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Contagem rápida indica vitória de ex-vice de Correa na eleição do Equador

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Lenín Moreno derrota o candidato conservador Guillermo Lasso, que pede recontagem dos votos

QUITO — O candidato governista e ex-vice-presidente Lenín Moreno venceu as eleições presidenciais do Equador. Em contagem rápida, o socialista obteve 51% dos votos, contra 49% do adversário, o conservador Guillermo Lasso (48.93%). Os números contemplam 92,67% das urnas apuradas e a vantagem estreita levou Lasso a pedir recontagem dos votos.

Mais cedo, ambos chegaram a reivindicar vitória, com as pesquisas de boca de urna divergindo sobre o resultado. Consideradas um teste para a esquerda latino-americana, as eleições para a escolha do sucessor do presidente Rafael Correa estão sendo consideradas as mais acirradas na História recente do país.

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Três levantamentos — incluindo um que acertou no primeiro turno — deram vitória para Lasso, enquanto um quarto indicou que o vencedor era Moreno.

Segundos após o fechamento das urnas, a TV Teleamazonas apontou que Lasso obteve 53,02% dos votos, enquanto Moreno, que representa o partido no poder Aliança País, tinha atingido 46,98%. Esta pesquisa tem uma margem de erro de 2,2% e foi baseada em entrevistas com 36.600 pessoas.

Por sua vez, a empresa Informe Confidencial observou que Lasso obteve 52% e Moreno 48%, enquanto a empresa Market disse que o ex-banqueiro teria alcançado 51,45% dos votos, e Moreno 48,55%.

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A empresa Perfis, a único que aponta Moreno como vencedor, disse que o candidato governista obteve 52,2% e Lasso 47,8%, com base em pesquisas em 500 centros de votação.

— Hoje o Equador renasceu. As páginas de ódio entre os equatorianos ficaram para trás — discursou um efusivo Lasso, em Guayaquil.

Cadidato opositor Guillermo Lasso discursa enquanto espera resultados das eleições no hotel in Guayaquil – HENRY ROMERO, Reuters

Já Moreno pediu que seus eleitores aguardem o resultado oficial.

— Os dados estão claros. Temos uma vantagem muito considerável — disse Moreno, em Quito.

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Em sua conta no Twitter, o presidente Rafael Correa criticou os resultados díspares: “Estatisticamente isso é impossível. Alguém mente”.

As eleições marcam o fim de dez anos de governo de Rafael Correa e são vistas como um novo teste para a esquerda latino-americana, após o giro conservador em países como Argentina e Peru.

O resultado também será fundamental para o fundador do WikiLeaks, o australiano Julian Assange, mantido pelo governo de Correa na embaixada do Equador em Londres desde 2012.

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No primeiro turno, em 19 de fevereiro, dia em que também ocorreram as eleições legislativas, a base governista assegurou a maioria absoluta com 74 cadeiras de um total de 137, quando atualmente ostenta dois terços. Uma vitória de Moreno facilitaria a governabilidade do país.

Especialistas lembram que o próximo presidente encontrará um país afetado pela queda prolongada do preço do petróleo, endividado, com desemprego crescente e caríssimo para o consumidor.

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