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Israel corta pagamentos à ONU após moção histórica contra assentamentos

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Segundo porta-voz, o dinheiro vai ser destinado aos que apoiam o país

 

JERUSALÉM — O porta-voz do ministério do Exterior de Israel, Emmanuel Nahshon, disse nesta quarta-feira que o país tomou a decisão de cortar US$ 2 milhões de repasses à ONU em retaliação à aprovação da resolução histórica contra os assentamentos nos territórios palestinos ocupados. Segundo o governo de Benjamin Netanyahu, o dinheiro será destinado a projetos em países que apoiam Israel em organizações internacionais.

Nahshon disse que a medida foi tomada por Israel, com apoio de aliados como o governo de Donald Trump, pelo que consideram um preconceito da ONU contra o país e uma obsessão com a questão palestina — em comparação com outras crises humanitárias ao redor do mundo.

Em dezembro, o Conselho de Segurança da ONU aprovou a resolução que exige que Israel cesse imediata e completamente os assentamentos nos territórios palestinos ocupados, incluindo Jerusalém Oriental. O então governo de Barack Obama se absteve da votação, não usando seu direito a veto em apoio ao seu aliado mais próximo no Oriente Médio, abrindo caminho para a decisão histórica. Após a votação da medida, Israel retirou seus embaixadores e cancelou programas de ajudas em 12 países que votaram a favor.

A decisão foi a primeira a ser adotada desde 1979 para condenar Israel por sua política de assentamentos. A abstenção americana foi vista como uma medida marcante de fim de mandato de Obama, que teve uma relação difícil com Netanyahu. Na época, ministros israelenses disseram que a resolução era uma traição dos EUA e, antes da votação, Trump veio a público pressionar Barack Obama a vetá-la.

Após a votação da ONU, não demorou muito para que Trump se pronunciasse contra a postura dos EUA, prometendo mudanças para o seu governo:

“Sobre a ONU, as coisas serão diferentes depois de 20 de janeiro”, escreveu o republicano, em seu Twitter, em referência à data em que iria tomar posse da chefia da Casa Branca.

Nesta segunda-feira, a atual embaixadora dos EUA na ONU, Nikki Haley, afirmou que o governo Trump não vai permitir que algo semelhante à medida se repita.

Agência O Globo

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