Maia larga na frente de Temer pelo comando da pauta

Não foi com grande vantagem, mas Rodrigo Maia largou à frente de Michel Temer na maratona que vai definir quem conduzirá a agenda de recuperação econômica do país até meados de 2018.

Enquanto o presidente da República concedia, em troca de apoio, cargos no governo, emendas parlamentares e acesso à máquina federal em ano de eleição, entre outras benesses, o chefe da Câmara estimulava deputados da base aliada a darem a Temer uma vitória pífia, que obrigaria o Palácio do Planalto a permanecer refém das barganhas do Congresso.

E o resultado de apenas 251 votos favoráveis a Temer —menos da metade dos 513 que compõem a Casa— deu ao deputado ligeiro benefício.

Segundo a Folha apurou junto a integrantes do mercado, principal pilar no apoio às medidas de ajuste fiscal, o tamanho da vitória desta quarta-feira (25) deixou o presidente “no limite”, sem força política para se livrar das chantagens dos parlamentares, atendidas prontamente até aqui em troca do sepultamento da denúncia.

E o chefe da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), tem esticado a corda com o Planalto desde a votação da primeira denúncia, em agosto.

No cenário em que Temer salva seu mandato pela segunda e provavelmente última vez, Maia precisou reformular o discurso e testar seu protagonismo para 2018.

Reflexão

Diante da apertada vitória de Temer, Maia disse que o presidente tem que refletir.

“Não usei a presidência da Câmara nem quando o Palácio me desrespeitou”, disse Maia , aconselhando o governo a “avaliar os resultados”.

“Cada um tem de conduzir sua relação da forma como entende. Não vou ficar ensinando o presidente da República, que foi presidente da Câmara por três vezes, ele tem de manter uma relação com o parlamento”, disse Maia.

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