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Michel Temer desiste de morar no Palácio da Alvorada

Brasília de Fato

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Palácio do Jaburú

Presidente retorna ao Palácio do Jaburu após sete dias

Com apenas sete dias morando no Palácio da Alvorada, o presidente Michel Temer desistiu da residência oficial e retornou ao Palácio do Jaburu, onde já estava desde 2011, quando assumiu a vice-presidência da República. Nesta terça-feira, quando retornou de Carnaval com a família na base militar de Aratu, na Bahia, a comitiva presidencial já se dirigiu ao Jaburu.

Desde que se mudou do Palácio do Jaburu para a residência oficial, o presidente Michel Temer mostrava incômodo com o novo endereço. Sempre que perguntado se estava gostando, respondia:

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— Eu não, mas o Michelzinho está —, mencionando que o menino gostava de brincar com as emas no Alvorada.

Dizia também a auxiliares que o filho caçula gostava do tamanho do quarto, amplo, uma das coisas que mais lhe incomodava no palácio residencial.

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Temer só morou com a família no palácio de 17 a 24 de fevereiro, e demorou seis meses para sair do Jaburu. O argumento para a demora da mudança foi o mesmo que motivou a desistência de ficar no novo palácio: o Alvorada era “grande demais” e não tinha “cara de casa”. Para receber a família Temer, foi feita uma reforma de cerca de R$ 20 mil. Desde a semana passada, as visitas turísticas ao local foram retomadas.

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O Palácio do Alvorada é o primeiro prédio de alvenaria de Brasília, com projeto de Oscar Niemeyer, grandes obras artísticas nacionais e acervo bibliotecário idealizado por Carlos Drummond de Andrade e Manoel Bandeira. O filho de Temer e da primeira-dama Marcela, Michelzinho, foi a primeira criança a morar no palácio desde os anos 1960, quando filhos de João Goulart viviam na residência.

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Antes de Temer, os ex-presidentes João Figueiredo e Fernando Collor abriram mão do Alvorada. Figueiredo morou na Granja do Torto — assim como Lula e Dilma Rousseff, temporariamente — e Collor, na Casa da Dinda, uma residência privada.

Temer ficou no Alvorada do dia 17 de fevereiro ao 24 de fevereiro. Dilma Rousseff deixou o palácio em 6 de setembro, quando foi destituída da Presidência. De setembro a fevereiro, Temer seguiu morando no Jaburu, residência da vice-presidência, e utilizou o Alvorada apenas para reuniões e eventos. De agora em diante, esse expediente será retomado.

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O Palácio do Alvorada é o primeiro prédio de alvenaria de Brasília, com projeto de Oscar Niemeyer, grandes obras artísticas nacionais e acervo bibliotecário idealizado por Carlos Drummond de Andrade e Manoel Bandeira. O filho de Temer e da primeira-dama Marcela, Michelzinho, foi a primeira criança a morar no palácio desde os anos 1960, quando filhos de João Goulart viviam no prédio.

Para receber o menino de sete anos, o palácio teve de passar por adaptações, como a instalação de uma tela de proteção no segundo andar. Segundo um interlocutor do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Natural (Iphan), a tela não fere o tombamento do prédio. Ele cita que uma criança já se acidentou em um palácio de São Luís (MA), por falta de parapeito. A tela para Michelzinho seria retirada em ocasiões especiais, como em visitas de chefes de Estado. Agora que a família Temer voltou ao Jaburu, a tela será removida permanentemente.

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