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Internacional

Agência reguladora dos EUA aprova uso emergencial da vacina da Moderna

Autorização vale para maiores de 18 anos. Eficácia do imunizante passa de 94%, e frascos podem ser mantidos a temperaturas maiores do que a vacina da Pfizer, o que facilita a distribuição.

Brasília de Fato

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Foto: JOEL SAGET / AFP
Foto: JOEL SAGET / AFP

A FDA — agência reguladora dos Estados Unidos equivalente à Anvisa — aprovou nesta sexta-feira (18) o uso emergencial da vacina contra a Covid-19 fabricada pela empresa Moderna. O imunizante, o segundo aprovado no país, poderá ser aplicado em maiores de 18 anos.

Na véspera, um comitê científico deu parecer favorável à vacina da Moderna com 20 votos a favor e nenhum contra, com somente uma abstenção. Para começar a ser distribuída nos EUA, a vacina ainda depende de aprovação do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês).

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O presidente Donald Trump havia informado, nesta manhã, que a vacina da Moderna estava aprovada. Porém, a FDA — etapa necessária — ainda não tinha dado o aval ao imunizante. Após o anúncio oficial, Trump parabenizou a fabricante pelas redes sociais.

A Moderna tem acordo com o governo dos EUA para entregar 20 milhões de doses ainda em 2020 e um total de 200 milhões de doses até o fim de junho de 2021. A eficácia da vacina chega a 94%, segundo estudos clínicos de fase 3.

A pequena empresa de biotecnologia sediada em Massachusetts fez parceria com cientistas do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos para desenvolver a vacina. Os trabalhos começaram em janeiro, logo após a China compartilhar o genoma do vírus SARS-CoV-2, segundo a agência France Presse.

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A Moderna recebeu mais de US$ 2,5 bilhões do governo dos Estados Unidos para este projeto e prometeu entregar seis milhões de doses em uma primeira fase.

De acordo com testes clínicos com 30.400 voluntários, a vacina da Moderna é 94,1% eficaz na prevenção da Covid-19 em comparação ao placebo, com desempenho ligeiramente melhor em adultos jovens em comparação com idosos.

A FDA não encontrou “problemas de segurança específicos que impediriam a emissão de uma autorização de uso de emergência” após revisar todos os dados disponíveis.

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