou uma raquete alguns mosquitos voando bem à sua frente.

No total, o caminhão irá percorrer cerca de 4.400 km, desde a saída de Brasília até a sua volta, no dia 10 de fevereiro. Até Salvador, o trajeto pela BR-020 reserva 1.448 km, e o caminhão fica por lá entre 19 e 21 de janeiro. Dali segue para Aracaju por 325 km para ficar instalada entre 26 e 28 de janeiro, e parte para o último endereço, em Recife, a 502 km de distância. Lá passa os dias 02, 03 e 04 de fevereiro cumprindo sua missão de combater o mosquito antes de retornar à capital.

De acordo com os responsáveis pela concepção da ideia, aplicada para contar a história do combate ao mosquito Aedes em formato de vídeo case, após toda a ação, explorar a experiência, a tecnologia e a interatividade, facilita a informação e a conscientização. “Além de cumprir o seu papel nas três cidades, a carreta, que funciona como um outdoor móvel, também vai impactar em todo o seu trajeto. Esperamos mudar o comportamento de centenas de milhares de pessoas através de experiências que os façam tomar atitudes”, completa Paulo Victor Jabour, diretor comercial da Formiga Design.

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De acordo com o relatório LIRAa Nacional 2016, do Ministério da Saúde, que mapeou a presença do Aedes aegypti no Brasil, a região nordeste tem Recife e Aracaju como capitais em alerta há pelo menos dois anos, desde o relatório de 2015. Salvador teve a situação de alerta determinada em 2016, após o estudo que aconteceu nos meses de outubro e novembro do mesmo ano. “O nosso objetivo é aliar temas dessa importância a projetos como o vídeo case do Circuito Interativo de Combate ao Mosquito”, finaliza Breno Cadavid, diretor administrativo da Formiga.

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