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Internacional

OMS diz que pandemia está longe de acabar e alerta para subnotificação

Questionado sobre países criticarem a OMS ou não seguirem as recomendações da entidade global, Tedros respondeu que a instituição não pode obrigar os países a seguir os conselhos

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O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou nesta segunda-feira, 27, que a pandemia do novo coronavírus está longe de acabar e que observa tendências de crescimento na América Latina, na África, em países asiáticos e da Europa Oriental. As declarações vêm no momento em que países como Espanha, Itália e França – três dos quatro mais atingidos – planejam flexibilizar os confinamentos.

“A pandemia está longe de terminar. A OMS continua preocupada com as tendências crescentes na África, Europa Oriental, América Latina e alguns países asiáticos. Como em todas as regiões, casos e mortes são subnotificados em muitos países nessas regiões devido à baixa capacidade de teste”, afirmou Tedros Adhanom.

Questionado sobre países criticarem a OMS ou não seguirem as recomendações da entidade global, Tedros respondeu que a instituição não pode obrigar os países a seguir os conselhos. “Nós não temos mandato para forçar os países a implementarem o que recomendamos. Depende deles aceitarem ou rejeitarem”, disse.

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“Alguns aceitam, alguns não, mas no fim do dia cada um deve assumir suas responsabilidades. Garanto que a OMS dá recomendações baseadas no que há de melhor na ciência e e em evidências científicas”.

 

Ele afirmou ainda ser preciso romper com os partidarismos na luta contra a pandemia. “Precisamos quebrar essas divisões de direita, esquerda… nenhuma linha partidária deve dividir vocês. Ouçam as comunidades, os cidadãos, essa é a solução: a união”.

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Tedros relatou que já há escassez de vacinas em pelo menos 21 países devido a restrições de circulação e alertou que o número de doenças que podem ser prevenidas pode aumentar. “Isso não precisa acontecer, estamos trabalhando com os países para ajudá-los”.

À medida que mais países flexibilizam o confinamento, a OMS deu uma recomendação para que essa saída seja gradual, controlada e lenta. “As medidas precisam ser planejadas com um novo contrato social entre os cidadãos, com a participação da comunidade e o fortalecimento da saúde pública”, explicou Michael Ryan, diretor do programa de emergências da OMS.

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Internacional

‘Como uma base militar’: Biden toma posse numa Washington blindada

As ruas da cidade estavam quase vazias e muitas lojas do centro de Washington colocaram tapumes em suas vitrines

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Em vez de ser saudado por uma multidão de apoiadores, a posse de Joe Biden como presidente dos Estados Unidos foi cercada por barreiras de metal, agentes de segurança mascarados e uma Washington de aparência distópica, muito distante da atmosfera festiva que normalmente caracteriza esse dia.

As fortes medidas de segurança fizeram com que o contingente de cerca de 25.000 membros da Guarda Nacional destacados superassem em muito o número de participantes do evento, que foram convidados a permanecer distantes, devido à alta incidência de contágios do coronavírus nos Estados Unidos e por temores de violência.

“Parece a entrada de uma base militar… Durante a guerra”, descreveu Joe Brunner, de 42 anos, de Nova York, em frente a um posto de controle guardado por tropas armadas e veículos militares no centro de Washington.

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Caminhões de lixo com a legenda “God Bless America” nas laterais atuavam como barreira de segurança em um dos pontos mais sensíveis, a parte norte da Casa Branca, para onde Biden devia se dirigir após o juramento.

“O ambiente é muito estranho, muito pouco americano”, comentou Jason Sheffield, de 36 anos, considerando que a zona de segurança e a forte presença policial “não são éticas para a liberdade” e “são muito assustadoras”.

A maioria dos americanos acompanhou a cerimônia de posse pela televisão ou nas redes sociais.

As ruas da cidade estavam quase vazias e muitas lojas do centro de Washington colocaram tapumes em suas vitrines.

Nos últimos anos, dezenas de milhares de pessoas conseguiram chegar perto o suficiente da cerimônia de posse para ver o presidente prestar juramento em frente ao icônico prédio do Capitólio que abriga o Congresso.

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Desta vez, a multidão foi significativamente reduzida pela pandemia. Normalmente, 200 mil ingressos são distribuídos entre os legisladores para serem compartilhados entre seus eleitores. Este ano, apenas um passe foi disponibilizado para cada um dos 535 membros do Congresso, junto com um convidado.

Atípico

A violenta invasão do Capitólio por partidários de Donald Trump há duas semanas, para tentar reverter a vitória eleitoral de Biden, também causou um aumento nas medidas de segurança.

“Todos os serviços de segurança se uniram e praticamente bloquearam todo o movimento em direção a Washington DC”, disse à AFP o professor da Universidade Internacional da Florida e coronel aposentado do exército, G. Alexander Crowther.

O número de agentes da Guarda Nacional – que se juntaram aos milhares de policiais – era cerca de três vezes maior do que os 8.000 na posse de Trump.

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Se este não fosse um ano marcado pela pandemia, essas tropas deveriam estar protegendo as multidões na esplanada do Capitólio e no National Mall, de cerca de 280 hectares.

Em 2009, a posse de Barack Obama, que se tornou o primeiro presidente negro dos Estados Unidos, reuniu cerca de 450 mil participantes no Mall.

Algumas pessoas, no entanto, desafiaram as advertências nesta quarta-feira e caminharam pelas ruas sem carros de Washington para ver o que podiam desta atípida transferência de poder nos Estados Unidos.

“Acho que hoje é um dia feliz”, disse Sheila Callahan, moradora do centro de Washington. “Quando o helicóptero de Trump decolou da Casa Branca, as pessoas [da vizinhança] subiram ao telhado para aplaudir”.

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Internacional

Biden assume presidência dos EUA; Trump se despede antes da cerimônia

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O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, enfim, assumiu o cargo nesta quarta-feira (20). Ao meio-dia (14h de Brasília), o país passou pela troca de comando.

“É um novo dia nos Estados Unidos”, escreveu Biden no Twitter poucos minutos após o presidente Donald Trump deixar a Casa Branca para sua residência na Flórida.

Derrotado nas últimas eleições, Donald Trump deixou a Casa Branca antes da chegada de Biden, quebrando uma tradição de mais de 150 anos. A ex-primeira-dama Melania Trump estava ao lado do agora ex-presidente.

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Embora não tenha aguardado a chegada de Biden para se despedir, Trump deixou uma carta para seu sucessor. A informação foi levantada pela agência AFP. Não se sabe o teor da carta.

Trump ainda prometeu retornar “de alguma forma” antes de embarcar no Air Force One com destino à Flórida. “Foram quatro anos incríveis”, disse Trump em breves comentários a assistentes, simpatizantes e membros de sua família reunidos na base de Andrews, nos arredores de Washington. “Voltaremos de alguma forma.”

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Discurso

Biden discursou à nação, prometeu lutar por todos e pediu um minuto de silêncio em homenagem às vítimas da covid-19. “Vou lutar pelos que me apoiaram e pelos que não me apoiaram. Neste dia de janeiro, minha alma inteira está dedicada a unir nossa nação”, declarou o democrata. “Com união, podemos fazer grandes coisas. Podemos superar o vírus mortal”, seguiu, em referência ao novo coronavírus, que já matou mais de 400 mil cidadãos americanos.

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Internacional

Biden homenageia vítimas de Covid e fala em ‘curar o país’ antes da posse

Washington teve a segurança redobrada para a cerimônia de posse de Biden após as ameaças de novos ataques e protestos violentos, na esteira da invasão do Capitólio, em 6 de janeiro

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No dia em que os EUA atingiram a sombria marca de 400 mil mortes por Covid-19, o presidente eleito, Joe Biden, participou de um evento em homenagem às vítimas da pandemia e disse que é preciso enfrentar a dor de lembrá-las para começar a curar o país. “É importante fazer isso como nação e é por isso que estamos aqui hoje.”

“Para curar, devemos lembrar. E, às vezes, é difícil lembrar. Mas é assim que curamos”, disse Biden em um brevíssimo discurso. Ele estava acompanhado da mulher Jill e dos netos, além da vice-presidente eleita, Kamala Harris, que também fez uma fala sobre o luto causado pela tragédia sanitária.

“Esta noite sofremos e começamos a nos curar juntos”, afirmou Kamala. Diante de luzes colocadas ao longo da piscina refletora do Lincoln Memorial, um dos monumentos mais emblemáticos de Washington, Biden disse que era preciso “iluminar as trevas” e “lembrar tudo o que perdemos”. O democrata toma posse nesta quarta-feira (20) como o 46º presidente dos EUA depois de quatro anos de um governo divisivo do republicano Donald Trump.

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A vigília em homenagem às vítimas da Covid-19 foi marcada pelas luzes e badalas das igrejas de uma Washington sitiada. A cidade teve a segurança redobrada para a cerimônia de posse de Biden após as ameaças de novos ataques e protestos violentos, na esteira da invasão do Capitólio, em 6 de janeiro.

Diversos cidades americanas também se juntaram à iluminação em memória das vítimas da pandemia. Em Nova York, o Empire State Building acendeu em vermelho, simbolizando o pulsar do coração.

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Internacional

Em 2 semanas, Israel já vacinou mais de 10% de sua população contra o coronavírus

Em terras israelenses, o início da vacinação se deu com profissionais de saúde e aqueles com mais de 60 anos, em 20 de dezembro, após receber os primeiros carregamentos da vacina da Pfizer

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Duas semanas após iniciar a vacinação contra o novo coronavírus, Israel já imunizou mais de 10% de sua população total. Em relação ao grupo de maior risco, a inoculação já supera os 50% dos cidadãos.

O país quer, agora, vacinar a maioria dos seus nove milhões de habitantes até o início da primavera, que começa entre abril e maio. Com uma população semelhante à de Nova York, a campanha de vacinação de Israel é relativamente simples em comparação com as mobilizações em massa necessárias para nações com muito mais pessoas e uma maior extensão da geografia.

Em terras israelenses, o início da vacinação se deu com profissionais de saúde e aqueles com mais de 60 anos, em 20 de dezembro, após receber os primeiros carregamentos da vacina da Pfizer, e até o último sábado, o país havia administrado 12,59 doses por 100 de seus habitantes, de acordo com o grupo de pesquisa Our World In Data, da Universidade de Oxford.

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“O sistema de saúde está se provando”, disse o ministro da Saúde, Yuli Edelstein, em uma entrevista na quinta-feira ao Wall Street Journal. Israel se orgulha de ter um sistema de saúde tecnologicamente avançado, no qual todos no país são registrados por lei.

Dados compilados pela Universidade Johns Hopkins mostram que Israel teve 438.372 casos de covid-19 e 3.412 mortes em decorrência da doença.

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Internacional

Biden pressiona Trump a assinar pacote de socorro de US$ 900 bilhões

Biden já havia dito, durante a semana, que vai propor um projeto de alívio econômico adicional, que incluirá extensão de benefícios a desempregados para além de 10 semanas, além de pagamentos diretos a cidadãos

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O presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, exortou o atual líder da Casa Branca, Donald Trump, a assinar o novo pacote de socorro fiscal do país, aprovado na última semana pelo Congresso, com apoio de democratas e republicanos. “É o dia seguinte ao Natal, e milhões de famílias não sabem se conseguirão pagar as contas por causa da recusa do presidente Donald Trump em assinar um projeto de lei de alívio econômico aprovado pelo Congresso com uma maioria esmagadora e bipartidária”, inicia a mensagem, divulgada por Biden. Ele também afirma que a “abdicação de responsabilidade” de Trump “tem consequências devastadoras”.

A mensagem foi divulgada horas depois de o atual presidente norte-americano voltar a usar suas redes sociais para criticar o pacote, dizendo que ele simplesmente gostaria que as pessoas “recebam US$ 2 mil, em vez dos míseros US$ 600 que estão agora no projeto de lei”. A declaração não é uma novidade. Um dia após o Congresso dos EUA aprovar o pacote fiscal de US$ 900 bilhões, na última segunda-feira, Trump disse que o projeto de lei era “muito diferente do que esperávamos” e defendeu que os parlamentares mudassem o texto para que ele pudesse assiná-lo. Entre as alterações pleiteadas estava justamente o aumento do valor do pagamento direto a americanos para US$ 2 mil.

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Na mensagem deste sábado, Joe Biden voltou a dizer que o pacote fiscal é um primeiro passo e que outras ações precisarão ser tomadas no início de 2021 para reanimar a economia e conter a pandemia, “incluindo atender à extrema necessidade de financiamento para distribuir e administrar a vacina e aumentar nossa capacidade de teste”. Biden já havia dito, durante a semana, que vai propor um projeto de alívio econômico adicional, que incluirá extensão de benefícios a desempregados para além de 10 semanas, além de pagamentos diretos a cidadãos.

O presidente eleito dos EUA também salientou, neste sábado, 26, que, sem a nova lei, cerca de 10 milhões de americanos perdem os benefícios do seguro-desemprego. Além disso, ele cita que o financiamento do governo expirará, colocando em risco serviços vitais e contracheques de militares, enquanto o fim da moratória sobre despejos colocará milhões de pessoas sob risco de serem forçados a deixar suas casas. “Atraso significa que mais pequenas empresas não sobreviverão a este inverno porque não têm acesso à linha de vida de que precisam, e os americanos enfrentarão mais atrasos para obter os pagamentos diretos que merecem o mais rápido possível para ajudar a lidar com a devastação econômica causada pela covid-19”, acrescentou.

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“Em novembro, o povo americano falou claramente que agora é um momento para ação bipartidária e compromisso. Fiquei animado ao ver os membros do Congresso atenderem a essa mensagem, cruzarem o corredor e trabalharem juntos. O presidente Trump deve se juntar a eles e garantir que milhões de americanos possam colocar comida na mesa e manter um teto sobre suas cabeças nesta temporada de férias”, concluiu Biden.

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Internacional

Portugal avisa população por SMS que vacinação começa no domingo

O primeiro lote a ser aplicado será de doses feitas pela Pfizer/BioNTech

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O governo português enviou avisos para a população, por SMS, que a vacinação em geral começará a ser oferecida amanhã (28).

“COVID19: Vacinação começa amanhã. Vacina facultativa, mas recomendada e gratuita. Aguarde contacto do SNS”, diz a mensagem enviada neste sábado, citando o Serviço Nacional de Saúde.

A campanha será lançada oficialmente no domingo (27). A primeira aplicação de vacina no país será feita no Porto, às 10h de domingo (27), no hospital São João.

A imunização será dividida em três fases. Profissionais de saúde que atendem pacientes de Covid serão os primeiros, assim como idosos que vivem em asilos e maiores de 50 anos com doenças crônicas que são fatores de risco, como problemas pulmonares e cardíacos.

Na segunda fase, serão imunizadas pessoas com 65 anos ou mais, sem comorbidades. Em seguida, pessoas entre 50 e 64 anos, com doenças como câncer e diabetes.

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Na terceira e última fase, a vacina será distribuída para a população em geral, incluindo imigrantes em situação irregular no país. A previsão é que isto seja feito a partir de julho de 2021, com a possibilidade de durar até o primeiro trimestre de 2022.

O país já assegurou o fornecimento de 22,8 milhões de doses, número suficiente para imunizar toda a população. Foram fechados acordos com seis farmacêuticas. O primeiro lote a ser aplicado será de doses feitas pela Pfizer/BioNTech.

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Governo brasileiro condena ataque terrorista na Nigéria

Ao lamentar o aumento de ações terroristas no País, o Itamaraty cita o sequestro de mais de 300 crianças

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O governo brasileiro condenou “com veemência” o ataque terrorista ocorrido na véspera do Natal na cidade de Pemi, na Nigéria. Por meio de nota divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores neste sábado, 26, o Brasil prestou condolências às famílias das vítimas e afirmou que “reitera seu firme repúdio a todo e qualquer ato de terrorismo, independentemente de sua motivação.”

“O governo brasileiro expressa as suas condolências às famílias das vítimas, faz votos de plena recuperação aos feridos, exorta à pronta libertação dos sequestrados e manifesta sua solidariedade ao governo e ao povo da Nigéria”, diz a nota.

Segundo a pasta, pelo menos 11 pessoas foram mortas no ataque terrorista na cidade, de maioria cristã. Outras sete pessoas foram sequestradas e o hospital e igreja, destruídos. Ao lamentar o aumento de ações terroristas no País, o Itamaraty cita o sequestro de mais de 300 crianças.

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Os estudantes foram entregues aos agentes de segurança do governo nigeriano em 17 de dezembro. O ato foi reivindicado pelo grupo jihadista Boko Haram.

“O governo brasileiro reitera, igualmente, sua determinação de trabalhar com todos os parceiros contra o terrorismo, inclusive mediante uma crescente investigação e enfrentamento das conexões do terrorismo com o narcotráfico e outras formas do crime organizado transnacional, notadamente, neste caso, as conexões entre o narcotráfico na América do Sul e o terrorismo na África”, diz o comunicado.

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UE iniciará na segunda-feira o processo de assinatura de acordo pós-Brexit

Os embaixadores permanentes se reunirão na segunda-feira para iniciar o processo de ratificação do acordo pelos Estados membros e o Parlamento Europeu

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A União Europeia (UE) iniciará na segunda-feira o processo de assinatura do acordo comercial pós-Brexit alcançado na véspera entre Londres e Bruxelas, que foi apresentado nesta sexta-feira aos Estados membros em uma única versão em inglês pelo negociador europeu Michel Barnier.

A recepção dos embaixadores representantes permanentes na UE foi “bastante sóbria”, afirmou um diplomata europeu à AFP. “Não houve grande alegria, já que um divórcio nunca é uma boa notícia”, completou.

“O texto, que tem 1.200 páginas, será examinado de hoje (sexta-feira) até segunda-feira para comprovar que não há nenhum aspecto escondido que possa resultar problemático”, explicou a fonte diplomática, que informou que todos receberam uma versão provisória em inglês.

Os embaixadores permanentes se reunirão na segunda-feira para iniciar o processo de ratificação do acordo pelos Estados membros e o Parlamento Europeu.

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Os 27 países da UE devem assinar o texto entre terça-feira à noite e quarta-feira e depois será publicado na quinta-feira no Diário Oficial europeu, antes de entrar em vigor em 1º de janeiro de 2021.

Desta forma, os países da UE ratificarão o acordo de maneira provisória, antes de sua aprovação definitiva pelo Parlamento Europeu, prevista para o início de 2021. O período de interinidade deve durar dois meses, segundo a fonte diplomática.

Os embaixadores também examinarão medidas unilaterais para adotar sanções a uma eventual violação do acordo por parte do Reino Unido. “Temos de decidir como serão aplicadas”, explicou.

A UE também adotará medidas, avaliadas em quase 5 bilhões de euros, para acompanhar a aplicação do tratado, como por exemplo ajudas às empresas e setores afetados por sua entrada em vigor, como a pesca.

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Após meses de negociações tensas, o acordo foi alcançado na quinta-feira e recebido com alívio tanto pelas autoridades britânicas como pelos principais países da UE.

O tratado permitirá que o Reino Unido tenha acesso ao mercado único europeu sem tarifas de importação ou cotas, mas estabelece sanções e medidas compensatórias caso sejam desrespeitadas as regras comuns de meio ambiente, tributárias, direitos trabalhistas ou de ajudas estatais.

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Mundo celebra um Natal particular, em tempos de confinamento

A covid-19 matou mais de 1,7 milhão de pessoas em todo o mundo e os focos de contágios que continuam surgindo mostram que, apesar das primeiras vacinas, a vida não voltará rapidamente à normalidade

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Milhões de pessoas celebram nesta sexta-feira um Natal diferente, marcado pelas restrições impostas em muitos países para lutar contra a pandemia, quando o mundo precisa “mais do que nunca” de fraternidade, segundo o papa Francisco.

“Neste momento da história, marcado pela crise ecológica e pelos graves desequilíbrios econômicos e sociais, agravados pela pandemia do coronavírus, precisamos mais do que nunca da fraternidade”, declarou o pontífice em sua mensagem natalina.

“E isto é válido também para as relações entre os povos e as nações”, insistiu.

O apelo por solidariedade se aplica “especialmente às pessoas mais frágeis, os enfermos e todos aqueles que neste momento estão sem trabalho ou em graves dificuldades pelas consequências econômicas da pandemia, assim como às mulheres que nestes meses de confinamento sofreram violência doméstica”, acrescentou.

A covid-19 matou mais de 1,7 milhão de pessoas em todo o mundo e os focos de contágios que continuam surgindo mostram que, apesar das primeiras vacinas, a vida não voltará rapidamente à normalidade.

O diretor geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, declarou em uma mensagem de vídeo que “as vacinas oferecem ao mundo uma saída para esta tragédia”, mas levará tempo”.

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Tedros elogiou os “sacrifícios comoventes” que milhões de pessoas estão fazendo para permanecer afastadas de parentes durante o Natal.

Neste sentido, o papa Francisco fez um apelo para que as “vacinas sejam para todos, especialmente para os mais vulneráveis”. “As leis de mercado e as patentes não têm que estar acima da saúda da humanidade”, disse na mensagem “Urbi et Orbi”.

Na Europa, uma nova cepa do coronavírus de propagação supostamente mais rápida foi detectada na Grã-Bretanha.

Em seu discurso natalino, a rainha Elizabeth II, de 94 anos, disse que “para muitos, este ano ficará marcado pela tristeza: alguns choram a perda de um ente querido, amigos e familiares sentem falta uns dos outros, enquanto no Natal gostariam de um simples abraço ou aperto de mão”.

“Se este for o seu caso, você não está sozinho”, completou a monarca.

Nesta sexta-feira, o Velho Continente superou a marca de 25 milhões de casos confirmados. Na semana passada, a Europa se tornou a primeira região do mundo com mais de 500.000 mortes provocadas pela covid-19.

A Itália anunciou novas restrições contra a covid-19 durante o período de Natal e Ano Novo. O país é o mais afetado da Europa, com quase 71.000 óbitos e mais de dois milhões de contágios.

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As igrejas estavam praticamente vazias na Coreia do Sul e os fiéis acompanhavam as cerimônias on-line.

Nas Filipinas, país de maioria católica, os serviços religiosos foram afetados por um terremoto de 6,3 graus.

 

– Poucos fiéis em Belém –

Na Basílica da Natividade em Belém, poucos fiéis e clérigos celebraram a missa do Galo à meia-noite.

Na capela adjacente à basílica, geralmente lotada no Natal, as autoridades religiosas permitiram a entrada de apenas alguns convidados.

“Não podem dar as mãos, mas podem desejar paz uns aos outros”, afirmou no encerramento da missa o patriarca latino de Jerusalém, Pierbattista Pizzaballa.

Nos Estados Unidos, onde a covid-19 segue em propagação acelerada, com quase 3.300 mortos e 223.000 casos confirmados em 24 horas, o Natal também foi marcado pela pandemia.

Em seu clube em Mar-a-Lago, Flórida, o presidente Donald Trump tuitou seus desejos de fim de ano. Em uma mensagem gravada ao lado da primeira-dama Melania Trump, ele celebrou o “milagre de Natal” do início da campanha de vacinação, que já permitiu a aplicação da primeira dose em mais de um milhão de americanos, segundo as autoridades.

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– “Triste ano” –

A Austrália, que chegou a ser mencionada no decorrer do ano como exemplo de boa gestão da crise sanitária, enfrenta atualmente uma nova onda de casos no norte de Sydney, onde os habitantes só foram autorizados a convidar a suas casas 10 adultos para o Natal, ou cinco se moram no epicentro do foco de contágios.

No nordeste da Síria, controlado pelos curdos, os habitantes ignoraram a pandemia e acompanharam a cerimônia de iluminação de um pinheiro em um bairro cristão, sob o controle das forças de segurança.

A Alemanha cancelou os tradicionais mercados de Natal, enquanto no Kuwait as igrejas permanecerão fechadas até 10 de janeiro, embora o país tenha uma comunidade cristã significativa.

Diante da aceleração da pandemia no Brasil (segundo país mais afetado no mundo com mais de 190.000 mortos, atrás dos Estados Unidos), a cidade do Rio de Janeiro vai fechar o acesso à praia de Copacabana durante a noite do último dia do ano para evitar aglomerações.

Até o momento, Sydney ainda prevê receber 2021 com o famoso espetáculo de fogos de artifício.

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Explosão no centro de Nashville deixa três feridos na manhã de Natal

As autoridades acreditam que a explosão foi intencional. O FBI está liderando a investigação

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Uma forte explosão sacudiu o centro de Nashville, Tennessee, no início da manhã de Natal, quebrando janelas, danificando edifícios e ferindo três pessoas. As autoridades acreditam que a explosão foi intencional. O FBI está liderando a investigação.

O porta-voz do Departamento de Polícia de Metro Nashville, Don Aaron, disse que a polícia respondeu a um chamado de tiros disparados pouco antes das 6h, mas não encontrou nenhum sinal imediato de tiroteio, embora os policiais tenham notado um veículo suspeito e chamado uma unidade de apoio. Enquanto esperavam, o veículo explodiu.

Aaron disse que três pessoas foram levadas a hospitais da região com ferimentos leves. Ele afirmou que algumas pessoas foram levadas à delegacia central do departamento para interrogatório, mas se recusou a dar mais detalhes.

O FBI assumirá a liderança na investigação, disse o porta-voz Joel Siskovic. Investigadores federais do Departamento de Álcool, Tabaco, Armas de Fogo e Explosivos também estiveram no local. O FBI é a principal agência de aplicação da lei responsável pela investigação de crimes federais, como violações de explosivos e atos de terrorismo.

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Uma fumaça negra e chamas foram vistas nesta sexta-feira, 25, saindo da área repleta de bares, restaurantes e outros estabelecimentos comerciais, que é conhecida como o coração da cena turística de Nashville.

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