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Exército sudanês mobiliza tropas diante de QG em Cartum

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Nesta segunda-feira, os soldados estabeleceram barricadas nas ruas próximas ao complexo militar para evitar a aproximação de veículos

O exército do Sudão mobilizou tropas nesta segunda-feira ao redor de seu quartel-general em Cartum, onde milhares de manifestantes estão reunidos há três dias para pedir a renúncia do presidente Omar al Bashir.

Desde o início dos protestos no Sudão em 19 de dezembro, o exército não participou na repressão, que foi liderada pelo influente serviço de inteligência (NISS) e da polícia antidistúrbio.

Algumas horas antes, veículos com integrantes do NISS e da polícia antidistúrbio foram posicionados nas proximidades do QG.

Uma testemunha afirmou que as forças de segurança usaram gás lacrimogêneo contra os manifestantes.

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Também foram ouvidos tiros, mas não foi possível determinar a origem dos disparos.

As forças de segurança do regime tentam dispersar o protesto pela força”, afirmou a Aliança para a Mudança e a Liberdade em um comunicado.

Milhares de homens e mulheres estão reunidos desde sábado no local, na maior manifestação desde o início do movimento em dezembro.

Os organizadores dos protestos pediram a adesão dos moradores da capital e seus arredores. No sábado anunciaram o desejo de que o exército “se posicione ao lado do povo”.

As manifestações começaram em 19 de dezembro, motivadas pela decisão do governo de triplicar o preço do pão em um país afetado pela crise econômica.

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Rapidamente se tornaram um movimento contra Bashir, que em 22 de fevereiro decretou estado de emergência durante um ano em todo o país para tentar conter os protestos.

As manifestações voltaram a ganhar força em 6 de abril, data que recorda a revolta de 1985 que derrubou o regime do presidente Jaafar al Nimeiri.

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