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Ciberataques em larga escala atingem empresas no mundo e afetam Brasil

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Ataques aconteceram em ao menos 74 países, diz empresa de segurança, com ‘vírus de resgate’ que exige dinheiro. No Brasil, site do TJ-SP e Ministério Público saíram do ar, mas órgãos citam ‘precaução’.

Ao menos mais 74 países tiveram empresas e usuários de internet alvos de uma série de ciberataques em “larga escala” que afetaram seus sistemas de informação, computadores e telefonia, segundo a empresa de segurança russa Kaspersky Lab. Os ataques afetaram hospitais públicos na Inglaterra e levaram a cancelamentos de atendimentos e redirecionamento de ambulâncias.

No Brasil, os ciberataques fizeram com que sites do Ministério Público e do Tribunal de Justiça saíssem do ar nesta sexta. Segundo os órgãos, a decisão de tirar do ar foi por precaução e não há informações de ataques em São Paulo. No Ceará, a regional do INSS disse que cerca de 90 agências receberam orientação para desligar todos os computadores.

Os ataques usam vírus de resgate (ou “ransomware”), que inutilizam o sistema ou seus dados, até que seja paga uma quantia em dinheiro. A Kaspersky diz que detectou 45 mil ataques em 74 países em relatório divulgado na tarde desta sexta-feira.

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Ceará

No Ceará, segundo a assessoria de comunicação regional do INSS disse que cerca de 90 agências receberam orientação para desligar todos os computadores, segundo a direção do instituto.

Os funcionários estão sem acesso ao sistema e foram informado de que houve um ataque à empresa Dataprev, no Rio de Janeiro.

Estão mantendo a entrada de documentos e requerimentos físicos nas agências. Os usuários estão sendo orientados a reagendar o atendimento pelo número 135.

A superintendência regional da PF informou que acionou o serviço de inteliência para verificar extensão do problema.

Hospitais na Inglaterra

Representantes de hospitais afetados na Inglaterra relataram ao jornal que cancelaram atendimentos e redirecionando ambulâncias para outros hospitais.

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De acordo com a publicação, as instituições sofreram, simultaneamente, um bug em seus sistemas de informação. O serviço de saúde pública da Inglaterra declarou estar ciente do problema. De acordo com o jornal, os hackers exigem pagamentos em bitcoins para liberar os equipamentos afetados – cerca de U$ 300 por computador.

Médicos locais publicaram posts no Twitter relatando o incidente:

O jornal “The Guardian” reproduz uma série de mensagens que teriam sido escritas por um desses médicos.

“Então, nosso hospital está fora do ar… Um ciberataque foi antecipado. Então, eles desligaram tudo. Como nos filmes, sabe? Nós recebemos uma mensagem dizendo que nossos computadores estão sob o controle deles [supostos autores do ciberataque] e [exigem] que se pague uma certa quantia de dinheiro. E agora tudo se foi”, diz o trecho publicado no site do jornal.

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Atendimentos cancelados e ambulâncias redirecionadas

“Lamentamos ter que cancelar consultas de rotina, e pedimos ao público para usar outros sistemas do serviço de saúde quando possível. Ambulâncias estão sendo redirecionadas para outros hospitais”, disse o representante do hospital de Barts ao “Guardian”.

O fundo East and North Herts NHS, que administra quatro hospitais, publicou em seu site uma nota sobre o ataque, citando problemas tanto no sistema de informação quanto no sistema de telefonia. Não há evidências de que os dados de pacientes tenham sido afetados, segundo a “BBC”.

Outros países

O governo Espanhol emitiu um alerta sobre ataques ligados ao vírus de resgate WannaCryptor, que é possivelmente o mesmo ou semelhante ao que atingiu diversos hospitais britânicos nesta sexta-feira (12). Segundo a agência de notícias Reuters, diversas empresas espanholas, entre elas a Telefônica, foram vítimas do ataque.

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