A cartilha eleitoral de Jair Bolsonaro

Político começou tour pelos Estados Unidos para ganhar respaldo internacional e mostrar que seu projeto para 2018 é pra valer, e já começou

O deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) botou o pé na estrada. Neste fim de semana, o deputado, segundo colocado nas pesquisas de intenção de voto para a Presidência da República nas eleições de 2018, embarca para os Estados Unidos, onde passará uma semana fazendo palestras para investidores e analistas. É a primeira viagem internacional de Bolsonaro em campanha, exatos 364 dias antes das eleições. O objetivo é ganhar respaldo internacional e mostrar que seu projeto para 2018 é pra valer, e já começou.

O ponto alto do roteiro de uma semana é uma sessão de perguntas e respostas na George Washington University, na capital americana. “É um movimento inteligente do Bolsonaro de tentar se firmar como um candidato competitivo”, diz Marcos Troyjo, professor de Relações Internacionais e diretor do BRICLab na Universidade Columbia, nos Estados Unidos.

“Lula fez algo parecido durante a campanha de 2002. Além da Carta ao Povo Brasileiro, escrita para acalmar o mercado, ele também mandou o José Dirceu aos Estados Unidos para mostrar suas intenções caso chegasse ao governo”.

No Brasil, Bolsonaro acumula polêmicas ao insultar políticos de esquerda, defender a ditadura e seus torturadores, além de criticar homossexuais, tripudiar de questões raciais. Ele refuta qualquer menção de seu nome como ícone da “extrema-direita”, mesmo tendo entre seus ídolos Carlos Alberto Brilhante Ustra, coronel do Exército por promover tortura a presos políticos quando chefiou o DOI-Codi, e ter quadros dos presidentes militares enfeitando a parede de seu gabinete em Brasília.

Sua postura durante os dias no exterior é uma incógnita. Mas deve ser…

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