Venezuela sofre perdas milionárias com pior apagão de sua história

Venezuela

Os venezuelanos continuavam sofrendo nesta quarta-feira (13) com a falta de água e comida após o pior apagão na história do país, que deixou milhões em prejuízos em uma economia já arruinada

O ministro da Comunicação, Jorge Rodríguez, assegurou que o serviço foi restabelecido praticamente em toda a Venezuela, inclusive Caracas, ainda que com “pequenas falhas” em regiões onde houve “sabotagens” em subestações depois do corte elétrico.

Por isso, o presidente Nicolás Maduro ordenou o retorno ao trabalho nesta quinta-feira, mas manteve as aulas suspensas por mais 24 horas, destacou Rodríguez.

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As áreas que continuam às escuras seis dias depois do apagão se situam no oeste do país.

Embora a eletricidade tenha sido restaurada na maior parte do território, incluindo Caracas, alguns estados no oeste do país tinham grandes áreas sem energia, seis dias após o blecaute em massa.

Nesse contexto, a China, aliada de Maduro, ofereceu ajuda para restabelecer a eletricidade na Venezuela.

“A China espera que a Venezuela possa encontrar rapidamente as causas deste acidente (…) e quer oferecer sua assistência”, afirmou o porta-voz da chancelaria chinesa, Lu Kang. A oferta chinesa foi anunciada logo após o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, declarar que pediria ajuda também à Rússia e ao Irã para investigar o que denuncia como um “ataque” a sistema elétrico lançado pelos Estados Unidos.

Segundo a Ecoanálitica, as perdas geradas pelo apagão já chegam “a 875 milhões de dólares”. A indústria está paralisada e “para se recuperar o país terá que buscar o apoio de multilaterais e do setor petroleiro”, opinou Asdrúbal Oliveros, diretor dessa empresa de consultoria econômica.

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“Há uma paralisação importante em muitas áreas críticas do setor petroleiro. Nesse ponto poderíamos perder 700 mil barris diários”, acrescentou o executivo.

Com a empresa de petróleo PDVSA – responsável por da 95% arrecadação do país – operando no vermelho e minada pela corrupção, a já reduzida produção de petróleo havia caído de 3,2 milhões de barris em 2008 para um milhão antes do início do apagão.

A situação de emergência, que atingiu Caracas e 22 dos 23 estados deste país de 30 milhões de habitantes, começou na tarde da quinta-feira passada e apenas na terça que Maduro garantiu que a luz estava restabelecida em “quase todo” território.

O presidente venezuelano acusa Washington de realizar “ataques cibernéticos” e “eletromagnéticos” contra a hidroelétrica El Guri, que abastece 80% da população do país.

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