Comediante lidera 1º turno da eleição presidencial na Ucrânia

O humorista de 41 anos, com experiência política limitada à interpretação de um presidente em uma série de televisão, parece ter superado todas as previsões

O comediante Volodymyr Zelensky lidera a apuração dos votos do primeiro turno da eleição presidencial na Ucrânia, de acordo com resultados parciais, e deixa o atual presidente, Petro Poroshenko, em segundo lugar, com mais de 10 pontos de vantagem para o segundo turno de 21 de abril.

O resultado reflete a rejeição às elites, uma tendência particularmente forte na Ucrânia após anos de dificuldades econômicas e escândalos de corrupção.

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Os resultados parciais da Comissão Eleitoral mostram que, apesar das dúvidas sobre sua capacidade para governar e a ambiguidade de seu programa, Zelensky recebeu 30,2% dos votos na eleição de domingo.

Poroshenko, de 53 anos, recebeu 16,7%, com mais da metade dos votos apurados.

A ex-primeira-ministra Yulia Timoshenko, de 58 anos, que mo início da campanha liderava as pesquisas, obteve 13,1% dos votos, o que a deixa fora do segundo turno, caso os resultados sejam confirmados.

No domingo à noite Timoshenko reivindicou o segundo lugar e denunciou pesquisas de boca de urna “desonestas”, o que poderia provocar tentativas de impugnação em um país que registrou duas revoluções em 28 anos de independência.

A polícia recebeu mais de 2.100 denúncias de suposta fraude, a maioria sem gravidade. “A votação aconteceu sem violações sistêmicas”, afirmou a presidente da Comissão Eleitoral, Tetiana Slipachuk.

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Todos as pesquisas divulgadas no domingo à noite pela imprensa ucraniana apresentavam o mesmo resultado entre os três principais candidatos.

Este é apenas um primeiro passo para uma grande vitória”, afirmou Zelensky a seus partidários.

O índice de participação foi de 64% no país, o que significa um aumento na comparação com 2014.

A Ucrânia, país de 45 milhões de habitantes, é um dos Estados mais pobres da Europa e atualmente enfrenta sua pior crise desde a independência, em 1991, após suas divergências com a Rússia e a guinada para o Ocidente.

A chegada ao poder em 2014 de um governo pró-Ocidente foi seguida pela anexação da península ucraniana da Crimeia pela Rússia e um conflito com separatistas no leste, que deixou quase 13.000 mortos.

Não estou eufórico. É uma lição dura para mim”, afirmou Poroshenko, antes de agradecer a seus eleitores que “apoiaram a orientação para a Otan, a União Europeia e uma independência da Rússia”.

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Poroshenko, que durante o mandato de cinco anos iniciou uma série de reformas, em particular nas Forças Armadas e no setor de energia, assim como na saúde pública e educação, é muito criticado, no entanto, pelos esforços considerados insuficientes na luta contra a corrupção.

Para o analista Anatoly Oktysiuk, do centro Democracy House em Kiev, Zelensky vai ganhar porque o atual presidente atingiu o “teto” de apoio.

“É uma reação aos escândalos de corrupção, um protesto contra as velhas elites”.

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