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Política e Brasil

Com contas bloqueadas, emissário de Cabral não paga viagens da defesa a Curitiba

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Advogados justificam ausências e acompanham audiências com Moro por videoconferência

SÃO PAULO. Os advogados de Carlos Emanuel de Carvalho Miranda, preso na operação Calicute e apontado como emissário do ex-governador do Rio Sérgio Cabral na retirada de propina, não têm acompanhado as audiências do processo em Curitiba, na qual estão sendo ouvidas testemunhas de acusação. Em petição enviada ao juiz Sérgio Moro, os profissionais argumentam que as contas do cliente estão bloqueadas e, desta forma, Miranda não pode pagar os custos de transporte para a capital paranaense em todas as audiências – que são várias.

A saída para os advogados, que moram no Rio de Janeiro, é acompanhar as audiências nos dias em que são feitas videoconferências na Justiça Federal do Rio de Janeiro.

O processo teve audiência nesta segunda-feira e já tem mais três agendadas para os dias 27 de março e 6 e 18 de abril. No dia 6 de abril haverá videoconferência de várias cidades, entre elas o Rio, e os advogados de Miranda informam que vão acompanhar a oitiva das testemunhas que serão ouvidas na 9ª Vara Criminal Federal do Rio de Janeiro, por videoconferência.

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Miranda é amigo do ex-governador e não ocupou cargo no governo do Rio. Foi sócio de Cabral numa empresa de comunicação, a SCF Comunicação, e do irmão dele, Maurício Cabral, na LRG Consultoria. Na Lava-Jato,foi apontado como a pessoa que recebia o dinheiro da construtora Andrade Gutierrez.

Casado com uma prima de Sérgio Cabral, ele foi ainda consultor de orçamento na Assembleia Legislativa quando Cabral presidiu a Casa.

Agência O Globo

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