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Ministro Moreira Franco diz que delação de Funaro foi ‘encomenda remunerada’ de Janot a Joesley

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Ministro Moreira Franco diz que delação de Funaro foi 'encomenda remunerada' de Janot a Joesley

‘Seria um delivery de matéria-prima: Janot pedia e Joesley pagava’, disse o ministro da Secretaria-Geral da Presidência por meio do Twitter.

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, afirmou neste domingo (15), por meio de sua conta no Twitter, que a delação de Lúcio Funaro, apontado como operador do PMDB, foi uma “encomenda remunerada” do ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot ao empresário Joesley Batista, um dos sócios do grupo J&F.

Nesta terça-feira (15), a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara começa a discutir a segunda denúncia de Janot contra o presidente Michel Temer, por obstrução de Justiça e organização criminosa. A primeira denúncia, por corrupção passiva, foi derrubadapelo plenário da Câmara e por isso não seguiu para apreciação do Supremo Tribunal Federal (STF).

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“Como o objetivo da dupla Joesley e Janot era derrubar Michel Temer, após a derrota na 1ª denúncia, só um fato novo justifica a segunda flecha”, disse o ministro, acrescentando que, “como faltava-lhe bambu” [ao ex-procurador Rodrigo Janot], ocorreria a “encomenda remunerada da delação de Funaro”, afirmou Moreira Franco. E concluiu: “Seria um delivery de matéria-prima: Janot pedia e Joesley pagava”.

Nos últimos dias, tornaram-se públicos vídeos dos depoimentos da delação premiada de Lúcio Funaro, operador que está preso desde junho de 2016 e que fechou acordo de delação premiada, homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

A reação do presidente da República à divulgação dos vídeos veio por meio de seu advogado, Eduardo Carnelós, que divulgou nota para dizer que houve um “criminoso vazamento” das declarações do delator.

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Os vídeos, porém, foram enviados pelo Supremo Tribunal Federal em 22 de setembro em ofício endereçado ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e incluídos no site oficial da Câmara.

O material faz parte de uma lista de arquivos relacionados à segunda denúncia contra o presidente Temer, por obstrução de Justiça e organização criminosa.

O que diz Funaro nos vídeos

O delator faz acusações sobre a existência de um suposto esquema de propina envolvendo o presidente Michel Temer, aliados dele e o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

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Funaro, apontado como operador do PMDB, conta nos vídeos os motivos pelos quais diz ter ido ao escritório do advogado José Yunes, amigo e ex-assessor do presidente Temer, para supostamente pegar R$ 1 milhão, que teriam de ser entregues ao ex-ministro Geddel Vieira Lima, em Salvador (BA).

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