Venezuela: Após atos de violência na tentativa frustrada de entrar com ajuda humanitária, Guaidó aposta na pressão internacional

Venezuela

Autoproclamado presidente interino vai participar da reunião do Grupo de Lima, programada para segunda-feira em Bogotá

 O autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, confia agora na pressão internacional para afastar do poder o presidente Nicolás Maduro, após a tentativa frustrada de levar ajuda à Venezuela no sábado, uma jornada que terminou com dois mortos e centenas de feridos na fronteira com a Colômbia.

Guaidó se prepara para participar na reunião do Grupo de Lima, programada para segunda-feira em Bogotá, com a presença do vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence.

Depois de falhar em sua convocação para levar alimentos e remédios para atenuar a pior crise na história moderna da Venezuela, o jovem presidente do Parlamento comparecerá à reunião convocada em 14 de fevereiro porque considera que “a pressão interna e externa são fundamentais para a libertação” do país.

Violência marcou o sábado (23) na fronteira da Venezuela com a Colômbia

“Para avançar em nossa rota, vou me reunir na segunda-feira com nossos aliados da comunidade internacional, e seguiremos ordenando as próximas ações dentro do país”, disse Guaidó, reconhecido por 50 países como presidente encarregado da Venezuela, na cidade colombiana de Cúcuta.

O líder opositor antecipou que vai discutir com os chanceleres das 14 nações do Grupo de Lima “possíveis ações diplomáticas” contra Maduro, sem descartar uma intervenção militar.

Os presidentes de três países membros – Colômbia, Chile e Paraguai -, assim como o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA) apoiaram a tentativa de transportar os insumos a partir de Cúcuta.

O Grupo de Lima, criado em 2017 para promover uma solução para a crise venezuelana, se reuniu pela última vez em 4 de fevereiro em Ottawa.

Na ocasião, 11 dos 14 integrantes do bloco pediram uma mudança pacífica de governo na Venezuela. Também fizeram um apelo para que os militares reconhecessem Guaidó e permitissem a entrada de ajuda.

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