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Farc diz que acordo de paz da Colômbia está em seu ponto mais crítico

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Chefes das Farc viajam a Cuba para discutir plataforma política

O acordo de paz da Colômbia está em “seu ponto mais crítico”, disse nesta terça-feira (10) Iván Márquez. o número 2 da antiga guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que se transformou no partido político Força Alternativa Revolucionária do Comum, de mesma sigla. A crise se deve à detenção, com fins de extradição aos Estados Unidos, por tráfico de drogas, de Jesús Santrich, um dos líderes da organização. A informação é da EFE.

“Com a captura de nosso camarada Jesús Santrich, o processo de paz se encontra em seu ponto mais crítico e ameaça ser um verdadeiro fracasso”, afirmou Márquez em um comunicado lido em uma coletiva de imprensa na capital colombiana .

Santrich foi preso ontem em Bogotá pelo Ministério Público da Colômbia com base em uma circular vermelha da Interpol a pedido da Justiça dos Estados Unidos, que o acusa de continuar se dedicando ao narcotráfico, mesmo depois da assinatura do acordo de paz em 24 de novembro de 2016.

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“A detenção de Santrich faz parte de um plano orquestrado pelo governo dos Estados Unidos com a ajuda do Ministério Público colombiano”, acrescentou Márquez. O número 2 da antiga guerrilha disse que esse suposto plano “ameaça todo o ex-comando, com o propósito de decapitar a direção política do partido e sepultar os anseios de paz do povo colombiano”.

Debandada

Segundo a Farc, a detenção de Santrich “tem como objetivo forçar a debandada do processo (de paz) para justificar a continuidade da violência”. No comunicado, Márquez pediu ao presidente colombiano, Juan Manuel Santos, “que cumpra o acordo e sua palavra” e solicitou “uma reunião de urgência”.

“A Colômbia toda tem que reagir, o sucedido é muito grave, estão levando o processo de paz ao despenhadeiro do descumprimento, da perfídia”, disse Márquez em declarações aos jornalistas.

O chefe das Farc insistiu que, diante da detenção de Santrich, deve haver uma reação do Executivo colombiano e do Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para a Paz, mas o presidente Santos foi enfático ontem ao dizer que não hesitará em assinar a extradição caso seja necessário.

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O acordo de paz garante a não extradição de membros das Farc por crimes cometidos antes da assinatura do documento e por ocasião do conflito armado, mas isso não cabe no caso de Santrich, porque, segundo as autoridades, as acusações de narcotráfico são posteriores à assinatura do acordo.

Junto com Santrich foram capturados outros três indivíduos identificados como Marlon Marín; Armando Gómez e Fabio Simón Younes Arboleda.

Ao ser perguntado hoje sobre se Marlon Marín é seu parente, Iván Márquez, cujo nome de batismo é Luciano Marín Arango, respondeu: “efetivamente”, e acrescentou que “tudo faz parte da montagem armada pelo procurador-geral da nação”.

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