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Cabral pede desculpas a Bretas por ter ‘se exaltado’ em audiência

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Cabral pede desculpas a Bretas por ter 'se exaltado' em audiência

Ex-governador também negou que financia dossiês contra o juiz da 7ª Vara Federal Criminal

O ex-governador Sérgio Cabral pediu desculpas ao juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, durante audiência nesta terça-feira (8), no Rio.

A última audiência, em outubro, foi marcada por tensão. Ao ser questionado sobre a compra de joias para lavar dinheiro, o ex-governador disse que Bretas devia entender do assunto porque a família do magistrado trabalha com bijuterias, o que interpretado como ameaça.

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“Até me exaltei naquela situação, peço desculpas”, disse Cabral. “Está superado”, respondeu Bretas.

A Polícia Federal investiga se, mesmo preso, Cabral estaria financiando a montagem de dossiês contra o Bretas. Em um período de nove meses, o sistema da Polícia Civil do Rio foi acessado dez vezes em busca de ocorrências envolvendo o nome do juiz, e a PF apura se essas consultas foram feitas com o objetivo de montar dossiês contra Bretas.

Nesta quarta, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um parecer no qual defende a transferência de Cabral para um presídio federal. De acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR), a transferência é uma “forma de evitar que Cabral exerça sua condição de líder de organização criminosa”.

Em 26 de outubro, a Justiça Federal do Rio determinou a transferência de Cabral para o presídio federal de Campo Grande (MS), mas o ministro do STF Gilmar Mendes suspendeu a decisão cinco dias depois alegando que não havia justicativa para transferir o ex-governador.

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Na audiência desta quarta, Cabral negou que esteja financiando dossiês.

“Não há nada meu contra o senhor, essa história de dossiê. Pode acreditar em mim, ainda mais preso. Jamais faria isso. Acredite em mim. Isso é um terrorismo praticado por alguém maldosamente”, afirmou Cabral a respeito da investigação da Polícia Federal sobre supostos dossiês que teriam sido financiados pelo ex-governador.

“Se é que existe não está comigo”, respondeu o juiz. “Não espero que o senhor chegue aqui feliz da vida, o que não afasta o respeito que deve a mim. Em relação ao senhor partindo de mim e vice versa”, acrescentou Bretas.

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“O senhor nunca faltou com respeito comigo”, respondeu Cabral.

Caixa 2

Cabral também afirmou que a campanha do governador Luiz Fernando Pezão recebeu recursos em caixa 2 do empresário Miguel Iskin.

O ex-governador foi questionado pelo juiz sobre se tinha conhecimento de que o ex-secretário Sérgio Côrtes angariou recursos com Iskin. “Foi uma coisa de que não participei, mas em 2013 procurei o Iskin para a campanha de 2014. Para eu coordenar a campanha, fui o coordenador de diversas campanhas. ‘Temos uma parada dura pela frente, majoritária da minha sucessão, vou sair em abril de 2014 e precisamos pagar a pré-campanha’. Não falo com nenhum orgulho”, disse Cabral.

“Nunca pedi propina, sempre pedi apoio à campanha. Nesse caso ele foi receptivo à ideia e nos apoiou com alguma coisa em torno de R$ 3 milhões, entre 2013 e 2014. Sendo R$ 2,5 milhões em caixa 2 e R$ 500 mil para um dos partidos da coligação da minha sucessão”, acrescentou.

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