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Política e Brasil

Brasília é a capital mundial de doação de leite materno

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DF conta com 15 bancos de leite, 13 deles considerados padrão Ouro pela Rede Global de Bancos de Leite Humano

“Para quem doa, é pouco, mas, para quem recebe, é tudo.” É assim que a chefe do Banco de Leite do Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib), Raquel Prata, define o ato de doar leite materno, que tem como destino, principalmente, os bebês internados nos hospitais. É um resumo também do ato celebrado no Dia Mundial da Doação de Leite Humano, comemorado em 19 de maio. A data é ainda mais marcante para Brasília, considerada capital mundial de doação de leite materno.
Mãe há 2 meses, a assessora de comunicação Maita Torres, 28 anos, presenciou as duas realidades: de quem precisa e de quem doa. A filha, Aurora, ficou cinco dias  internada ao nascer e precisou da doação de leite para se alimentar. “Eu sempre quis doar, mas eu nunca imaginei que a minha bebê ia precisar. Foi dolorido ver que o leite que ela tomava não era o meu, mas foi gratificante ver que as pessoas fazem esse esforço por uma criança que elas não conhecem”, afirma.
Depois que passou pela situação, Maita não teve dúvidas de que também doaria o leite. Hoje, uma vez por semana o Corpo de Bombeiros passa em sua casa para fazer a coleta. O coordenador da Rede Brasileira de Banco de Leite Humano (rbBLH), João Aprígio, ressalta que o DF foi pioneiro na colaboração com a corporação. Para ele, essa união de esforços é o principal fator que faz Brasília ser a única cidade autossuficiente no mundo nesse quesito. “Não falta leite humano para os recém-nascidos internados no DF. A capital é um exemplo para Brasil e para o mundo”.
Segundo a rBLH, o DF é a segunda unidade da Federação que mais arrecadou leite humano entre 2006 e 2015, perdendo apenas para São Paulo. Porém, Brasília é a única que cidade que consegue atender 100% da demanda para os recém-nascidos internados e, por isso, é chamada de capital mundial da doação de leite. Cerca de 150 mil bebês internados dependem da doação de leite no Brasil, mas o país não consegue atender 40% dessas crianças.
Apesar disso, o  modelo brasileiro é reconhecido mundialmente pelo desenvolvimento tecnológico que alia baixo custo à alta qualidade. Em 2001, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu a rBLH-BR como uma das ações que mais contribuíram para redução da mortalidade infantil no mundo na década de 1990. De 1990 a 2012, a taxa de mortalidade infantil no Brasil reduziu 70,5%. Atualmente o país assessora cerca de 24 nações quando o assunto é banco de leite.
Ana Carolina Alves

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