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EUA não descartam ataque à Coreia do Norte: ‘Paciência acabou’

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Secretário de Estado americano assegura que todas as opções estão sobre a mesa

SEUL — O secretário de Estado americano, Rex Tillerson, afirmou nesta sexta-feira que a paciência com a Coreia do Norte acabou e defendeu uma nova estratégia para lidar com a ameaça nuclear do país mais isolado do mundo. Em visita à Coreia do Sul, o chefe da diplomacia dos Estados Unidos acrescentou que um “amplo conjunto de capacidades” está sendo desenvolvido.

— Todas as opções, inclusive militar, estão sobre a mesa — assegurou Tillerson, em entrevista coletiva ao lado do ministro de Relações Exteriores sul-coreano, Yun Byung-se.

Sem oferecer mais detalhes, Tillerson disse ainda que os Estados Unidos planejam mudar o curso de sua política em relação ao regime de Kim Jong-un.

O chanceler sul-coreano, por sua vez, afirmou que a Coreia do Sul e os Estados Unidos compartilham o objetivo da completa desnuclearização da Coreia do Norte. E completou que um sistema antimísseis dos EUA que está sendo instalado na Coreia do Sul tem apenas o objetivo de defesa contra a Coreia do Norte, não contra qualquer outro país.

Um dia antes, no Japão, Tillerson havia dito que os esforços diplomáticos das últimas duas décadas para desnuclearizar o regime norte-coreano não funcionaram.

A viagem do secretário de Estado e ex-CEO do petroleira Exxon Mobil vem em meio a tensões na região que aumentaram desde a chegada de Donald Trump à Casa Branca. A Coreia do Norte ameaçou testar um míssil intercontinental e já lançou mísseis de médio alcance duas vezes até agora neste ano: a primeira, enquanto Trump estava jantando com o premier japonês, Shinzo Abe, em seu clube privado na Flórida, e a segunda no início deste mês.

Naquela ocasião, a Coreia do Norte lançou quatro foguetes, coincidindo com o início dos treinamentos militares conjuntos entre a Coreia do Sul e os Estados Unidos, que Pyongyang vê como um pretexto para a preparação de uma invasão em seu território.

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