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ONU pede que Colômbia acelere acordo de paz

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Acordo de Paz

Em meio aos novos desafios para o processo de paz na Colômbia, o chefe da missão da ONU pediu nesta quinta-feira ao país andino que acelere a reintegração de ex-combatentes das FARC à vida civil antes do final do governo de Manuel Santos.

“O último par de semanas também trouxe novos desafios para o processo de paz”, admitiu Jean Arnault, chefe da missão da ONU na Colômbia, referindo-se à prisão do ex-negociador de paz das FARC Jesus Santrich em 9 de Abril.

A prisão de Santrich, acusado de conspirar para enviar 10 toneladas de drogas para os Estados Unidos, que busca sua extradição, foi criticada duramente por seu partido, a nova Força Alternativa Revolucionária do Comum (FARC), que agrupa todos os ex-rebeldes, e colocou em xeque o pacto de paz entre o governo de Juan Manuel Santos e a maior guerrilha do país assinado no final de 2016.

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“A prisão de um dos líderes das FARC por porte de drogas reverberou em um país que continua dividido sobre o processo de paz”, disse Arnault em seu relatório ao Conselho de Segurança, na presença do vice-presidente colombiano Oscar Naranjo e da chanceler Maria Angela Holguín.

Mas se mostrou otimista e destacou os “pedidos de calma e declarações firmes para continuar no caminho da paz” da liderança das FARC, incluindo do seu presidente Timoleon Jimenez.

Acima de tudo, Arnault sublinhou “a necessidade de um impulso à reintegração de ex-guerrilheiros antes do fim do mandato do governo” após as eleições presidenciais de 27 de maio.

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Em 26 de março, uma frente dissidente das FARC sequestrou dois jornalistas do jornal equatoriano El Comercio e seu motorista enquanto trabalhavam na fronteira com a Colômbia e anunciou seu assassinato. Seus corpos ainda não foram encontrados.

farc

Desde janeiro, os ataques deste grupo rebelde dissidente deixaram no Equador um total de sete mortos, dezenas de feridos e dois sequestrados.

O país nunca foi atingido com tanta crueldade por causa da violência derivada do narcotráfico na Colômbia.

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Neste contexto, o Equador decidiu se afastar do processo de paz com o ELN e não será mais sede dos diálogos de paz que abrigava desde fevereiro de 2017 com esta guerrilha,

O Equador anunciou que deixará de sediar os diálogos de paz entre o governo de Santos e outra guerrilha colombiana ainda ativa, o ELN, que poria fim ao último conflito armado na América Latina.

“Colômbia compreende as razões pelas quais o presidente Lenín Moreno decidiu se afastar de sua condição de garantidor e anfitrião destas negociações”, declarou a a chanceler colombiana, María Angela Holguín, em alusão aos ataques e aos sequestros ocorridos recentemente na fronteira entre os dois países.

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Após agradecer ao povo equatoriano, Holguín informou que seu governo levará a mesa de negociações com o Exército de Libertação Nacional (ELN) para uma das “sedes alternativas”, no Brasil, Chile, Cuba, Noruega ou Venezuela.

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