Confinamento pode afetar 25% dos empregos na Europa

A pandemia da COVID-19 pode “quase duplicar a taxa de desemprego na Europa nos próximos meses”, segundo a empresa americana

Cerca de 60 milhões de trabalhadores europeus, o que representa mais de 25% do número total de empregados na Europa, pode ver seus empregos em risco por causa do confinamento imposto na maioria do continente devido ao novo coronavírus – aponta um estudo da consultoria McKinsey.

A pandemia da COVID-19 pode “quase duplicar a taxa de desemprego na Europa nos próximos meses”, segundo a empresa americana.

A evolução da situação no mercado de trabalho dependerá da “eficácia na resposta da saúde pública” ao coronavírus, e das respostas governamentais às consequências econômicas da quarentena na Europa, acrescentou a consultoria.

O McKinsey Global Institute (MGI), que realizou o estudo, imaginou os cenários.

 

No primeiro, o mais otimista, o vírus seria controlado no prazo de três meses depois da paralisação da economia. Isso limitaria o aumento do desemprego a 7,6% em 2020, podendo voltar aos níveis anteriores à crise em 2021.

O outro, mais pessimista, parte da hipótese de que o vírus não poderá ser contido a curto prazo e que as medidas de distanciamento e confinamento continuariam durante o verão, o que “agravaria o impacto econômico”. Neste cenário, o índice de desemprego chegaria a 11,2% em 2021, sem nenhuma certeza de que volte ao nível de 2019 antes de 2024.

Entre os setores que correm mais perigo, a consultoria afirma que quase 75% dos empregos do setor de serviços de hospedagem e alimentação estão em perigo, o que representa 8,4 milhões de empregos.

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