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Israel liberta jornalista palestino detido por 10 meses sem julgamento

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Um dos dirigentes do sindicato de jornalistas palestinos, Omar Nazzal, anunciou à AFP nesta terça-feira (21) que a justiça militar israelense o libertou da detenção após dez meses, e garantiu que, em nenhum momento, foram-lhes apresentadas acusações a seu respeito.

Após 13 audiências diante da justiça militar israelense, a única com jurisdição sobre os palestinos dos territórios ocupados, Nazzal, de 54 anos, explicou que só recebeu a notificação a respeito de uma acusação contra ele: “perigo para a segurança da região”.

“Quando meu advogado pediu detalhes, recebeu uma negativa dos juízes e procuradores militares”, contou à AFP.

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Nazzal foi preso no dia 23 de abril na fronteira entre a Cisjordânia, território palestino ocupado por Israel, e a Jordânia, local de onde previa embarcar em um avião para a Bósnia, onde iria participar de um congresso da Federação europeia de jornalistas.

Ao longo de 10 meses, Nazzal esteve sob detenção administrativa, um regime extrajudicial proveniente das leis de emergência do governo britânico na Palestina, que permitem a Israel reter a suspeitos durante períodos que podem ser prolongados indefinidamente, sem ser obrigatório informar o motivo das acusações.

Os palestinos consideram que esse caso é um ataque à liberdade de imprensa. Várias organizações internacionais pediram a liberação de Nazzal.

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O Exército israelense, por sua vez, explica que Nazzal esteve em cárcere “por causa da sua participação em uma organização terrorista”, o partido palestino de esquerda Frente Popular de Liberação da Palestina (FPLP), e não por “suas atividades como jornalista”.

Segundo o sindicato de jornalistas palestinos, aproximadamente 20 pessoas estão presas em Israel, dentre essas jornalistas e estudantes de jornalismo, um deles há mais de 20 anos.

Mohammed al Qiq, um dos detentos, está há 16 dias em greve de fome que põe sua vida em perigo, de acordo com familiares próximos.

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