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Temer diz que vai afastar ministros denunciados pelo MP

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Em resposta a Dilma, presidente afirmou que “os que se dizem fortes destruíram o país”.

 

RIO — Com nove ministros alvos de pedido de abertura de inquérito junto ao Supremo Tribunal Federal por conta da delação dos ex-executivos da Odebrecht, o presidente Michel Temer afirmou nesta quarta-feira, em entrevista a Roberto D´Avila, na GloboNews, que afastará provisoriamente auxiliares que forem denunciados pelo Ministério Público. No mês passado ele havia dito que ministros só deixariam o governo caso virassem réus em ações penais.

— Em dado momento, eu resolvi estabelecer uma regra. Quando o Ministério Público denuncia, eu já afasto provisoriamente, porque pode ser que sequer a denúncia seja aceita. Se aceita a denúncia, e transformar-se em réu, eu afasto definitivamente.

Em resposta à ex-presidente Dilma Rousseff, Temer afirmou que “os que se dizem fortes destruíram o país”.

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– Se eu for fraco e consegui fazer o que fiz pelo país, eu prefiro ser fraco do que ser forte. Os que se dizem fortes destruíram o país. As pessoas confundem educação, principalmente educação cívica, educação pessoal, com eventual fraqueza.

Em entrevista ao jornal “Valor Econômico” na semana passada, Dilma chamou Temer de “um cara extremamente frágil, fraco e medroso”.

Para Temer, a discussão sobre a paternidade da obra de transposição do rio São Francisco é uma discussão “inútil”:

– O que importa é que a água chegou lá. O Lula fez o trabalho dele, sem dúvida alguma, como fez a ex-presidente Dilma com menor intensidade.

Ressaltando que, na reforma política, defende o chamado distritão, o presidente disse que a aprovação do financiamento público de campanha teria que estar vinculada à lista fechada de candidatos. Ele reconheceu, no entanto, que há muita resistência a esse modelo:

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– O dinheiro público só pode se juntar à ideia de uma lista de candidatos. O dinheiro vai para o partido. Mas eu senti que há muita resistência a isso. A levar-se adiante a ideia de um fundo público, ele só pode se destinar a partidos e não a candidatos.

Agência O Globo

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