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Política e Brasil

Senadores do DF apoiam CPI da Previdência Social e criam alarme no Planalto

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Bancada local, que apoia Temer, assume postura de independência que ameaça criar problemas antes das votações cruciais para o atual governo

A CPI da Previdência Social, encabeçada pelo senador Paulo Paim (PT-RS) e com possibilidade de ser aberta em março, criará problemas à reforma no setor que o governo Temer corre para aprovar no Congresso. Isso não impede que a bancada do DF na Casa assuma posições distintas e alarme o Planalto.

O senador Cristóvam Buarque (PPS), que votou pelo impeachment da ex-aliada Dilma Rousseff, declarou querer a reforma na Previdência, mas apoia Paim e já assinou pedido de abertura da CPI.

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Da mesma forma, Reguffe (sem partido) se alinhou à oposição e também deu sua assinatura. Apesar de ainda não ter deixado clara sua posição quanto a mudanças no acesso ao fundo dos aposentados, ele tem o histórico de seguir a base aliada, como na votação da PEC do Teto de Gastos.

Hélio José (PMDB) foi o único senador brasiliense a não assinar a abertura da CPI, mas ele já declarou não concordar com a reforma, apesar de dividir a legenda com o presidente da República.

As controvérsias são classificadas pelos próprios parlamentares como sinais de “independência”. O substantivo é bastante empregado na hora de pedir votos e serve como adjetivo favorito quando definem a própria atuação política. A oposição tem se valido desse posicionamento para garantir apoio em questões polêmicas e empacar pautas governistas. O assunto delicado — e que não é unanimidade, porém — também tem servido a Paulo Paim para angariar assinaturas.

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Seu próximo passo deve ser levar a CPI para a Câmara dos Deputados, em forma de comissão mista ou própria. “É um movimento suprapartidário. Ainda não falei com deputados, mas se algum quiser conversar, eu topo”, diz Paim.

Rebeldia até pode chegar a deputados

Na Câmara dos Deputados, os representantes do DF devem protagonizar os mesmos momentos parecidos de “independência”. Integrante do bloco do ‘Centrão’, por exemplo, Rogério Rosso (PSD), se diz contra a reforma e, sobre a CPI, afirma que “se chegar, eu assino”. Ele não vê conflito entre a instauração da comissão e sua posição de governista.

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“São temas distintos. Uma coisa é a mudança prevista para a Previdência, outra coisa é a investigação sobre um fato”, opina.
O presidente Temer, no entanto, não enxerga assim e tem tentado convencer senadores a não seguirem a ideia de Paim. Conforme o petista denuncia, a base tem “ameaçado parlamentares” para esvaziar a comissão. Apesar disso, ele garante já ter 30 assinaturas e buscar 35 até o fim do mês.

Um dos poucos a declarar apoio irrestrito ao governo, o deputado federal Laerte Bessa (PR) diz que não aceitaria a abertura de uma CPI no momento. “Não é hora. Depois de sacramentada a reforma podemos até abrir uma comissão para descobrir como ela chegou a esse caos”, defende.

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Conforme Paulo Paim (PT-RS), ele já conta com três assinaturas a mais em relação às 27 necessárias para abrir a CPI da Previdência no Senado. Por conta da articulação do governo para esvaziar a comissão, porém, ele quer alcançar 35 para evitar ser surpreendido com retiradas e garante que em março ela vai sair do papel. Foco é contestar os dados apresentados sobre o tema até agora.

Além dos parlamentares do DF,, Paim conseguiu apoio de governistas do PMDB como Dário Berger ou José Maranhão e o rebelde Roberto Requião. Entre a oposição, a brincadeira é falar que o governo Temer conseguiu unir o País, como prometeu ao assumir. Mas unir o País contra ele.

Eric Zambon
Jornal de Brasília

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