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Empreiteiro diz que Gim tinha formas de deixar “morosa” a CPI da Petrobras

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As afirmações foram prestadas nesta quarta-feira em alegações finais ao juiz da Operação Lava-Jato no Paraná, Sérgio Moro

Eduardo Militão

O acionista e ex-presidente da empreiteira OAS Léo Pinheiro afirmou ao juiz Sérgio Moro que o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Vital do Rêgo e o ex-senador Gim Argello (ex-PTB-DF) ofereceram, em troca de propina, maneiras de deixar “moroso e ineficiente” o trabalho investigativo de CPIs da Petrobras sobre a construtora, atuando de acordo com seu calendário.

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As afirmações foram prestadas nesta quarta-feira em alegações finais ao juiz da Operação Lava-Jato no Paraná, Sérgio Moro, em ação penal em que o empresário responde em Curitiba, com outros executivos de empreiteiras, o ex-parlamentar e réus apontados como operadores.

O ex-presidente da OAS disse ao magistrado que, ao confessar seus crimes e apontar outros culpados, colaborou com a ação penal. Por isso, pediu a redução de punições e para ser solto. Assim como Gim, Léo Pinheiro está detido no Paraná por ordem de Moro.

O Ministério Público afirma que o ex-senador solicitou R$ 35 milhões em propinas a sete empreiteiras, obtendo pelo menos R$ 7,2 milhões, em troca de blindagem a empresários nas CPIs da Petrobras de 2014 no Congresso.

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Gim confirma o recebimento do dinheiro, mas afirma que tudo se tratou de doações eleitorais sem oferecer nada em troca aos empresários. A defesa de Gim afirmou a Moro ontem à noite que as acusações se baseiam em palavra de delatores, mas que as afirmações foram prestadas após os fatos, para compor uma narrativa conveniente.

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