Trabalhadores são motivados ao ritmo de tambores na Coreia do Norte

Todas as manhãs, seis dias por semana, esquadrões de norte-coreanas armadas com bandeiras vermelhas e tambores ocupam posições em lugares estratégicos em Pyongyang. Sua missão: motivar os trabalhadores

Ao som de canções patrióticas à glória da República Popular Democrática da Coreia (denominação oficial da Coreia do Norte) e de seu dirigente, Kim Jong-un, mulheres agitam suas bandeiras e tocam seus tambores vermelhos por quase uma hora.

Estão presentes nos principais locais de trânsito da capital, como o hotel Ryugyong. Cada grupo tem seu uniforme, mas todos têm o mesmo equipamento e semblante disciplinado, fazendo uma coreografia marcial com o objetivo de estimular os transeuntes a se esforçarem mais no trabalho.

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“Fazemos esta propaganda, porque queremos fazer o marechal feliz”, explica uma das participantes, vestida com um casaco coral com punhos e gola brancos, referindo-se ao jovem líder norte-coreano Kim Chun-hui.

“Estimulamos os cidadãos a obter grandes conquistas em seu trabalho”, afirma esta mulher de 47 anos, neste sábado (horário local), após se apresentar na frente do hotel Ryugyong, uma imensa pirâmide que domina a cidade e que começou a ser construída há mais de 30 anos.

Mãe de dois filhos, ela diz que sente orgulho de pertencer a essa comitiva.

“Não estamos cansados. Consideramos isso como um grande orgulho e como o que temos que fazer”, completou.

– ‘Batalha dos 70 dias’ –

Quando o interlocutor é um jornalista estrangeiro, os norte-coreanos entrevistados nas ruas costumam enaltecer sua lealdade total para com as autoridades de Pyongyang.

Essas representações surgiram em consequência de duas campanhas decretadas em 2016 para aumentar a produção, a “batalha dos 70 dias” e a “batalha dos 200 dias”, com o objetivo de amenizar o efeito das sanções econômicas impostas pela comunidade internacional por causa dos programas balístico e nuclear norte-coreanos.

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Essas “batalhas” terminaram há bastante tempo, mas essas representações continuam sendo realizadas seis dias por semana.

A União de Mulheres Socialistas é um órgão oficial, por meio do qual o regime organiza a vida das donas de casa. Todas as mulheres não ativas são membros. Há mulheres dos 30 até os 60 anos, pelo menos.

As jovens na faixa dos 20 costumam ser direcionadas para trabalhar, tarefa que muitas deixam de lado quando se casam e têm filhos.

“Consideramos o líder supremo como nosso pai”, afirma Song Yang Ran, de 57, líder da União das Mulheres Socialistas no distrito de Pothonggang, no centro da capital.

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